domingo, 1 de março de 2026

*** ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO DO BLOGUE ***





Nesta data, acrescentamos a designação da nossa vocação, a divulgação de ÁFRICA sob todas as temáticas e todos os pontos de vista, com o intuito de prestar melhor colaboração a todos quantos amam este continente e dele querem saber mais, divulgar as suas opiniões, sentimentos e memórias na esperança de o futuro ser muito melhor, mais tolerante e cultural.

Continuamos ao dispor de todos.

1 de Março de 2026 

OS COLABORADORES 


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Moçambique - História & Descolonização - ‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’, de Adelino Timóteo - Maputo 2024 - Muito Raro;









Moçambique - História & Descolonização - Os avatares do mais misterioso e audacioso luso-moçambicano do século XX, que tentou negociar, discretamente, através do chamado ‘Programa de Lusaka’, um processo multi-racial de descolonização, que evitasse o êxodo e a debandada desesperada de 250 mil cidadãos brancos moçambicanos 


‘JORGE JARDIM - O ANO DO ADEUS AO ULTRAMAR’ 
De Adelino Timóteo 
Edição AT 
Maputo 2024 


Livro com 290 páginas, ilustrado (reprodução de documentos) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.


SINOPSE:
“Obra muito importante para o estudo do período final da administração portuguesa em Moçambique e nos primeiro anos do novo país independente, focada numa das personalidades mais complexas dessa época, Jorge Jardim. São abordadas as questões das lutas internas na Frelimo, o assassínio de Eduardo Mondlane, a acção de Costa Gomes e do MFA em Portugal e em Moçambique, a vida de Jorge Jardim depois do 25 de Abril até falecer prematuramente, o comportamento dos dirigentes da Frelimo em 1974 e 1975 e nos anos seguintes e os terríveis fins dos opositores da Frelimo.”


Da contracapa:
“Está obra pretende-se um farol, com material inédito, buscando iluminar os acontecimentos do após 25 de Abril de 1974, assim como o episódio trágico de 7 de Setembro, em Lourenço Marques, no mesmo ano. Com enfoque no Eng. Jorge Jardim, trata-se de um ângulo inédito e distinto de contar também sobre os derradeiros momentos da luta armada de libertação e os demais acontecimentos que lhe sucederam, vinculando-o a uma tentativa humana e de redenção de se acercar à FRELIMO, através do ‘Programa de Lusaka’, com que buscava evitar a debandada de 250 mil bancos de Moçambique. 
Debaixo da lenda desta personalidade e com informação devidamente contextualizada, o autor esmiuça os factos, que marcaram o fim do Ultramar português e a emergência de um novo conflito, debaixo da consigna da guerra fria. 
Afamado como uma das mais ímpares e insignes personalidades da África Austral, purgado pela Junta de Salvação Nacional, dos capitães de Abril, Jorge Jardim, tratado como um monstro, esgrime os seus argumentos, mas não consegue impor o seu plano em cima da mesa, no tratado de Lusaka. Daí resvala-se para um plano secundário e assiste desencantado o processo dramático e trágico da descolonização desde a periferia. 
Cinquenta nos depois, olhando para o pensamento de Jorge Jardim, é possível depreender que, mais do que votá-lo ao ostracismo e ao tabu, Jorge Jardim foi um nacionalista, que pretendeu contribuir com o seu pensar particular, que mantivesse a dignidade da maioria e dos derrotados, numa harmonia comum, sem se ferirem uns aos outros. 
Ao desenterrar o perfil deste homem complexo, raro, pretensamente anti-racista, com as suas contradições e partes encantadora, como todos os seres humanos comuns, o autor oferece a oportunidade de se esgravatar sobre a documentação e testemunhos interessantes de uma figura enigmática, esclarecendo sobre os momentos que mediaram a morte de Eduardo Mondlane, com isto demonstrando que a história é um processo dinâmico, em permanente construção. 
A relevância de documentar com intensidade esse período de ouro da história contemporânea é um serviço à Nação.“ 


O Autor:
“ADELINO TIMÓTEO nasceu a 3 de Fevereiro de 1970, na Beira, em Moçambique. 


“ 


JORGE JARDIM: 
“Jorge Pereira Jardim (Lisboa, 13-11-1919 - Libreville, Gabão, 01-12-1982) 
Engenheiro agrónomo, foi Secretário de Estado do Comércio e Indústria, de 1948 a 1952, deputado à Assembleia Nacional, em duas legislaturas, de 1953 a 1961. Passou depois a exercer funções em empresas privadas, tais como administrador da fábrica da Lusalite no Dondo, em Moçambique, administrador de várias empresas do grupo Champalimaud, em Moçambique, tendo construído um império económico, que incluía o Interbanque, no Gabão. 
Esteve em Angola a apoiar a formação de milícias em 1961, e desenvolveu uma densa rede de contactos na África Austral, que incluía, os presidentes do Malawi e da Zâmbia. Tentou contribuir, com o ‘Programa de Lusaka’, para uma via pluralista para a independência de Moçambique, tendo falhado devido ao apoio dos militares portugueses à Frelimo.”



Do ÍNDICE: 

1. - JORGE JARDIM: O HOMEM, O MITO, A LENDA 
1.1 O Kissinger luso-moçambicano 

2. - A CAVALGADA AMERICANA SOBRE O ULTRAMAR PORTUGUÊS 
2.1 As manobras do enviado especial de Salazar e de Marcello Caetano 
2.2 Das prisões dos Padres de Macúti e de Burgos 
2.3 PIDE/DGS e o seu destema repressivo 
2.4 A expulsão dos missionários estrangeiros 
2.5 Os bispos vistos sob a lupa da PIDE/DGS 

3. - A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: A SENTENÇA DE UMA MORTE ESPERADA 
3.1 Os partidos emergentes 
3.2 Jorge Jardim na lista negra da JSN 
3.3 Joana Simeão e Máximo Dias vítimas da escalada da violência 

4. - MANDATO DE CAPTURA A JORGE JARDIM 
4.1 Jardim na encruzilhada dos seus detractores 
4.2 Paris e o rosário da liberdade 
4.3 Jardim leva Domingos Arouca ao banquete de Banda 
4.4 Jardim no centro da rota de colisão Portugal / Malawi 
4.5 Jardim na corrida pela independência 
4.6 Marcello ultrapassa Jardim na corrida 
4.7 As posições diplomáticas de Banda e Kaunda sobre Moçambique 

5. - POMBEIRO DE SOUSA: A MÃO ESQUERDA DE JORGE JARDIM 
5.1 Coligação única liderada por Domingos Arouca 
5.2 Kaunda impressionado com o negociador Jorge Jardim 
5.3 Manifesto de Lusaka e o eclipse de Jardim 

6. - A CHEGADA AO PODER DO DETRACTOR INTERNO DE JARDIM 
6.1 Dr. Soares de Melo a caminho da investidura em Lisboa 
6.2 Spínola empossa novos governadores-gerais 

7. - A COLIGAÇÃO CONSPIRATÓRIA PARA A DETENÇÃO DOS OPOSITORES 
7.1 Costa Gomes e a ‘Operação Jorge Jardim’ 
7.2 A debandada dos sinistros agentes da PIDE/DGS 
7.3 Soares de Melo congela contas e ordena a prisão de Jardim 

8. - FRELIMO E JARDIM ODEIAM-SE ATÉ ÀS ENTRANHAS 
8.1 Jardim tenta recuperar o protagonismo 
8.2 Jardim prepara-se para a batalha judicial 

9. - O ESBOÇO DE UM HIPOTÉTICO PRÉ-ACORDO E AS MUDANÇAS REPENTINAS 
9.1 Governador-Geral Soares de Melo demite-se 
9.2 Correu ‘longe demais’ e chegou demasiado ‘atrasado’
9.3 Jardim iludido 
9.4 Jardim e António de Figueiredo em Mbabane 
9.5 Ultrapassado por Melo Antunes 

10. - PLANOS DE JARDIM VISAVAM INTERESSES ECONÓMICOS 
10.1 ‘O Século’na berlinda de Jardim em Paris 

11. - JORGE JARDIM AVANÇA NO PLANO TÁCTICO 
11.1 Mário Soares e as ameaças de Jardim a Machel 
11.2 Protagonismo de Banda no ‘The Daily Times’ 
11.3 Imprensa arregimentada ao estilo Pravda e Novosti 
11.4 Jardim ‘persona non grata’ na Swazilandia 
11.5 O princípio da incerteza absorve Jorge Jardim 

12. - 7 DE SETEMBRO EM LUSAKA: O ADEUS AO ULTRAMAR 
12.1 A caixa dos segredos do acordo 
12.2 A tragédia humana de 7 de Setembro 
12.3 O fracasso do MML e o êxodo da população branca 
12.4 Jorge Jardim na África do Sul 
12.5 O Governo de Transição 
12.6 Banda aconselha Jardim a exilar-se na Espanha 

13. - A QUEDA DE SPÍNOLA E A ASCENSÃO DE COSTA GOMES 
13.1 Agosto amargo 
13.2 Gelo sobre os tapetes de Belém 
13.3 Morte a Spínola ! 
13.4 Spínola e a longa noite de insónia 
13.5 As últimas cartadas de Spínola 
13.6 Um golpe de astúcia 
13.7 Costa Gomes cai na cadeira como um anjo 

14. - OS DESACATOS DE 21 DE OUTUBRO EM LOURENÇO MARQUES 
14.1 Cão de guarda enamora-se do lobo 
14.2 O desnorte de Banda 

15. - A NOITE DAS FACAS LONGAS: O DRAMA DE JOANA SIMEÃO 

16. - MACHEL CHAMA ‘PERÚ’ A URIA SIMANGO 

17. - JORGE JARDIM E A MORTE DE EDUARDO MONDLANE 
17.1 Carta de Jardim a Horácio de Sá Viana Rebelo 
17.2 As ‘mil e uma versões’ de um assassinato 
17.3 Machel e a arma ‘doble fio’ 
17.4 Do golpe palaciano de Machel a Uria Simango 
17.5 Perfil de verdugo de Eduardo Mondlane 
17.6 O rapto do Padre Gwengere 

18. - ÓSCAR KAMBONA, JORGE JARDIM E O ASSASSINATO DE KARUME 
18.1 O nascimento do comunismo em Zanzibar 
18.2 Herói da revolução 
18.3 Exílio de Ali Sultani 
18.4 João Tudela e os contornos do ‘Programa de Lusaka’ 

19. - O FIM DO IDÍLIO 
19.1 Da viagem triunfal do Rovuma ao Maputo 
19.2 As intentonas de Lisboa e Lourenço Marques 

20. - A FRELIMO E O MARXISMO-LENINISMO 
20.1 ‘El enfant terrible’ na clandestinidade 
20.2 A voz da Quizumba 
20.3 O clã gabonês anti-Mitterrand 

21. - A MORTE DE ‘LAWRENCE DE ÁFRICA’ 
21.1 Estado Português e Costa Gomes no banco dos réus 
21.2 Jardim e Costa Gomes nos bastidores da cortina de fumo 
21.3 Eu acendi o rastilho 
21.4 ‘Programa de Lusaka’: afinal um jogo de ‘cabra-cega’ 

22. - Bibliografia 
23. - Telegramas diplomáticos dos EUA consultados 
24. - Anexos 


Preço:  0,00€; (Indisponível) 


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NOTA:
As fotografias aqui editadas não fazem parte da obra em apresentação. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Portugal & Ultramar - ‘HISTÓRIA DO DESPORTO MOTORIZADO EM MOÇAMBIQUE’, de João Mendes de Almeida e Ricardo Brízido - Lisboa 2011 - MUITO RARO;







Portugal & Ultramar - 


‘HISTÓRIA DO DESPORTO MOTORIZADO EM MOÇAMBIQUE’ 
De João Mendes de Almeida e Ricardo Brízido 
Edição dos Autores 
Lisboa 2011 


Livro de grandes dimensões (35 x 24,5 x 5,5 cm), capas duras, com 728 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Edição única de 1000 exemplares. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Da contracapa:
“João Mendes de Almeida e Ricardo Nrízido, ambos médicos, colegas da Faculdade de Medicina da Universidade de Lourenço Marques, viveram desde sempre ligados ao automobilismo desportivo em Moçambique. 

Filhos, respectivamente de Alexandrino Mendes de Almeida, Vice Presidente do ATCM no início dos anos 50, e de Adelino Brízido, importante piloto da cidade da Beira e reconhecido dirigente desportivo a quem se deve a grande projeção, na altura, do ‘Rali Internacional da Beira’, resolveram registar para as gerações futuras tudo o que foi feito em prol do desporto motorizado nesta antiga Província Ultramarina de Portugal. 

Este trabalho tem início com a realização das primeiras provas nos anos 20 do século XX e termina com a ‘Crise do Petróleo’ em 1973, que obrigou à suspensão de todas as provas desportivas, encerrando assim uma época de grandes feitos.“ 


O surgimento do livro de João Mendes de Almeida e Ricardo Brizido: 
“A ideia de escrever um livro sobre o ‘DESPORTO MOTORIZADO EM MOÇAMBIQUE’ surgiu após a descoberta, num alfarrabista de Lisboa, de dois volumes com recortes antigos de jornal, dos anos 1949 a 1953. Esses recortes, de vários jornais de Lourenço Marques, descreviam tudo que se tinha passado na capital da Colónia, no que respeita a automobilismo e motociclismo, durante esses anos. Aí encontrámos também o modo como tinha surgido o Auto Clube de Moçambique, mais tarde designado por Automóvel e Touring Clube de Moçambique, clube organizador de grandes provas nos anos que se seguiram. Viemos mais tarde a descobrir que esses mesmos dois volumes, de velhos recortes de jornais da época, tinham pertencido a Estêvão de Oliveira, o fundador desse mesmo clube.
Fomos nos apercebendo que nada existia que contasse para gerações futuras tudo o que se tinha feito em prol do automobilismo, motociclismo e karting nessa antiga Colónia portuguesa…e não era assim tão pouco. Em 1962, a título de exemplo, surgia em Lourenço Marques o primeiro autódromo português, o Autódromo da Costa do Sol, pertença do ATCM (onze anos antes do que o Autódromo do Estoril). E não só, em 1966 realizava-se a primeira das “3 Horas de Lourenço Marques”, a mais importante prova de “endurance” realizada em território nacional, onde participaram pilotos de renome mundial como Brian Redman, Jody Scheckter, Paul Hawkins e tantos outros que pilotavam máquinas do melhor e mais potente que havia na altura. Mas não eram só as provas de pista pois também nos ralis se passava o mesmo. Em Moçambique realizaram-se alguns dos melhores ralis do mundo na altura como o Rali Total, o Rali Internacional da Beira e o Rali do BNU. Nesses mesmos ralis participaram muitas das estrelas internacionais da altura como Ove Anderson, Patt Moss, Van Bergen, Francisco Romãozinho e tantos outros de craveira igual.
Ora de nada destes feitos existe registo e tudo se perderia se o não fizéssemos. Assim, após 3 anos de pesquisa exaustiva, temos um livro com cerca de 800 páginas, cerca de 1500 imagens, pesando perto de 5 quilos, dividido em 3 partes (Lourenço Marques e Sul, Beira e Manica e Sofala e Norte de Moçambique) onde registámos tudo o que encontrámos.
È a nossa homenagem a esses homens que tanto deram da sua vida ao desporto motorizado nessa terra maravilhosa que é Moçambique.“ 



Do ÍNDICE: 

I Parte 
LOURENÇO MARQUES E SUL 
- Prefácio 
Agradecimentos 
- Notas Histórico-Geográficas 
História do Desporto Motorizado em Lourenço Marques e no Sul de Moçambique 
Anos 20 
Anos 30 
Anos 40 
Alguns pilotos que mais se distinguiram nesta década 
Manuel Alves Cardiga, Nico Nicolau e Estevão de Oliveira 
Anos 50 
História do Rally Pretória - Lourenço Marques 
Alguns pilotos que mais se evidenciaram nesta década 
Raúl Sorgentini Cruto e Silva, Luís Fernando de Braamcamp Mancellos, Alcino Vicente Pinheiro, Carlos Gonçalves, Antero Serafim e Benjamim Rocha, José Mendes Ferreira e João Alfredo Dias Gomes 
Anos 60 
Alguns pilotos que mais se evidenciaram nesta década 
Adriano Eurico Mendonça de Carvalho, Ian Frazer Jones, José Horácio de Morais da Silva e Costa, Rui Teixeira Lopes, Rui Xavier de Melo, Rogério Moreira, José Eugénio de Figueiredo Picolo, José Ferreira da Silva, João Cesário Horta Botequilha, Alberto Ferreira Leitão, Fernando Ferreira de Sousa Manso, John Maxwell Lineham Love, Arnaldo de Freitas Lopes Leal, Basil Van Rooyen, Paul Hawkins, José Carlos Morais Rodrigues, Fernando Soeiro e Fernando Gomes da Costa Natividade 
Anos 70 
Os Rallies do B.N.U. 
Alguns pilotos e dirigentes que se evidenciaram nesta década 


II Parte 
BEIRA E MANICA E SOFALA 

III Parte 
NORTE DE MOÇAMBIQUE 

Bibliografia 


Preço: 

Austrália - ‘NA TERRA DOS CANGURUS’, de Bill Bryson - Lisboa 2003;





Turismo & Aventura - A insólita Austrália vista pelo escritor de viagens mais lido em todo o mundo 


‘NA TERRA DOS CANGURUS’ 
De Bill Bryson 
Tradução de Manuel Marques 
Edição Quetzal Editores 
Lisboa 2003 


Livro com 398 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


RESUMO: 
“A visão única e hilariante do maior escritor de viagens da actualidade sobre o continente africano.
Descubra porque é que a Austrália é um dos lugares mais perigosos do mundo, onde os primeiros ministros desaparecem para fazer surf e pessoas bem humoradas coexistem com crocodilos, tubarões, cobras venenosas e a ameaçadora alforreca. Esta é a Austrália de Bill Bryson, uma constelação de pequenas curiosidades, de estatísticas inesperadas, de factos absurdos. Viajante, humorista, naturalista e historiador, Bryson acaba por conseguir reduzir as distâncias entre o leitor e esse país longínquo que começou por ser uma enorme prisão.”

“Bill Bryson viaja até à Austrália, que não só é o sexto país maior do mundo, como é a ilha maior do mundo, como ainda é a única ilha que também é continente, e o único continente que também é país. E, de todos os continentes, é o mais seco, plano, calorento, ressequido e estéril mas em que, curiosamente, a vida teima em florescer - sobretudo quando se trata de perigosos predadores. Há, de facto, na Austrália mais coisas passíveis de causar a nossa morte das formas mais violentas do que em qualquer outro lugar do globo. Naquela estranha terra, a lagartinha mais fofa e engraçada pode deixar-nos em coma profundo num segundo e certas conchas do mar podem não só picar-nos como também vir a correr atrás de nós para o fazer.”


O Autor: 
“Bill Bryson nasceu em Des Moines, no Iowa, em 1951. A vida levou-o até Inglaterra onde viveu longos anos, antes de se mudar com a mulher e os quatro filhos para os Estados Unidos, mudança esta que não foi permanente, tendo regressado ao Reino Unido. 
Conhecido pelos seus livros de viagens, humorísticos e enternecedores, tais como ‘Crónicas de uma Pequena Ilha’, e pelo sucesso internacional ‘Breve História de Quase Tudo’ (2005) – ganhou o Prémio Aventis, o Prémio Descartes e foi o livro de não-ficção mais vendido nessa década no Reino Unido – Bryson é ainda o autor de ‘Shakespeare, Made in América’, ‘Regresso à Pequena Ilha’, ‘Por Aqui e Por Ali’, ‘Nem Aqui nem Ali’, ‘Em Casa: Breve História da Vida Privada’ e ‘Aquele Verão’.“ 



Do ÍNDICE: 

I. - Em direcção ao interior da Austrália 
II. - A Austrália civilizada (A Costa do bumerangue) 
III. - Em torno das orlas 

Agradecimentos 
Bibliografia 


Preço: 15,00€; 

Portugal - Estado Novo & Oposição - Semanário ‘Nascer do SOL’, n. 955 - 13.12.2024 - (‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’) - Lisboa 2024 - Muito Raro;




















Portugal - Estado Novo & Oposição - Uma extraordinária investigação histórica sobre os laços pessoais, políticos e amorosos entre uma militante comunista e um agente da PIDE, até então ignorada e esquecida, mas que faz parte do quotidiano das vivências do regime do 28 de Maio e a oposição 


Semanário ‘Nascer do SOL’, n. 955 - De 13 de Dezembro de 2024.
‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’, por Felícia Cabrita 
‘Deixou tudo pelo Partido, até a filha, esteve na URSS e na Guerra Civil de Espanha. Acabou por se juntar a um agente da polícia política.’ 
Director interino: Vitor Rainho 
Lisboa 2024 


Exemplar com 64 páginas (caderno principal) e 32 páginas (suplemento ‘LUZ’), ilustrados e em muito bom estado de conservação. Excelentes. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Temas em destaque: 
- ‘A PAIXÃO DE UMA COMUNISTA PELO PIDE QUE A TORTUROU’ 
- ‘CAROLINA LOFF - A história extraordinária de uma espia portuguesa, da prisão em Lisboa à Moscovo de Estaline.’ 
‘Pertenceu às Juventudes Comunistas, foi trabalhar em Moscovo onde entregou a filha bebé aos cuidados do PC Soviético, militou na Guerra Civil de Espanha, regressou a Portugal, senso ajudada por Álvaro Cunhal. Muito bela, virou a cabeça aos homens. 
Publica-se hoje a primeira parte da vida de Catarina Loff da Fonseca - a quem o futuro reservava uma história extraordinária, que surpreendeu amigos e adversários.’ 
‘Um ambiente de conspiração em casa.’ 
‘Inscrição nas Juventudes Comunistas.’ 
“É perigosíssima”, regista a PIDE. 
- ‘ERA UM TEMPO DE GRANDES PAIXÕES INTELECTUAIS E FÍSICAS. À BELEZA, CAROLINA ACRESCENTAVA A ALEGRIA E SENSUALIDADE, O QUE CONTRASTAVA COM A SUA DURA DISCIPLINA.’ 
‘Grávida de um estudante comunista.’ 
‘A primeira prisão e um parto.’ 
‘Convite para a URSS.’ 
‘Na “Pátria do Socialismo”.’ 
- ‘EM MARÇO DE 1935, COM 24 ANOS E A FILHA AO COLO, INICIA A SUA DIGRESSÃO INTERNACIONAL. UM MÊS DEPOIS, NUMA CARRUAGEM DE 1.a CLASSE, PARTE PARA MOSCOVO.’ 
“Corto-te a cabeça, se revelares a missão.” 
‘Adeus a Moscovo, sem se despedir da filha.’ 
‘A voz da rádio do PCP.’ 
‘Um caso com o General Modesto.’ 
“Acreditei que seria fuzilada.” 
- “CAROLINA DIZIA MUITAS VEZES QUE SOFREU MENOS AQUI, NA PIDE, DO QUE EM ESPANHA. VEIO COM AS PERNAS CHEIAS DE CICATRIZES DA SARNA, COMEU RATOS, TUDO O QUE SE POSSA SUPOR.” 
‘Em Espanha, comeu ratos.’
“Não contaram nada das nossas vidas.” 

- ‘NO FIM DO CHÃO BOM FICA A VERGONHA SILENCIOSA DO CAMPO DA MORTE LENTA.’, texto de Afonso de Melo, no Tarrafal 
‘Paredes amarelas escondem-se em esquinas amarelas. O Campo de Concentração do Tarrafal tem o seu chão de terra a estalar ao sol. CHÃO BOM: Txon bon. Que tem de bom este chão de morte ? Que vergonha silenciosa brota das paredes que rodearam centenas de prisioneiros. E todos sabiam que vinham para aqui para morrer ? Os nomes nunca são apenas nomes…’ 
‘Um inferno amarelo.’ 
‘De cada vez que a desumanidade nós é apresentada em toda a sua desnaturada crueza, então o último lugar onde podemos ir parar é ao silêncio.’ 


Preço: 37,50€; 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Portugal - História & Ultramar - ‘COLONIZAÇÃO DE ANGOLA PELOS BRANCOS’, de Aníbal Artur Marcelino - Funchal 1930 - MUITO RARO;




Portugal - História & Ultramar - Uma análise da colonização em Angola, à época uma colónia portuguesa da África Ocidental, em pleno governo do Estado Novo 


‘COLONIZAÇÃO DE ANGOLA PELOS BRANCOS’ 
De Aníbal Artur Marcelino 
Edição Livraria Popular 
Funchal 1930 


Livro com 32 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 



Do ÍNDICE: 

Sonho 
A Triste Realidade 

- Colonização de Angola 
Uma opinião sem autoridade 
O clima 
A inaptidão do colono 
A assistência, sempre insuficiente ao colono 


Preço: 47,50€; 

Cultura - Revista ‘Sinopse da História dos ESTADOS UNIDOS da América’ - Washington 1952 - MUITO RARO;


















Cultura - 

Sinopse da História dos ESTADOS UNIDOS da América’ 
Edição e distribuição dos Serviços de Informações dos Estados Unidos 
Washington 1952 


Exemplar com 76 páginas, profusamente ilustrada e em muito bom estado de conservação. 
Desgaste das capas. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Da ABERTURA: 
“Uma grande parte das consultas dirigidas ao Serviço de Informações dos Estados Unidos, diz respeito à história deste país. A presente obra representa uma tentativa para responder em forma concisa e conveniente a algumas dessas perguntas, tendo em vista apresentar certas correntes dominantes do pensamento e da evolução que constituíram o elemento vital para o crescimento da nação, 
Não se trata de uma história definitiva dos Estados Unidos: cada um dos períodos é resumido no espaço limitado de uma poucas páginas, nas quais se sintonizou o fruto de investigações e estudos exaustivos. O leitor encontrará na pág. 76 uma breve lista bibliográfica que lhe facilitará consulta pr obras autorizadas se pretender fazer um estudo aprofundado do assunto. Espera-se que o presente trabalho sirva de introdução ao estudo da história deste país e que venha aumentar os conhecimentos sobre os Estados Unidos e fazer melhor compreender o seu povo.“ 



Do ÍNDICE: 

ABERTURA 

I. - O PERÍODO COLONIAL 
“Nunca o céu e a terra se combinaram em parte alguma numa harmonia 
mais perfeita para proporcionar ao homem um lugar para sua habitação.” 
- John Smith, fundador da colónia de Virgínia, 1607 

II. - A LUTA PELA INDEPENDÊNCIA 
“São verdades incontestáveis para nós: que todos os homens nascem iguais; 
que lhes conferiu o Criador certos direitos inalienáveis, entre os quais o de vida, 
o da liberdade, e o de buscar a felicidade.” 
- DECLARAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, 4 de Julho de 1776 

III. - A FORMAÇÃO DO GOVERNO NACIONAL 
“Todo o homem e todo o grupo de homens na terra possuem 
o direito de se governar por si mesmos.” 
- Thomas Jefferson, 1790 

IV. - EXPLORAÇÃO DO OESTE E DIFERENÇAS REGIONAIS 
Vá para o Oeste, jovem, e cresça com o país.” 
- Horace Greeley, 1850 

V. - CONFLITO SECCIONAL 
“Uma casa contra si dividida não pode subsistir.
Penso que este governo não poderá existir permanentemente meio escravo, meio livre.” 
- Abraham Lincoln, Springfield, Illinois, 17 de Junho de 1858 

VI. - ERA DE EXPANSÃO E REFORMA 
“Devemos abolir tudo quanto tenha sequer a aparência de privilégio.” 
- Woodrow Wilson, Mensagem ao Congresso, 8 de Abril de 1913 

VII. - OS ESTADOS UNIDOS NO MUNDO MODERNO 
“Os povos livres do mundo contam connosco na defesa da sua liberdade.” 
- Harry Truman, na Mensagem ao Congresso, em 12 de Março de 1947 

Principais obras consultadas durante a preparação deste esboço da História dos Estados Unidos 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Brasil - Literatura & História - ‘MEMÓRIAS DE BRANCA DIAS’, de Miguel Real - Lisboa 2009;





Portugal & Brasil - Literatura & História - A vida aventurosa e fascinante de uma mulher que desafiou as leis do seu tempo oriunda de terras europeias singrou no continente americano 


‘MEMÓRIAS DE BRANCA DIAS’ 
De Miguel Real 
Edição Quidnovi 
Lisboa 2009 


Livro com 176 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa: 
“Com uma existência entre a História e a Lenda, considerada uma das matriarcas do Pernambuco, Branca Dias é, no século XVI, no Brasil, a primeira mulher portuguesa a praticar esnoga’, a primeira ‘mestra laica’ de meninas e uma das primeiras ‘senhoras de engenho’. Oriunda de Viana do Castelo, denunciada pela mãe e pela irmã e presa pela Inquisição nos Estaus, em Lisboa, Branca Dias embarca para o Brasil com sete filhos, juntando-se ao marido, Diogo Fernandes, vivendo ambos entre Camaragibe e Olinda, onde lhe nascem mais quatro filhos e educa uma enteada. Com a primeira visitação do Santo Ofício ao Brasil, em finais do século XVI, filhos e netos de Branca Dias são presos sob a acusação de reconversão ao judaísmo e enviados para Lisboa, para onde terão seguido igualmente, presume- se, os ossos de Branca Dias, a fim de serem queimados no Rossio em auto-de-fé.

No presente romance, Branca Dias rememora a sua vida, da infância no Minho à velhice em Olinda, passando pela sua prisão em Lisboa, pela existência perturbada no engenho de açúcar, pelo levantamento da casa grande de Camaragibe e da casa urbana da rua dos Palhares (ainda hoje existentes), pelo convívio com Duarte Coelho, primeiro capitão donatário do Pernambuco, pela morte de Pedro Álvares da Madeira, comido pelos tupinambás, pelo candomblé dos escravos pretos, pelos terrores de uma nova geografia e de uma nova fauna, pelo martírio do povo miúdo português no Novo Mundo, evidenciando assim o lado popular do heroísmo quotidiano, exultante e aziago, miscigenador e dizimador, generoso e rapace, dos primeiros colonos portugueses no Brasil.“ 


O Autor:
“MIGUEL REAL, sintrense, publicou na Quidnovi os romances ‘A Voz da Terra’, ‘O Último Negreiro’ e ‘O Sal da Terra’, as novelas ‘O Último minuto na vida de S.’ e ‘A Ministra’ e os ensaios ‘O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa’, ‘O Último Eça’, ‘Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa’, ‘Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa’ e ‘Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa’.



Do ÍNDICE: 

Abertura 
Apresentação (pessoal) à 3.a edição 
Apresentação à 1.a edição 

- Oração 
- Chegada ao Brasil 
- Quase 
- Mãe e irmã 
- Morte de Diogo 
- Trabalhos do Diogo 
- Casamento 
- Partida de dois filhos 
- Candomblé 
- Terrores 
- Vida em Camaragibe 
- Esnoga 
- Partida de Camaragibe 
- Primeiro ano em Olinda 
- Morte de Pedro Álvares da Madeira 
- Nove anos em Olinda 
- Fim 

Fontes das ilustrações 


Preço: 27,50€; 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

História - ‘À DESCOBERTA DE ÁFRICA - As viagens épicas de Stanley & Livingstone’, de Martín Dugard - Lisboa 2003 - RARO;





África & História - O relato de uma das maiores aventuras de sempre, a primeira travessia do continente africano de leste a oestes 


‘À DESCOBERTA DE ÁFRICA - As viagens épicas de Stanley & Livingstone’ 
De Martín Dugard 
Tradução de António Cruz Belo 
Edição Casa das Letras 
Lisboa 2003 


Livro com 414 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
RARO.


Da contracapa:
“DOUTOR LIVINGSTONE, PRESUMO ?” 

“Com esta simples pergunta terminou uma das maiores expedições da história da humanidade e selou o encontro mais famoso na história da exploração do continente africano. 
Mas qual foi o verdadeiro percurso do Dr. David Livingstone e do repórter Henry Morton Stanley ? 
Como conseguiram sobreviver e vencer em África, o continente mais inexplorado do século XIX ? 
Como ultrapassaram florestas demoníacas, doenças impensáveis para os ocidentais, tribos canibais, pragas de insectos, traficantes de escravos, lutas tribais e um clima sufocante é doentio ? 
‘À DESCOBERTA DE ÁFRICA’ é o relato de uma viagem onde o desconhecido e, mais do que tudo, a coragem, imperam.“ 


Da badana:
“Dr. Livingstone, um dos maiores exploradores britânicos, foi o primeiro homem branco a atravessar o continente africano. Um feito de proporções épicas. Mas durante uma das suas viagens em que procurava a nascente do rio Nilo, desapareceu misteriosamente. Ficou meses sem dar notícias, chegando-se a crer que estaria morto. 
Henry Stanley, um jornalista americano do ‘New York Herald’, embarcou para o continente africano com a missão de encontrar, vivo ou morto, o lendário aventureiro. Uma expedição repleta de perigos que terminou, dois anos depois, com o emocionante encontro de Stanley e Livingstone, em pleno coração da África. Esta viagem encantou não só os compatriotas britânicos de Livingstone mas também os americanos que não perdiam as emocionantes reportagens de Henry Stanley e hoje, passados quase séculos, ainda exerce um considerável fascínio entre o público. 
Martín Dugard tornou-se um desses admiradores. Baseando-se nos diários de viagem dos dois aventureiros escreveu um emocionante relato dessa grande aventura. Pesquisou a fundo e recontou os acontecimentos da saga numa narrativa de ritmo tão intenso quanto os feitos dos dois exploradores. Um livro emocionante e de leitura tão empolgante como um grande romance de aventuras.“ 


O Autor: 
“MARRIN DUGARD é autor de vários livros de não-ficção que ocupam regularmente a lista dos mais vendidos do ‘The New York Times’. De referir, designadamente, ‘Farther Than Any Man: The Rise and Fall of Capitain James Cook’, ‘Knockdown: The Harrowing True Account of a Yacht Race Turned Deadly’, ‘Surviving the Toughest Race on Earth’. 

‘A Última Viagem de Colombo’ foi traduzido para português. Escreve regularmente para as revistas ‘Esquire, Outside, Sports Illustrated’ e ‘GQ’. 

Martín Dugard vive m Orange County, na Califórnia, com a mulher e os seus três filhos.“ 



Do ÍNDICE: 

PRÓLOGO 

Parte 1. - OS EXPLORADORES 
Parte 2. - ALGURES NO MEIO DE NENHURES 
Parte 3. - DEZ QUEIXADAS HUMANAS 
Parte 4. - O MUNDO VIRADO DO AVESSO 
Parte 5. - REGRESSO A CASA 

EPÍLOGO 

NOTAS 
Bibliografia 
Agradecimentos 


Preço: 67,50€; 

São Tomé e Príncipe - Literatura - ‘LENIN OIL’, de Pedro Rosa Mendes - Lisboa 2006 - Raro;





São Tomé e Príncipe - Literatura - A descoberta e exploração petrolífera no arquipélago, a corrupção associada, a instabilidade política local e a pobreza de décadas da sua população, são o cenário desta obra ficcional de Pedro Rosa Mendes 


‘LENIN OIL’ 
De Pedro Rosa Mendes 
Ilustrações de Alain Corbel 
Edição Publicações Dom Quixote 
Lisboa 2006 


Livro com 160 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 



SINOPSE:
“O poder do petróleo na África misteriosa. História de um agente norte-americano, residente em São Tomé que trabalha para o Departamento de Estado recolhendo informação sobre o petróleo. Este homem encontra um nativo, Lenin, que tem uma pseudo-empresa de representações chamada Lenin Oil, e participa, simultaneamente, de uma conspiração para derrubar o corrupto sistema político da ilha. A narração decorre em três tempos, sempre pela voz do agente americano: narração exterior dos acontecimentos, cartas dele para o Departamento de Estado e cartas a um amigo, muito mais íntimas, e de tonalidade onírica, penetradas pelos mistérios de África. Os personagens centrais serão devorados pelos acontecimentos: a malária e a revolta.”


Da contracapa:
“Preta vende andalas fritas na barriga do batelão. Cacau e Café, os dois ex-chefes-de-Estado, conspiram e trocam selos numa mesa do Belvedere. Vladimir Iliche sonha com justiça na Sobra da Capoeira. E Wahnon, o Presidente, assiste à ‘Tragédia do Marquês de Mântua’ para comemorar a independência e o petróleo. Porque há petróleo. É a salvação da Ilha, pequeno Estado insular africano. Será ? ‘Todos aqui são filhos da inércia, do mito e do rancor’: o americano observa, manipula e escreve sobre esta outra tragédia, real, chamada ‘Lenin Oil’. Aprende a noite, o mato e as máscaras. E a morte, para onde convergem todas as revoltas de escravos.“


O Autor: 
PEDRO ROSA MENDES
“Escritor e jornalista, distinguido com vários prémios de reportagem. Estreou-se como escritor em ‘O Melhor Café’, do fotógrafo Alfredo Cunha (1996). Três anos depois publicou o seu primeiro livro, ‘Baía dos Tigres’ que recebeu o Prémio Pen Clube de Romance e o Prémio Fernão Mendes Pinto da Câmara Municipal de Cascais e está traduzido em mais de vinte países. 
A crítica alemã colocou-o na lista dos melhores romances traduzidos em 2001. Em 2002, saiu o álbum de reportagens ‘Ilhas de Fogo’, em co-autoria com o ilustrador Alain Corbel. É ainda co-autor de ‘Topografias da Vinha e do Vinho’ (2002). Publicou vários contos, ensaios e reportagens em revistas como Egoísta, Ícon e Tabacaria (Lisboa), Grand Street (Nova Iorque), Lettre International (Berlim), El País Semanal (Madrid) e Terra Negra (Bruxelas). Integrou o projecto internacional de fotografia "Borders and Beyond/Au-delà des Frontières", da Pro-Helvetia/Fondation Suisse pour la Culture (Rotpunktverlag, Zurique, 2002). Foi convidado da fundação alemã Schloss Wiepersdorf no ano 2000 e beneficiou, no ano seguinte, de uma bolsa do IPLB/Ministério da Cultura. Reside actualmente em Berlim, no âmbito do programa de artistas residentes do DAAD-Deutscher Akademischer Austauschdienst.“



Preço: 27,50€;