terça-feira, 7 de outubro de 2025

Angola & Literatura - ‘OS CAMINHOS DA TERRA’, de Fernando Fonseca Santos - Lisboa 1997 - Muito Raro;





Angola & Literatura - As vivências do autor pelas terras do sul angolano e as populações indígenas com quem foi vivendo e observando 


‘OS CAMINHOS DA TERRA’ 
De Fernando Fonseca Santos 
Edição Quetzal Editores 
Lisboa 1997 


Livro com 396 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


Da contracapa:
“E era tudo o que era só seu e não conseguirá nem soubera pôr no que havia escrito e deveria dizer da terra, da guerra, da morte, do medo, dos homens, e o que não ficara nas palavras onde não havia nem sons, nem a luz, nem a cor, nem a dolência das vozes, nem o que estivera nos olhos das pessoas, muito menos o que suspeitara nas almas de quem conhecera e com ele partilhara o pão e a água, os anseios e as dores, os medos, os receios, a carne e o sangue, a comida colhida e caçada, as vinculadas, intuídas e primevas certezas, os seus amigos que lhe ensinaram da morte, que ali se repartia e era mais viva por ser mais vivida, porque vivia neles acordada e eles sabiam como com ela se podia viver e como é que ela se fazia e de que é que ela se fazia, porque fazia fazer, com consciência acendida, quando estava a ser feita. 
Ah! A fraternidade a que ali conhecera o sentido verdadeiro que pusera no lugar onde antes estava apenas o significado virtual de uma palavra, a fraternidade de repartir a água que havia de beber, a carne que conseguiam caçar e as vidas que tinha visto darem-se num superar tranquilo que apagava o que poderia haver de sacrifício nesses actos. 
E agora o seu vazio do que podia haver e era, minguado, um pouco de todas essas partes, o que estava nele e nele se refazia, na mão que segurava a carta, a mão com que escrevera no caderno as notas e os trechos que procurara pôr inteiros, sem encontrar o caminho que o pudesse aproximar de um gesto que vira o Velho fazer, esculpindo no ar o que para ele devia ser inteiro, a mão onde estivera a imprudência maior de não saber sequer se nela havia jeito, e fizera o que não era para guardar, mas que só se poderia repartir com quem tinha caminhado com ele nessa jornada, e antes - dos que estavam vivos -, com esse que conhecia os trilhos que os elefantes traçam ‘no tempo que era de antes do tempo dos homens antigos’ e soubera mostrar-lhos, antes de o levar pela mão pelos caminhos da terra.“ 

O Autor: 
“FERNANDO FONSECA SANTOS é advogado de profissão, natural de Benguela, nascido numa família de fundas raízes angolanas e já tem publicado outro romance ‘SÓ SE FOI AMANHÃ’, Relógio d'água, 1992.“



Do ÍNDICE: 

Capítulo I 
Ao 
Capítulo XVII 

Nota 
Elucidário 


Preço: 27,50€; 

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