Estado Novo & Política - O autor, integrado no regime do Estado Novo e tendo sido sucessivamente eleito para a então Assembleia Municipal da ditadura, teve a coragem e ousadia de escrever e editar esta obra onde defendia outra forma de abordagem da política e estratégia colonial relativamente às então províncias ultramarinas portuguesas perante os ventos da história que corriam
‘TEXTOS ESCOLHIDOS’
‘PORTUGAL, O ULTRAMAR E O FUTURO’
De Manuel José Homem de Mello
Edição Âncora Editora
Lisboa 2009
Livro com 146 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
De muito difícil localização.
Raro.
Da contracapa:
“O autor deste livro, jovem advogado (…) a quem não podem ser negados desinteresse, coragem e patriotismo, expõe o seu pensamento sobre alguns assuntos de importância decisiva para a nossa sobrevivência.
Da mesma forma pensam muitos outros portugueses e, como ‘não podemos perder um minuto’, aqui é posta uma ideia que, meditada com calme e sentido das realidades, muito pode contribuir para a resolução das nossas maiores dificuldades.
Não há um minuto a perder: pena é terem-se perdido já alguns anos !“
Marechal Craveiro Lopes - Do PREFÁCIO à 1.a edição, 1962
“ ‘PORTUGAL, O ULTRAMAR E O FUTURO’ é a primeira obra que põe em causa a política ultramarina saída da pena de alguém que, embora à época politicamente independente, poderia considerar-se integrado no regime vigente.
Lendo, com a atenção que merece, o livro de Manuel José Homem de Mello, não se pode deixar de lamentar que vozes como a sua tivessem sido abafadas, em vez de constituírem pretexto para um amplo debate nacional que, ou serviria para reforçar o Governo na certeza da consonância da sua política com o sentir da Nação, em todas as suas parcelas, dando-lhe maior legitimidade para prosseguir nos seus objectivos, ou, pelo contrário, para demonstrar que não era esse o caminho preconizado maioritariamente pelos Portugueses.“
Mário Quartim Graça - Do PREFÁCIO à 2.a edição, 2009
Da badana:
“Voltaria a escrever o ‘PORTUGAL, O ULTRAMAR E O FUTURO’ ? E caso tivesse disposição voltará a escrever o que então escrevi ? Reconheceria agora que poderíamos e conseguiríamos seguir a política de resistência militar de modo a vencer e desmantelar os ‘movimentos de libertação’, enfrentando, quiçá dominando os Ventos da História que, então, sibilavam à nossa volta com inaudita violência ?
Como li algures também confesso que estremeci por vezes perante uma palavra mal escolhida, uma frase coxa, uma expressão de emotividade que me pareceu condescendente ou demasiado ensaiada. É quase certo que hoje apreciaria alguns dos homens e determinados acontecimentos de modo diverso daquele que utilizei há pouco menos de meio século, mas essencialmente matéria tudo o que escrevi e como escrevi, não apenas por convicção das razões que me assistiam como também porque o desenrolar dos acontecimentos me viria a demonstrar que tinha razão.
Creio por isso ser-me lícito afirmar que não me ficaria mal responder positivamente às duas primeiras e negativamente à última das perguntas que anteriormente formulei. O ter acertado em tudo quanto estava convencido que se iria passar, caso a política seguida não fosse alterada, não me dará direito de recordar que deveria seu o ‘meu’ caminho que era mister termos seguido e não aquele que Oliveira Salazar teimosamente adoptou ?“
Manuel José Homem de Mello
O Autor:
“MANUEL JOSÉ HOMEM DE MELLO nasceu em Lisboa, em 30 de Agosto de 1930.
Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa em 1955 e advogado.
Deputado à Assembleia Nacional nas Legislaturas de 1957/61, 1969/73 e 1973/74.
Em 1961/64 foi assessor político do ex-Presidente da República Marechal Craveiro Lopes.
Integrou em 1971/72 a representação portuguesa na Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Director do vespertino ‘A CAPITAL’ de 1971/73.
Presidente da Associação das Empresas do Ultramar e presidente do Conselho de Administração da ‘Texlom de Moçambique’ (1972/74), a maior empresa têxtil da então província ultramarina.
Em 1986 e 1991 foi vogal da Comissão Política e director do jornal ‘Belém’ das campanhas presidenciais do Dr. Mário Soares.
Em 1995 integrou a Comissão Política da candidatura presidencial do Prof. Aníbal Cavaco Silva.
Presidiu em Julho de 1994, em Manágua, à Delegação Portuguesa à II conferência das jovens ou Restauradas Democracias.
Como enviado especial do Ministro dos Negócios Estrangeiros, deslocou-se, em Setembro de 1995, à América Latina no intuito de defender a candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Para além de vasta colaboração em jornais, revistas, rádios e televisões, é autor dos livros:
- ‘Uma Experiência Política’ (1960);
- ‘Portugal, o Ultramar e o Futuro’ (1962);
- ‘Cartas de Salazar a Craveiro Lopes - Introdução e coordenação’ (1983);
- ‘Radiografias Políticas’ (1989);
- ‘Portugal, a Europa e o Futuro’ (1990);
- ‘Páginas do meu Diário p’ (1995); e
- ‘Meio Século de Observação’ (1996),“
Do ÍNDICE:
Dedicatória
PREFÁCIO à 1.a edição de 1962
- Pelo Marechal Craveiro Lopes
PREFÁCIO à 2.a edição
- Por Mário Quartim Graça
I. - Antecedentes remotos e próximos
II. - A publicação de ‘Portugal, o Ultramar e o Futuro’
III. - Os anos imediatos
IV. - O 25 de Abril
V. - Conclusão
PORTUGAL, O ULTRAMAR E O FUTURO
LICET ?
APRECIAÇÃO DA CONJUNTURA
- Introdução da terminologia e de certo ‘espírito’ colonial na vida portuguesa
- Afrouxamento no ritmo de desenvolvimento das populações nativas de África, acompanhado do desvio das correntes migratórias para a América do Sul
- Formação, designadamente em Angola e Moçambique, de um super-capitalismo de origem metropolitana que a breve trecho levou à influência nas economias províncias dos caprichos e do poderio de muito poucos
- Coincidência dos factores internos já equacionados, com a vaga anticolonialista e neoracista desfraldada nos areópagos internacionais
-
ESBOÇO PARA UMA SOLUÇÃO
NOVA POLÍTICA INTERNACIONAL
NOVA POLÍTICA ULTRAMARINA
CONCLUSÃO
POSFÁCIO
QUADRO DE HONRA
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