sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Portugal - História & Ultramar - ‘DESCOLONIZAÇÃO - UM CRIME SEM CASTIGO’, de Luís Rodrigues - Bragança 2021 - MUITO RARO;















Portugal - História & Ultramar - A trágica descolonização de Angola, antiga província ultramarina portuguesa da costa ocidental de África e os traumas causados aos portugueses e angolanos atingidos pela convulsão registada entre 1974 e 76, num livro com testemunhos fortes, directos e incómodos 


‘DESCOLONIZAÇÃO - UM CRIME SEM CASTIGO’ 
Memórias e Testemunhos incómodos 
De Luís Rodrigues 
Edição do Autor 
Bragança 2021 


Livro com 320 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


SOBRE O LIVRO: 
“E, claro, gosto dos livros que, sendo honestos, se ocupam de amigos meus. É o caso de ‘DESCOLONIZAÇÃO - UM CRIME SEM CASTIGO, da autoria de Luís Rodrigues. 
Na casa dos noventa anos, o autor dá conta do que viveu em Angola, mais concretamente a norte, em Malange, declarando-se ‘sobrevivente dessa hecatombe’ que foi a descolonização. ‘Despojado e reduzido à escala zero, regressado a Portugal com mulher e três filhos’ acolhe-se à terra de origem. Dedica-se à vinha, aos 43 anos, inicia uma segunda vida, chegando, ‘entretanto, a velho sem dar conta do tempo passar’. 
O livro de Luís Rodrigues é um ‘balanço final’, tecido de ‘memórias e testemunhos incómodos’, um livro honesto e corajoso, de alguém declaradamente sem pretensões a escritor. Também nele se fala e presta homenagem a um amigo nosso: Telmo Ferraz.
‘Por alturas de 1963 – pode ler-se em ‘DESCOLONIZAÇÃO - UM CRIME SEM CASTIGO’ Descolonização, – soube-se em Malange que no lugar de Culamuxito, a cerca de nove quilómetros da cidade, numa antiga fazenda conhecida por Lagoa da D. Chiça’ […] a Obra da Rua do Padre Américo ali iria instalar uma nova Casa do Gaiato’. O local resumia-se a um ‘caramanchão de floridas trepadeiras a rodear uma estreita porta de acesso a uma pequena casa em ruínas’. É então, escreve Luís Rodrigues, que aparece ‘na cidade um jovem Padre à volta dos trinta e cinco anos que irradiando uma bondosa e cativante presença, breve conquistou geral e enorme simpatia’. Num extraordinário fenómeno de solidariedade, Malange une-se a ele ‘e a Obra foi surgindo com a abnegação e dinamismo de um Homem extraordinário […] sempre a navegar num mar de dificuldades, desprovido de ambições pessoais, modesto e pobre de bens terrenos, dedicando toda a sua vida exclusivamente aos pobres e desprotegidos’. 
Luís Rodrigues não esquece a ação do autor de ‘O Lodo e as Estrelas’, ‘na agreste e sacrificada vida dos operários da barragem do Picote em Portugal’, nem a sua passagem ‘pela barragem de Cambambe em Angola, depois de ter oferecido assistência e carinho à Colónia dos Leprosos de Dangeamenha’, terminando o seu testemunho grato pela felicidade de ‘em vida termos conhecido um verdadeiro Santo!’. 
Quem conhece Telmo Ferraz ou quem leu, por exemplo, os livros ‘UMA VIDA, TANTAS VIDAS’ e ‘O homem que do lodo fez estrelas’ dirá que não há novidade neste testemunho. Posso até concordar, mas quem será insensível à unanimidade daquela afirmação? Não tenho dúvidas: há homens que têm encontro marcado com o futuro.” 
Henrique Manuel Pereira - In ‘Mensageiro de Bragança’ 


Da contracapa: 
“Prestes a alcançar os noventa anos de existência, já não tenho pretensões a escritor.
Prefiro dizer que, como testemunha, eu quero fazer o meu depoimento sobre a descolonização; já tardio eu sei, mas talvez por isso e decorridos todos estes anos e à semelhança de outros relatos que foram publicados, é possível, embora se duvide, que a história acabe por se fazer, a frio, sem grandes paixões e, finalmente verdadeira, como é desejável.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
RECORDANDO UMA PEQUENA HISTÓRIA DE UMA LONGA VIDA 
A DESTRUIÇÃO DA PRESENÇA PORTUGUESA EM ANGOLA 

- Período anterior a 1961 
- Monopólios 
- Agricultura 
- O que os portugueses deixaram em 1975 em Angola 
- Comércio e ocupação administrativa e sanitária 
- Movimentos separatistas 
- Início da guerra colonial 
- FUA - Frente de Unidade Angolana 
- Rosa Coutinho, o almirante vermelho 
- O Êxodo 
- Malange - histórias da colonização 
- Uma voz na noite 
- Os capitães de Abril 
- Ridículos os portugueses 
- A invasão do Shaba 
- Como se faz história 
- Festejando as desgraças portuguesas 
- Histórias e historietas 
- A Malange de outros tempos (Memórias) 
- O isolamento rácico da África negra 
- Figuras de Malange de outros tempos: 
Alípio de Morais Pimentel 
Araújo da Pensão ‘Barrete Verde’ 
Artur Varela Pinto 
Dr. Alcântara Mendes 
Horácio de Sá 
Padre Telmo Ferraz 
Serafim Nunes Afonso 
Victorino Sampaio de Magalhães 
A geração de ouro de Malange, ano de 1953 
- De cócoras: A ‘rendição’ do exército português, foi a causa da catástrofe! 
Mais um fatídico ‘resumo’ 
- Carta enviada de Nova Lisboa em 6 de Janeiro de 1975, ao presidente do IARN
(Comissão coordenadora dos Refugiados de Malange) 
- Carta da mesma Comissão e na mesma data para o Alto-Comissário de Angola 
- ‘O meu dono’ 
- ‘OS DIAS DA VERGONHA’, de Reis Ventura 
- Onde está o orgulho em ser português 
- Grande Reportagem 
- Manipulações 
- Os Mugabes 
- Como eu vi a descolonização em Malange 
- A vitória das redes sociais sobre as políticas racistas ou ideológicas de mentira, de censura e 
promotores de lavagens ao cérebro dos seus cidadãos ! Angola 
- Uma Assembleia de Refugiados de Angola 
- Como Cabo Verde se viu independente sem ter sido dado nem achado para o efeito 
- Senhor Director do jornal ‘Público’ 
- Carta Aberta ao filho de Maggiolo Gouveia 
- Aventura de Timor 
- A ‘guerra’ dos diamantes 
REGISTOS FOTOGRÁFICOS 


Preço: 67,50€; 

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