segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Portugal & Moçambique - ‘COMBATENTES DO ULTRAMAR INJUSTIÇADOS RECLAMAM JUSTIÇA’, de Abílio Aires - Viseu 2021;










Portugal & Moçambique - O autor relata parte da sua vida pessoal, enquanto militar nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Oriental, a guerra em África nas restantes províncias africanas, a descolonização e o estado de alheamento e abandono que os ex-combatentes sentiram nas décadas seguintes ao final do conflito 


‘COMBATENTES DO ULTRAMAR INJUSTIÇADOS RECLAMAM JUSTIÇA’ 
De Abílio Aires 
Edição do Autor 
Viseu 2021 


Livro com 188 páginas e muito ilustrado. Novo. 


Da contracapa: 
“Abílio Aires, solidário, na reivindicação de direitos que sempre foram negado aos combatentes do Ultramar, conta-nos no seu 13.* livro, ‘COMBATENTES DO ULTRAMAR INJUSTIÇADOS RECLAMAM JUSTIÇA’, a ínfima parte do que passou esta desditosa geração de militares, durante a guerra do Ultramar de 1961 a 1974, em defesa da Nação, longe de tudo quanto amavam, com risco da própria vida. 

Estórias de guerra, com sabor a amor e pólvora, é o que este livro nos oferece, tendo como protagonistas a doce Amélia de olhos meigos e homens feitos para amar que obrigados partiram para a guerra, rumo ao desconhecido, deixando para trás a certeza e a dúvida !

EI-LOS QUE PARTEM !
VOLTARÃO OU NÃO ? “ 


O Autor: 
“ABÍLIO PIRES 
Nascido na freguesia do Castedo, concelho de Torre de Moncorvo, em 1960 emigrou para Moçambique, onde cumpriu o serviço militar obrigatório e permaneceu até 1976, ano em que regressou a Portugal.

Fixou-se em Trás-os-Montes no concelho de Vila Flor (Terras de D. Dinis), onde exerceu funções de técnico agrícola, na Zona Agrária de Vila Flor - Ministério da Agricultura e fundou a Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, da qual foi presidente da Direcção durante dois mandatos. 

Atualmente é reformado, dedicando-se ao que mais prazer lhe dá: família, escrita, criação de minhocas e agricultura! 

Desde 2011 a esta data, publicou 13 livros em poesia e prosa.

Este livro, ‘COMBATENTES DO ULTRAMAR INJUSTIÇADOS RECLAMAM JUSTIÇA’ é a melhor forma que encontra de ajudar está causa, mais que justa, em que esta geração de militares está empenhada! “ 


Outras obras do Autor: 
- ‘À Vila das Flores - Vila Flor CAPITAL DO MUNDO’;
- ‘Poemas de Amor para Vila Flor’; 
- ‘Castedo Minha Terra’; 
- ‘Poesia, Pau é Pedra’; 
- ‘Rumo a Moçambique - Uma Família Transmontana’; 
- ‘A Chave do Sucesso - A Força do Pensamento’; 
- ‘Os Meandros do Amor - Nas Margens do rio - 1968’; 
- ‘Ama Sonha e Voa’; 
- ‘Canta Canta e Encanta’; 
- ‘Coração de África’; 
- ‘Quando Eu for Grande’; 
- ‘O Grito da Minhoca’.



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 

- 7643 
- 7645 
- Início da Guerra do Ultramar 
- Ei-los que partem, voltarão ou não ? 
- 7647 
- 7664 
- Reforço Militar 
- Nambuangongo 
- Apanhados do Clima e amor à primeira vista 
- Ida para Vila Junqueiro 
- 7659 
- Guiné-Bissau 
- Madrinhas de Guerra 
- 7605 
- Cancioneiro do Niassa 
- O Miliciano 
- A Erva Lá na Picada 
- O Turra das Minas 
- Estou farto deles 
- Estranha forma de vida 
- Hino do Lunho 
- Taberna do diabo 
- Balada de Canjadude 
- Checa 
- Muidumbe 
- Durante a Recruta 
- 7648 
- 7333 
- 7721 
- António Decide Ficar em Moçambique 
- Mário Despede-se de Moçambique 
- Tentativa de Impedir o Avanço dos Movimentos Nacionalistas 
- Psicossocial 
- António Regressa ao Lioma 
- Tempo de Sonhar 
- 7716 
- 7727 
- Revolução dos Cravos 
- 7717 
- 7676 
- 7654 
- Stress pós-Traumático de Guerra 
- 7655 
- António Encontra Amélia nas Festas de Vila Flor 
- Associação e Movimentos 
- 7642 - Ao partirem para a Guerra do Ultramar 
- 7702 
- ESTATUTO DO ANTIGO COMBATENTE 
- Manifestações de Mágoa e de Dor 
- 7745 
- 7744 
- 7439 
- 7460 
- 7492 
- 7497 
- 7516 
- 7646 
- 7682 
- 7549/
- 7547 
- 7588 
- 7596 
- 7597 
- 7599 
- 7626 
- 7639 
- 7646 
- 7640 
- 7649 
- 7678 
- Marcelino da Mata 
- 7679 
- 7680 
- 7687 
- 7790 
- Mais de Meio Século Depois 
- Reivindicações que nos chegam da Guiné ! 
NÓS, ANTIGOS COMBATENTES DA GUINÉ, 
QUEREMOS VOLTAR A SER PORTUGUESES 
- 7756 
- 7811 
- 7817 
- LUTAR até ao último CUL ! 
- 7833 
- 7837 
- 7851 
- 7858 
- 7884 
- Protocolo Prevê que Freguesias Isentem Antigos Combatentes do Pagamento de Documentos 
- 7892 

Nota Final 
Agradecimentos 


Preço: 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Portugal & Angola - ‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’, de Nuno Roque da Silveira - Lisboa 2024;








Portugal & Angola - Um extraordinário livro de memórias do autor, que relata a parte final da sua comissão militar na guerra do ultramar nesta antiga província ultramarina portuguesa, a relação com todos os elementos da sua companhia (oficias, sargentos e soldados), como viu as populações da Lunda nos seus aspectos genuínos e no dia-a-dia, cultura, arte e tradições, a riqueza diamantífera explorada pela DIAMANG, o turismo pelas terras do interior angolano com a publicação de cerca de três centenas de magníficas fotografias 


‘MEMÓRIAS DA GUERRA COLONIAL - Na Lunda da DIAMANG e dos Quiocos’ 
De Nuno Roque da Silveira 
Edição Colibri 
Lisboa 2024 


Livro com 532 páginas, profusamente ilustrado (cerca de 300 fotografias) e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“Ao falarmos sobre a situação no norte de Angola, que nesta altura é o principal teatro de guerra, e dizendo-lhe eu das dificuldades em conseguir desalojar e prender os elementos de uma guerrilha, até porque conhecem melhor o terreno e nele se escondem, disse-me convictamente: - Temos hoje em dia as possibilidades técnicas de traçar no terreno zonas de extermínio, nas quais sistematicamente se poderá fazer um desbaste de toda a vegetação. Isto levará a descobrir todos os terroristas nas matas, que deverão ser pura e simplesmente eliminados.“ 


Da badana: 
“Em 2007 ao dar à estampa as minhas memórias da estadia em Angola como combatente das tropas que para ali iam, prometi escrever sobre o que se passara na segunda parte dessa, como se dizia, missão de soberania, em local de descanso. Infelizmente passaram todos estes anos e penitencio-me por esta minha falta.

No decorrer da leitura das ‘memórias’ que aqui deixo, julgo transmitir a enorme riqueza que me foi oferecida com esta estadia em descanso militar na zona da Lunda dos Diamantes. Também me foi possível transmitir aos soldados mais próximos de mim a iniquidade da guerra em que fôramos obrigados a participar nos meses anteriores lá pelo Zemba, Mucondo, Maria Fernanda… passados todos estes anos, muitos de nós entenderam que da nossa parte, da nossa entrega, não houve resultados heróicos antes a necessidade de um esquecimento modesto e silencioso.“ 


O Autor: 
“NUNO ROQUE SILVEIRA nasceu na Chibia, Angola, em 1940. Fez os seus estudos primários e secundários em Lisboa, Barreiro, Algueirão e Lourenço Marques (hoje Maputo). Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ainda pensou voltar à sua terra e exercer a preparação obtida com estudos em Ciências Sociais e em Política Ultramarina, mas acabou por fazer uma pós-graduação em Administração Hospitalar; tendo cumprido a maior parte da sua vida profissional como administrador hospitalar. Anteriormente ainda tinha trabalhado numa forma alemã de Dusseldórfia, acompanhando jornalistas, escritores e cientistas alemães, suíços e austríacos em visitas pormenorizadas as todas as regiões das então colónias de Angola e Moçambique. 

Publicou nesta editora: 
- ‘UM OUTRO LADO DA GUERRA - Zemba, Angola (1963-1964)’; 
- ‘LOURENÇO MARQUES - Acerto de contas com o passado (1951-1965).
Desde 2007 faz trabalho de campo na Feira da Ladra.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

1. - DE ZEMBA PARA A LUNDA 
- Henrique de Carvalho / Lunda 

2. - LUXILO 

3. - UM OUTRO MUNDO SE DESVENDA 
- O memória 

4. - DESEMPENHO DE GUERRA EM SITUAÇÃO DE PAZ 

5. - QUE FAZIAM OS OFICIAIS. QUE FAZIAM OS SARGENTOS. QUE FAZIAM OS SOLDADOS 

6. - O NOSSO MÉDICO FALA-NOS E LEVA-NOS A ANDRADA 

7. - CONHECER A LUNDA DA DIAMANG 
- Muinda 

8. - O BEM-ESTAR NA LUNDA 
- Rodrigo 
- O senhor Nicolau 

9. - OS BAILES NA DIAMANG 
- A família Laranjeira 
- Relações dos nossos militares com os civis 

10. - VEM DO LADO DO ÍNDICO 
- Regresso à Lunda 
- Um pouco de turismo não faz mal a ninguém 
- Memórias de Zé do Telhado e da Rainha Ginga 
- Na morte de José de Freitas Vieira 

11. - A ENCOMENDA DO LEITÃO 
- Aproxima-se o Natal 
- Visita à Central de Escolha 

12. - O ASSIMILADO 
- Instrução primária 
- O ‘Odemira’ 

13. - NA MORTE DE HUMBERTO DELGADO 
- O ócio 
- … E vamos ter teatro 

14. - MARÇO E A DÁDIVA DE UM DIAMANTE 
- Os ovos da Páscoa 
- Infidelidade em tempo de guerra 

15. - O CANZAR EM PERSPECTIVA 
- De guerreiros passamos a senhores 
- Estaremos no Paraíso ? 
- Ida ao nordeste 
- Permanência no Canzar 

16. - TXONZA, O GRANDE ESCULTOR 
- O grande Soba Cassombo 
- O dia-a-dia no Canzar 
- A cega 

17. - BERNARDO ASPIRA A UM DIA SE CASAR 
- Férias e regresso 
- O Nabais Jorge apaixona-se 
- Protesto 
- Os ferreiros 
- Vem o enfermeiro branco que faltava 
- O Cacimbo e as chuvas 

18. - IDA AO LUSO 
- Tempos difíceis 
- O MPLA dá sinal de vida 
- Domingos no Canzar 

19. - MONUMENTAL ROUBO DE GALINHAS 
Desvario em Luanda ? 
- Convite para a Kapa 18 (k18) 
- Um cantineiro no Canzar 
- O Natal vai mesmo ser aqui 

20. - OS ADEUSES E PREPARATIVOS PARA A VIAGEM 
- Vamos mesmo partir 
- A viagem desejada 
- Estamos em Lisboa 

EPÍLOGO 


Preço: 

terça-feira, 15 de julho de 2025

África - Moçambique & Antropologia - ‘USOS E COSTUMES DIS BANTOS’, de Henrique A. Junod - Lourenço Marques 1974 - MUITO RARO;





África - Moçambique & Antropologia - 


‘USOS E COSTUMES DIS BANTOS’ - Tomo II 
Vida Mental 
De Henrique A. Junod - 
Edição da Imprensa Nacional de Moçambique 
Lourenço Marques 1974 


Livro com 634 páginas, ilustrado e em bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


A OBRA: 
“ - ‘USOS E COSTUMES DOS BANTOS’, de Henrique A. Junod 
A vida duma tribo sul-africana - Da Missão Suíça da África do Sul. 

Edição da Imprensa Nacional de Moçambique. Lourenço Marques 1974 
Com 2 volumes de 556, 634 páginas respectivamente. 
Ilustrado com desenhos e esboços, partituras musicais, mostruários de utensilagens e fotogravuras no texto e com um vasto conjunto de fotografias em extratexto.
Obra dividida em duas partes: Tomo I – Vida Social; e Tomo II – Vida Mental.
1ª edição da tradução portuguesa, realizada a partir da tradução francesa publicada em 1936. A 2ª edição inglesa, muito ampliada, foi publicada em 1926. A obra foi editada pela primeira vez em 1912.  
Obra fundamental de antropologia e etnografia, de excepcional interesse para Moçambique, pois o autor recolheu grande parte das informações em conversas com nativos da região de Lourenço Marques (actual Maputo). Junod era missionário motivado pela vontade de evangelizar os povos, mas por outro lado coloca em prática todos os preceitos saídos da Conferência de Edimburgo (1910), que definiu a metodologia dos estudos etnográficos no princípio do século XX.
O autor empreende um inquérito sistemático e completo dos cultos, do direito e das instituições da tribo banta dos Tongas, que ocupava territórios de Moçambique e do Transval (que foi incorporado na República da África do Sul), analisando os sistemas de parentesco e de organização social, os ritos de caça e práticas quotidianas e, finalmente, os alicerces gnosiológicos e cultos ancestrais da tribo Tonga, enriquecidos pelos testemunhos pessoais de membros deste colectivo e pela tradução de contos tradicionais.” 




USOS E COSTUMES DOS BANTOS A Vida Duma Tribo Do Sul De Africa Henrique A. JunodPUBLICAÇ;O: Lourenço Marques : Imprensa Nacional de Moçambique, 1974DESCR. FiSICA: 2 v. ;Br.,  22 cmvol.1: Vida social. – 532 p. : il .vol.2 : Vida mental. – 608 p. : il.
CONTEuDOS:
I volume: "A tribo Tonga"; "A vida do individuo: O homem desde o nascimento até à morte; Evoluç;o duma mulher desde o nascimento até à morte; "A vida da familia e da povoaç;o": A vida da familia; A vida da povoaç;o; "A vida Nacional": O Clan; A evoluç;o do chefe; A Côrte e o Tribunal; O Exército.

II volume: "A vida agricola e industrial"; A vida agricola; A industria dos Tongas; "Vida literária e artistica": Caracteres do intelecto banto; O folclore tonga; A musica; "Vida Religiosa e superstições: Ideas dos Tongas sôbre Natureza e o Homem; Religi;o; Magia; Tabo e moralidade.


Preço: 

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Portugal - Política & Cartoons - ‘FIGURAS QUE ABRIL DEU’, de Rui de Brito e Luís Guimarães - Lisboa 1977 - MUITO RARO;






Portugal - Política & Cartoons - Uma obra de grande raridade que reúne um conjunto de caricaturas de inúmeras personalidades militares e civis da revolução portuguesa preponderantes no conhecido PREC (Processo Revolucionário em Curso) dos anos 1974/75 


‘FIGURAS QUE ABRIL DEU’ 
De Rui de Brito (textos) e Luís Guimarães (Desenhos) 
Edição Liber 
Lisboa 1977 


Livro de grandes dimensões (31 x 22 cm), com 36 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


A Obra: 
“Esta obra é a 1ª Edição, pois nunca foi reeditada. 
Tiragem de 5.000 exemplares. Textos de Rui de Brito. Desenhos de Luís Guimarães. 

Esta obra é uma colectânea de Caricaturas de personagens da época do 25 de Abril de 1974 de Luís Guimarães, acompanhada de textos que o Rui Brito já publicara na Imprensa da época - as Caricaturas e os textos correm caminhos paralelos, pois os textos não foram feitos para acompanhar as Caricaturas e o inverso também é verdade. 

O livro encontra-se dividido em 4 Partes, a saber: 
1. - ‘A Revolução Fardada’; 
2. - ‘A Revolução Desfardada’; 
3. - ‘Condimentos Revolucionários’; e 
4. - ‘A Valsa do Poder’.”


Os Autores: 
“RUI DE BRITO foi um Jornalista, Docente e Ex-Publicitário, que colaborou como Articulista, entre 1957 e 1998, nos jornais ‘República’, ‘Diário de Lisboa’, ‘O País’, ‘A Capital’ e ‘Correio da Manhã’ - exerceu entre 1993 e 2001 a Docência no Ensino Superior, na área da Comunicação. 
Um Intelectual, conviveu com Poetas e Escritores da sua época, como Vasco de Lima Couto, Daniel Filipe, Miguel Torga, Urbano Tavares Rodrigues, Luís de Sttau Monteiro, José Carlos Ary dos Santos, Alexandre O'Neill, Carlos Eurico da Costa e João Aguiar, entre outros, e foi um Humanista e um Defensor intransigente da ‘Liberdade de Expressão’ e da Democracia, antes e depois do 25 de Abril. 
Autor de Romances, Contos e livros de Crónicas, o seu livro ‘Banana Split’ (2007) foi "considerado por alguns chocante e escabroso, representou uma importante ruptura com o politicamente correcto’ da tradição literária Portuguesa." (Publicações Europa-América).” 

“LUIS DE GUIMARÃES é um Cartoonista, Publicitário e Retratista Português que, tendo frequentado o 4.º Ano de Direito da Faculdade de Lisboa em simultâneo com o 1.º Ano da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa (ESBAL), optou por entrar na Sociedade de Belas Artes, tendo frequentado durante 4 anos o Curso de Desenho e Pintura do Mestre Roberto Araújo - após um período em que exerceu a actividade de Publicitário, dedicou-se em paralelo à Caricatura logo após o 25 de Abril de 1974, tendo colaborado no semanário ‘Expresso’, no ‘Jornal Novo’ e no ‘Século Hoje’, dedicando-se exclusivamente à Pintura e ao Retrato desde então. 
O seu período mais conhecido é o da Caricatura Política e do ‘Desenho de Intervenção’, de que este livro é exemplo.” 



Do ÍNDICE: 

ABERTURA 
- Por Rui de Brito 

I. - A Revolução Fardada 
II. - A Revolução Desfardada 
III. - Condimentos Revolucionários 
IV. - A Valsa do Poder 


Preço: 77,50€; 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Angola - MPLA & História - ‘VIVER ATÉ AO FIM’ (Autobiografia), de Júlio de Almeida - Lisboa 2025;











Angola - MPLA & História - O autor relata nesta autobiografia pormenorizada toda a sua vida comprometida com o movimento guerrilheiro, do maquis na luta colonial, a descolonização e independência, a guerra civil que envolveu os três movimentos nacionalistas angolanos, o contingente cubano e a invasão sul africana - em que assumiu o papel de porta-voz do MPLA - e a sua passagem pelo governo além da sua vida familiar e profissional 


‘VIVER ATÉ AO FIM’ (Autobiografia) 
De Júlio de Almeida 
Edição Caminho 
Lisboa 2025 


Livro com 316 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. 


Da contracapa: 
“(…) Tentaria fazer melhor e mais. 
Houve muita coisa que não fiz nestes últimos 55 anos e que gostaria de ter feito e outras que talvez devesse ter feito melhor. Mas, se há uma coisa que gostaria que acontecesse era de voltar a fazer esse percurso.
Revisto, melhorado e aumentados, como acontece com as novas edições de obras literárias. Aproveito para citar uns versos de Bertoldt Brecht: 
‘Fôssemos nós eternos e tudo se modificaria, mas visto sermos finitos, muito fica como dantes.’ “ 


Da badana:
“Há um livro que começa assim: ‘No dia 19 de Maio, um domingo do ano bissexto de 1940, enquanto minha mãe Júlia me trazia ao mundo, meu pai Aníbal disputava uma partida de futebol no clube Sport Moçâmedes e Benfica, no decurso do qual marcou três golos.’ Acontece que o jovem autor dos 3 golos é o meu avô. E o autor desta autobiografia é o meu pai. Essa ordem afectiva das coisas e do mundo coloca-me, aqui, no lugar de escrever umas linhas sobre este livro.
Só que há livros que são uma vida toda e inteira. Uma vida intensa e interna, desenhada com as linhas cruzadas da movimentação geográfica, social e política. Ler o meu pai é também ler o meu país. Ler a autobiografia do meu pai é ler um mapa de escolhas, desafios, opções e sacrifícios.
Fico feliz de poder encontrar tudo isso no desdobrar destas ‘lembranças’. Nos idos anos que este livro invoca e relata, não foi plausível (para alguns) optar pela cegueira ou pela surdez. Antes de Angola ser o país livre pelo qual tantos e tantas lutaram (e morreram), uma intrincada relação de factores nacionais e internacionais foi desenhando e moldando mais do que uma geração.
A uma dessas ondas geracionais, o Pepetela deu um nome poético e profético: a geração da utopia. Hoje fico feliz por saber, do meu pai e das suas lembranças, que as utopias não moravam apenas nas convicções mas também nos sonhos, erros e revoluções daquela geração. Foram avançando e errando como quase todas as pessoas jovens, sonhadoras, afro-utópicas. Foram acreditando e descobrindo novas maneiras de inventar um país que tinha de ser inventado pelos angolanos.
A vida toda é um livro cheio de vidas. Parabéns, Jujú, pelo livro: mas sobretudo pela vida. Afinal, não foi nada disso que vocês combinaram. Mas a luta continua!“ 
Ondjaki 


O Autor: 
“JÚLIO DE ALMEIDA (1940), mais conhecido por ‘Jujú’ é natural de Namibe, Angola.

Fez estudos lineais no Lubango (1953-1957) e estudou de 1957 a 1961 no Instituto Superior Técnico de Lisboa. Foi membro da Casa dos Estudantes do Império.

Em 1961 abandonou Portugal para estudar na Alemanha Federal com bolsa da UGEAN (União Geral dos Estudantes da África Negra sob dominação colonial portuguesa), onde se licenciou em Engenharia Mecânica (1962-1968).

De 1968 a 1971 trabalhou como engenheiro em Argel onde integrou a delegação local do MPLA e o Centro de Estudos Angolanos. Foi Comissário Político da Secção Auto (depois Esquadrão de Transportes) na Frente Leste entre 1971 e 1974. 

No mesmo ano, escreve a sua primeira produção literária, a peça de teatro ‘OS PIONEIROS DO FUTURO’, encenada por Elsa Sousa em 4 de Fevereiro de 1974, em Dar-es-Salam, e cujos atores foram os pioneiros que então se encontravam na ‘Casa Grande’. 

É co-signatário da Proclamação das FAPLA, na qualidade de Comissário Político de Esquadrão (1-8-1974). Torna-se mais conhecido do público angolano quando, exercendo a função de Comissário Político entre 1975 e 1976 no Comissariado Político do Estado-Maior General das FAPLA se ocupa do Departamento de Orientação Ideológica, responsável pelos contactos com a imprensa, de onde ressaltam os comunicados diários sobre a situação político-militar, transmitidos pela Rádio Nacional de Angola.

Foi vice-Ministro dos Transportes (1976-1983) e trabalhou na qualidade de engenheiro entre 1983 e 1992 como Director de Estudos e Projectos. 

Entre os anos 1984 e 2014 foi professor na Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto. Foi ainda deputado à Assembleia Nacional de Angola, pelo MPLA, de 1992 a 2003. É membro fundador da Associação Tchiweka de Documentação.“ 


OBRAS DO AUTOR: 
- ‘OS PIONEIROS DO FUTURO’ - Dar-es-Salam (?) 1974; 
- ‘VAICOMDEUS, SARL’ - Lisboa 2017; 
- ‘O INCESTO REAL’ - Luanda 2020; 
- ‘VIVER ATÉ AO FIM’ - Autobiografia - Lisboa 2025; 



Do ÍNDICE: 

Abertura 

1. - Um domingo do ano bissexto de 1940;
2. - Cheguei a Lisboa em Setembro de 1957 
3. - A minha saída de Portugal 
4. - A ida para a Alemanha 
5. - O ano de 1963 
6. - O meu tempo na Alemanha chegava ao fim 
7. - Chegar a Argel 
8. - O ano de 1969 
9. - Lusaka: o tão esperado dia 
10. - Acções armadas de libertação nacional 
11. - A primeira metade de 1973 
12. - O ano de 1974: o mais decisivo na história do movimento de libertação 
13. - Agosto de 1974 e outros episódios 
14. - Novembro de 1974 
15. - O ano de 1975 
16. - O dia 10 de Novembro de 1975 
17. - Uma nova nomeação 
18. - O ano de 1977/
19. - Os primeiros anos do governo 
20. - A peça e o quadrado 
21. - Outros tempos, outras funções 
22. - O fim da República Popular de Angola e as primeiras eleições 
23. - A pesca e outros eventos familiares 
24. - Sempre gostei de escrever 
25. - Reencontros e despedidas 
26. - Escrevi, para mim, uma missiva 
27. - Eu é que passei pela vida 

ANEXOS 
Fotografias 
Entrevistas 
- Entrevista ao jornal ‘ÉME’ (do MPLA) 
- Entrevista ao ‘Novo Jornal’ (2015) 
- Entrevista ao semanário ‘Expansão’ (2017) 
- Entrevista ao ‘Jornal de Angola’ (2021) 


Preço: 27,50€; 

Angola & Literatura - ‘LUANDA, LISBOA, PARAÍSO’, de Djaimilia Pereira de Almeida - Lisboa 2018 - Raro;




Angola & Literatura - Uma obra que foi galardoada com o Prémio Literário Fundação Inês de Castro (2018) e Prémio Fundação Eça de Queiroz (2019)


LUANDA, LISBOA, PARAÍSO’ 
De Djaimilia Pereira de Almeida 
Edição da Companhia das Letras 
Lisboa 2018 


Livro com 240 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


SINOPSE: 
Chegados a Lisboa, Cartola e Aquiles descobrem-se pai e filho na desventura. Até que num vale emoldurado por um pinhal, nas margens da cidade mil vezes sonhada pelo velho Cartola, encontram abrigo e fazem um amigo. Será esta amizade capaz de os salvar?
‘Se o entendimento entre duas almas não muda o mundo, nenhuma ínfima parte do mundo é exactamente a mesma depois de duas almas se entenderem.’
‘LUANDA, LISBOA, PARAÍSO’, o segundo romance de Djaimilia Pereira de Almeida, é o balanço tocante de três vidas obscuras, em que esperança e pessimismo, desperdício e redenção, surgem lado a lado.”


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Ultramar & Turismo - ‘AVENTURE AFRICAINE (Premier tour d’Afrique en Automobile)’, de Fernando Laidley - Paris 1959 - MUITO RARO;












Portugal - Ultramar & Turismo - A aventura africana do Autor que percorreu o continente africano e grande partes dos seus países, conduzindo um Volkswagen carocha e andando por estradas asfaltadas, terra batida e picadas atravessando rios sem pontes, transportando a viatura em batelões e barcaças 


‘AVENTURE AFRICAINE’
Premier tour d’Afrique en Automobile 
De Fernando Laidley 
Tradução do Português por Jean Haupt 
Editions Atlantide 
Paris 1959 


Livro com 218 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Preço:  0.00€; (Indisponível) 

terça-feira, 24 de junho de 2025

Portugal - Angola & UNITA - Revista ‘HOMEM - Magazine’, n. 28 - Julho 91 - (‘JONAS SAVIMBI - REGRESSO TRIUNFAL A LUANDA’) - Lisboa 1991 - MUITO RARO;










 



  














Portugal - Angola & UNITA - Uma importante é histórica reportagem e entrevista com Jonas Savimbi aquando da sua deslocação a Portugal em meados de 1991 para assinar o Acordo de Bicesse, entre o governo de Luanda do MPLA e a UNITA 


Revista ‘HOMEM - Magazine’, n. 28 - De Julho de  1991.
‘JONAS SAVIMBI - REGRESSO TRIUNFAL A LUANDA’ 
‘Jonas Savimbi, o líder da UNITA, entra este mês em Luanda. Após 30 anos de guerra, primeiro frente ao domínio colonial português e, depois ao MPLA. Savimbi esteve em Portugal para assinar com José Eduardo dos Santos o tratado de Paz que vai permitir a Angola viver em normalidade.
Em entrevista exclusiva à nossa revista historia a guerra da libertação e aponta os caminhos do futuro.’ 
Director: Eduardo Fortunato de Almeida 
Lisboa 1991 


Exemplar com 154 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque:
- ‘JONAS SAVIMBI - REGRESSO TRIUNFAL A LUANDA’ 
Texto de Carlos Morgado e Miguel Almeida Fernandes 
Fotos de Eduardo Baião e Salvador Esteves 
- “TENHO FÉ INABALÁVEL NA VITÓRIA.” 
‘Depois de mais de 30 anos de guerra, contra o domínio colonial português primeiro e, frente ao MPLA e cubanos nos últimos 16 anos, Jonas Savimbi, líder incontestado da UNITA faz este mês a entrada em Luanda. Para trás ficam as incertezas da luta armada, as desilusões do Alvor, a guerrilha na mata, a construção de um território seguro na Jamba.
Jonas Savimbi esteve em Portugal para, com José Eduardo dos Santos, assinar a Paz para Angola. 
Em entrevista que concedeu em exclusivo à ‘HOMEM - Magazine’ confiou-nos a sua esperança numa vitória eleitoral quando se apresentar como candidato às eleições presidenciais. 
Nessa entrevista sublinhou ainda a importância que a UNITA estava a ganhar em termos militares e políticos e afirmou-se como o grande vencedor do confronto com o MPLA. Garantiu que dentro de seis meses a UNITA estava certa de entrar em Luanda se a paz entretanto não tivesse chegado. 
Olhos postos no futuro, deixando para trás o militar para dar corpo ao político conhecedor, Savimbi sublinha a importância dos apoios económicos nesta altura mas alerta para os perigos de investimentos imediatos. Salienta que os portugueses têm direito a receber indemnizações, garante que Angola não vai ser um estado federado e que todas as suas culturas serão respeitadas, ao mesmo tempo que admite as suas relações com a África do Sul desde que a democracia consiga vencer o Apartheid.
Jonas Savimbi mostra uma confiança inabalável na vitória eleitoral e certamente que o comício realizado pela UNITA em Luanda, a dez dias do final do mês de Junho passado, pode ser o primeiro passo para a entrada triunfal deste guerreiro que se retirou da luta quando nos garantiu ter a vitória ao alcance da mão.’ 
- Retirada em 1977 
- Entrada em Luanda 
- Mais fortes que nunca 
- Cabinda 
- Eleições 
- Fim da luta 
- A posição dos portugueses 
- Savimbi e a África do Sul 

- ‘CUNHA RODRIGUES - Procurador Geral da República’ 

- ‘JEAN MARIE MARINOT - Administrador da Citroen’ 

- ‘CLARA FERREIRA MARQUES - O mundo dos leilões’ 


Preço: 97,50€;