Política & PREC - Neste livro de mais de 600 páginas, o autor revela como à extrema esquerda marxista leninista (Partido comunista e extrema esquerda Trotskysta e os seus aliados militares no MFA) planearam passo a passo a tentativa de instauração de uma ditadura do tipo soviético com o 28 de Setembro, 11 de Março e Verão Quente e no final dá à estampa o revisionismo histórico sobre os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, quando essa esquerda civil liderada por Álvaro Cunhal e os militares do COPCON de Otelo tentaram o golpe final após o fracasso revolucionário do PREC com o escamoteamento dos verdadeiros factos que levaram à derrota da manipulação dos pára-quedistas e a hesitar na operação suicida…
‘REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1975)’
De Armando Cerqueira
Edição Parsifal
Lisboa 2015
Livro com 618 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro.
Da contracapa:
“Ao anoitecer de 25 de Novembro de 1975, vários militantes de base do Partido Comunista Português, bancários de profissão, seguindo ordens do seu partido, encontravam-se reunidos no centro de trabalho na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa. Tinham-nos instruído para aguardarem ordens. (…) Acreditavam ingenuamente que o socialismo estava próximo, quase lho tinham prometido militares progressistas e políticos de esquerda, que a realização do multissecular sonho acalentado era possível. Com sacrifício, abnegação e coragem, estaria ao seu alcance a passagem à sociedade do futuro, socialista, da justiça social, da cultura e da sabedoria, da paz e do bem-estar, do fim da opressão e da exploração. (…)
Já a noite caíra quando a ordem veio. Tombou súbita e brutal, provocando espanto e desespero, cremos, em cada um: ‘As ordens do partido são que cada um regresse à casa. Fiquem lá e não saiam’.“
“Um valioso acervos de novos dados, referências, conexões, pistas de investigação, comentários vários; alguns, autênticos pequenos ensaios, revelando a extensão e a profundidade do trabalho de Armando Cerqueira.”
João Varela Gomes, in APRESENTAÇÃO DO AUTOR
Da badana:
“Com o advento do 25 de Abril, acreditou-se que a construção de um mundo melhor era possível. No entanto, depressa se percebeu que os caminhos do processo revolucionário se desviavam dos sonhos e da coragem que durante décadas mobilizaram homens e mulheres no combate por um país ávido de liberdade, de Justi, de igualdade.
Analisando em detalhe os acontecimentos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 e que culminaram no golpe de 25 de Novembro de 1975, nesta obra ficamos a conhecer a evolução das posições das diversas facções políticas, o papel desempenhado pelas Forças Armadas e pelos diferentes grupos políticos-militares que as integravam, a estratégia do Partido Socialista e dos partidos mais conservadores, as hesitações do Partido Comunista Português e da extrema-esquerda ou a forma como as potências estrangeiras (sobretudo dos Estados Unidos da América) interferiram no curso da revolução.
Olhar minucioso sobre os acontecimentos políticos e militares, rico em pormenores é resultado de décadas de reflexão ‘REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1975)’ é uma obra fundamental para compreendermos melhor um período pouco estudado da nossa História contemporânea.“
O Autor:
“ARMANDO CERQUEIRA
Licenciado em História ela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nasceu em 1944. Desde os finais da adolescência, foi redactor dos suplementos ‘Juvenil’ do ‘Diário de Lisboa p’ e do ‘República’. Como muitos jovens da sua geração, participou activamente na oposição à ditadura e à Guerra Colonial, tendo sido, em consequência disso, e por duas vezes, detido pela PIDE e tendo estado preso vários meses.
Após um curto exílio em Paris, em 1965, regressou a Portugal decepcionado com o ambiente de desunião entre os jovens exilados portugueses. Cumpriu o serviço militar obrigatório, tendo sido mobilizado e enviado para Nova Lisboa, Angola, onde cooperou com os meios oposicionistas e anticoloniais.
Trabalhou durante dezasseis anos no Banco Europeu de Investimentos. No quadro dos programas desenvolvidos pelos organismos da ONU, cooperou em projectos técnicos da Unesco e da CNUCED n Ruanda e na Serra Leoa.
É ainda antologiador, em colaboração com Joaquim Pessoa e José do Carmo Francisco, das colectâneas poéticas ‘O Trabalho e o Desporto’.“
Do ÍNDICE:
APRESENTAÇÃO DO AUTOR
- Por João Varela Gomes
PREÂMBULO
En Guise d’introduction
1. - NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE
- O fim do marcelismo
- A defecção dos capitães
- Reuniões, assembleias militares conspirativas e outros factos
- O golpe de Estado libertador, finalmente !
2. - AS ‘NOVAS’ FORÇAS ARMADAS E O PROCESSO CONTRA REVOLUCIONÁRIO
- As Forças Armadas Portuguesas (democráticas ma non troppo): um protagonista inesperado e paradoxal
O oficialato e as suas sensibilidades
Um perfil ideológico, moral e funcional do oficialato
Retrato de alguns oficiais
As Forças Armadas e o Programa do MFA
Alguns ‘órgãos’ do MFA
- O Conselho dos Vinte
- Como se foi processando a contra-revolução e sabotando o processo revolucionário
3. - A TENTATIVA DE TRAVAGEM PACÍFICA DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO: DO 25 DE ABRIL A 30 DE SETEMBRO DE 1974
- O MFA, movimento contraditório
- Os EUA acolheram favoravelmente o golpe de Estado…
- … e Mário Soares demarca-se do PCP e pede ajuda ao Ocidente
- Spínola versus MFA. O conflito de poderes
- “Um clima de indisciplina social”
- Remoção dos obstáculos para o regresso à legalidade democrática tutelada
- A proposta de uma constituição provisória e de entronização do presidente da República
- Conflitos partidários no II Governo Provisório
- A situação económica e social
- A tentativa de travagem pacífica do processo revolucionário
4. - A TENTATIVA DE TRAVAGEM VIOLENTA DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO: DE 31 DE SETEMBRO DE 1974 A 11 DE MARÇO DE 1975
- O processo revolucionário alarga o passo
- Relações internacionais
- O Programa de Política Económica e Social. Melo Antunes versus Vasco Gonçalves
- Eleições para a Constituinte
- A central sindical única
- A institucionalização do MFA
1.a fase: a tomada de consciência
2.a fase: o Conselho dos Vintes e a Assembleia dos Duzentos
3.a fase: a intenção de contactar os partidos e o compromisso histórico
4.a fase: os contactos com os partidos
5.a fase: a institucionalização de jure
- O spinolismo recupera a iniciativa e prepara-se para o golpe de Estado
- Preparação do golpe de Estado de 11 de Março de 1975
- O 11 de Março de 1975: um golpe de Estado puramente militar
- Otelo, Fabião, Costa Gomes, EMGFA inactivos no 11 de Março. Responsabilidades
- O golpe de Estado: algumas consequências e reacções
5. - A EUFORIA REVOLUCIONÁRIA: DE 12 DE MARÇO AO ‘DOCUMENTO-GUIA’
- A aceleração do processo revolucionário
- As facções político-militares no imediato pós 11 de Março
- Os inquéritos sobre os acontecimentos do 11 de Março e a sabotagem do inquérito oficial
- O IV Governo Provisório, as nacionalizações e a transição para o socialismo
- A estratégia de destruição do capitalismo e a tentativa de recuperação económica
- A Plataforma de Acordo Constitucional e as Eleições para a Constituinte
- A campanha eleitoral, a ajuda da Igreja ao PS e os resultados eleitorais
- O PS à conquista do poder: desrespeitar o Pacto MFA-Partidos
- O conflito do 1.* de Maio. Divisão no MFA e no CR
- O caso ‘República’
- O caso ‘Renascença’
- Consequências dos casos ‘República’ e ‘Rádio Renascença’. A cisão do Conselho da Revolução
- A crise político-militar
- O Plano de Acção Política: um documento contraditório de compromisso
- O ‘Documento-Guia da Aliança Povo-MFA’
- A questão do Estado e a ‘Vanguarda’ de Vasco Gonçalves
6. - O IMPASSE REVOLUCIONÁRIO ATÉ AO ‘DOCUMENTO DO COPCON’
- A Assembleia Constituinte, as vias do processo revolucionário e os partidos políticos
- A chegada do Verão Quente e do terrorismo
- O dispositivo contra-revolucionário
- O fim do IV Governo Provisório e o princípio do fim da esquerda militar
- Os ‘moderados’ optaram abertamente pela contra-revolução
- Um directório que não dirige
- O falhanço da esquerda na tentativa de conquista pelo poder militar: o saneamento de Jaime Neves
- Lutas intestinas no MFA: destruir definitivamente a AMFA e conquistar o Conselho da Revolução em exclusivo
- O Grupo dos Nove
- A Carta Aberta de Mário Soares ao general Costa Gomes
- O ‘Documento do COPCON’ e a esquerda militar radical
- A URSS não interferiu na situação portuguesa
- Ingerências estrangeiras contra um Portugal socialista
- O centro, a direita e o império queriam a demissão de Vasco Gonçalves
7. - O IMPASSE REVOLUCIONÁRIO APÓS O ‘DOCUMENTO COPCON’
- O brigadeiro Corvacho contestado ou os Nove à conquista da Região Militar do Norte. Subversão e terrorismo
- A ruptura do MFA: as três facções político-militares desavindas e as tentativas de conciliação
- Da crise das esquerdas ao IV Governo Provisório
- O ‘Pronunciamento de Tancos’: um golpe de Estado legal. A contestação do centro e da direita militares
- Desencadeamento da crise político-militar
- O assalto e a destruição da Embaixada de Espanha
8. - 25 DE NOVEMBRO DE 1975: O GOLPE DE ESTADO DISFARÇADO
- Objectivos e organização dos Nove
- A caminho do golpe de Estado
- Acções violentas e conspirações militares de direita
- Ajustes finais na preparação do golpe
- As esquerdas à procura de soluções para a crise
- O ‘Directório’ de esquerda militar e o ‘abandono’ de Otelo
- O VI Governo Provisório: um poder político impopular
- Os pára-quedistas
- O arranque do golpe de Estado…
- … e a contagem final
21 do Novembro
22 de Novembro
24 de Novembro
- O golpe de Estado do centro-direita, finalmente!
- O mito do ‘perigo comunista’ e a deriva burguesa e capitalista do PS
- O 25 de Novembro foi um golpe de direita e não de esquerda
- ‘The Day After’
26 de Novembro
27 de Novembro
En Guise de Conclusion
ADDENDUM
Abreviaturas, Siglas e Acrónimos
BIBLIOGRAFIA
- Fontes Principais
- Outras Fontes
ENTREVISTAS
Preço: 32,50€;



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