Portugal & Moçambique - Relato de uma missão da União Europeia de treino de forças especiais do exército moçambicano, visado o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, onde militares portugueses tiveram um papel importante e fundamental, sob o comando do autor, um oficial superior com vasta e eficaz carreira no exército português
‘CARTAS DO ÍNDICO’
De Nuno Lemos Pires
Edição Nexo Literário
Lisboa 2023
Livro com 534 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
Da contracapa:
‘CARTAS DO ÍNDICO’
“(…) uma riquíssima colectânea de textos, escritos em Moçambique, durante uma das mais exigentes e complexas missões que executou na sua já longa e brilhante carreira militar, presta um contributo inestimável às Forças Armadas, pois permite perenizar e divulgar o essencial da missão de treino da União Europeia, constituída pela capacitar os militares moçambicanos no combate ao terrorismo existente na região de Cabo Delgado.
A qualidade da escrita apresentada que, de forma simples e cuidada, transmite minuciosa e apaixonadamente os episódios mais relevantes vividos pela força que comandou, aliada ao facto de ser um militar de formação sólida e de carácter imbatível (…).“
Almirante António Silva Ribeiro
“Têm as Cartas o estilo honesto de Franco próprio do militar executivo e disciplinado, habituado a mandar e a obedecer, mas também o estilo didáctico e culto do escritor apaixonado pela História. Estão escritas com o coração na mão, por um militar europeu comprometido e humanista que não se limita só a executar, de maneira altamente eficaz, uma missão complexa e delicada - como é a formação de unidades de elite do exército moçambicano -, mas que quer aprofundar o lado mais Humano da sua experiência única e tirar e partilhar lições duradouras.“
Embaixador António Sánchez Benedito
“As ‘VARTAS SÓ ÍNDICO’, constituem memórias de um general português, que ao serviço da UE veio consolidar as relações de cooperação entre Moçambique e a UE. O General Lemos Pires pela sua simplicidade granjeou simpatia e amizade pelo Moçambique todo.
Meu caro General, no final da sua escrita, ‘CARTAS DO ÍNDICO’, parta com a certeza de uma missão cumprida.“
Embaixador Mário Saraiva Ngwenya
Da badana:
“As ‘CARTAS DO ÍNDICO’ são um testemunho pessoal, um relato do comandante da primeira missão da União Europeia em Moçambique. Além de espelharem a paixão do Autor pelas terras moçambicanas, são também uma profunda, e em vários momentos inusitada, reflexão para combater o terrorismo, aliada a uma narrativa clara de esperança e de profundo respeito pelo(s) povo(s) sofredor(és) da região de Cabo Delgado.
É um livro escrito para todos os que se preocupam com a condição humana, e é, também, um ensaio para todos aqueles, desde académicos e investigadores a curiosos, que se interessam por assuntos africanos.
Um livro que narra, frequentemente na primeira pessoa, o ‘dia/semana a dia/semana’ de uma missão que contou com a participação de militares e civis provenientes de 12 países da União Europeia (UE), ainda que na sua maioria fossem portugueses, e que, pelo carácter inovador e colaborativo como foi desenvolvida, permitiu que civis e militares, da UE e de outros países aliados de Moçambique, tenham conseguido construir um projecto de paz e de esperança, que junta desenvolvimento e segurança, destinado a edificar um melhor futuro para o povo de Moçambique.“
O Autor:
“NUNO LEMOS PIRES nasceu em Lisboa, Portugal, terminou a Academia Militar (AM) em 1988, e é, actualmente, Brigadeiros-General do Exército / Operações Especiais.
Participou em varias missões internacionais, destacando-se, Moçambique (1995-1996 e 2021-2022), Angola (2000 e 2001), Espanha (2002-2005), Paquistão (2005) e Afeganistão (2009-2010).
No âmbito nacional, e de entre as inúmeras funções que desempenhou, destacam-se as de instrução e comando na Escola Prática de Infantaria; Professor de Estratégia e História Militar no Instituto de Altos Estudos Militares, Chefe de Gabinete do Almirante Comandante no NATO Joint Command Lisbon; Comandante do 2.* Batalhão de Infantaria Mecanizada na Brigada Mecanizada de Santa Margarida; Professor de História Militar e Relações Internacionais na AM; Director de Formação na Escola das Armas, em Mafra; Comandante do Corpo de Alunos e do Quartel da Amadora na AM. Desempenhou, igualmente, as funções de Subdirector-geral de Política de Defesa Nacional no Ministério da Defesa Nacional e coordenador do Centro do Atlântico, e, novamente em contexto internacional, foi Comandante da Força da Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-Moz), de Setembro de 2021 a Setembro de 2022 (período onde escreveu o livro que é agora levado à estampa). Actualmente é o 2.* Comandante e Director de Ensino na AM.
O autor é doutorado em História, Defesa e Relações Internacionais pelo ISCTE-IUL (com AM), tem 11 livros publicados e mais de 120 capítulos ou artigos em livros e publicações variadas, sobre temas relacionados com História Militar, Relações Internacionais, Segurança e Defesa, Estratégia e Terrorismo, e colabora frequentemente com diversas Universidades e Institutos, militares e civis, nacionais e internacionais, como palestrante e conferencista.“
Do ÍNDICE:
Dedicatória
NOTA DE ABERTURA
PREFÁCIO
- António Sánchez Benedito
INTRODUÇÃO
- Um mês antes de partir
- A despedida da Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional (DGPDN)
- Bruxelas
- O 11 de Setembro de 2001, em 2021
- O arranque da EUTM-Moz
- Uma outra família
- União de esforços
- Decidir & decidir
- Chimoio
- Na Beira
- Do Atlantic Centre aos desafios do Índico
- A cerimónia da EUTM-Moz
- Escolas
- A Comunidade de Língua Portuguesa
- De novo no Chimoio
- Tete
- Missa na Catedral de Maputo
- A equipa Luxemburgo
- As ‘bolhas’ COVID-19
- Guerra contra o vento
- Confinado
- Guerra contra o vento - um equilíbrio profundamente desequilibrado
- Esperar
- Bem Natal
- Estamos mesmo juntos
- O que é mesmo importante
- O (Re)equilibrar de um desequilíbrio em crescimento
- Feliz 2022
- Guerra Cintra o vento e resiliência
- O valor da vida
- Falar claro
- Guerra contra o vento e Forças com tarefas especiais
- Estar, escutar, sentir e apoiar
- Pelo que vale mesmo…
- A força das novas gerações
- Confinado de novo - COVID Ómicron
- Olhar em frente e acreditar
- Sem COVID mas prisioneiros COVID
- Guerra contra o vento e o Modelo do Sistema Estável e Resiliente
(para resolver situações de conflitualidade)
- Burocratas e mundo real
- Respeito e orgulho
- “Não se preocupe” e / ou “Trust but verify”
- Guerra na Europa e Dia Nacional da Estónia
- “Basta”
- Do realismo para o real
- Celebrar a felicidade e… a morte na Ucrânia
- Dia Internacional da Mulher 2022
- Duas semanas de guerra na Ucrânia
- Regresso a Cabo Delgado
- Saudades do futuro
- O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa no Chimoio
- Partida das Forças para Cabo Delgado
- “Ganhámos!”, gritou-me um moçambicano
- “Pedra a pedra, construindo o novo dia”
- Determinação, empenho e… enfrentar os inevitáveis
- Radicalismos, ciência e proximidade
- Uma Páscoa Santa e repleta de paixão, perdão, fraternidade e esperança
- Em negação
- Na linha da frente em Macomia - Cabo Delgado
- Da Beira ao Chimoio - Esperança m apreensão, confiança é verdade
- Boane - A Casa do Gaiato
- Limpeza da orais de Katembe
- “Tenho / tive também que me ser”, na televisão de Moçambique
- Novos quatro cavaleiros (hodiernos) do Apocalipse
- Sonhos de menino
- “Carros muito bonitos… mas não dão as chaves”
- O balde de caranguejos
- A África que sinto
- De Timor a Moçambique
- Largo Colégio Militar, Academia do Bacalhau e Dia da Criança
- Dia de Portugal em Moçambique
- O ‘Render da Guarda’ na EUTM-Moz
- Do )fado) vento sombrio, que sopra também, à resiliência
- “Médén Ágan”: da TVM ao treino integrado no Chimoio
- O ‘desesperante’ do tempo em que tudo se arrasta
- Da noite no sul de Moçambique às manhãs no norte do Egito
- Em Gorongosa, Moçambique encontra o mundo
- Não se consegue prender a beleza em Moçambique
- Da ‘chicha’ aos ‘sabonetes’, ou “primeiro presença, depois, presentes”
- De Nampula a Nacala
- Da Ilha de Moçambique a Nampula
- Há sobremesa ? Duvido
- Finalmente os equipamentos e uma aplicação do modelo tripartido
(rigor, flexibilidade e disponibilidade total)
- Um Agosto diferente, porque “a vida é boa, mas é dura…a vida é dura, mas é boa”
- Sinto-me uma ‘criança’ deitada nas ruas de Moçambique
- Uma pequena, mas significativa, diferença
- ‘Espíritos Quânticos’ numa última (?) ida ao Chimoio
- General João de Almeida Bruninho
- ‘Kaya Kwanga’ em Moçambique
- Do ‘segredo’ é, frequentemente, a arma dos incompetentes aos excelentes momentos
- Do início da passagem do testemunho aos mixed feelings
- Sou o 115 dos 115 que comigo estão na Missão EUTM-Moz
- “Embora afastados pela geografia estamos próximos pela amizade”
- Hambanine Maxaka
- Da janela do meu quarto tenho o Índico
- Do avião ainda vejo o ‘meu’ Índico e digo ‘Hambanine Maxaka’ e, com tristeza R.I.P.
CARTAS SOBRE AS ‘CARTAS DO ÍNDICO’
- Cartas às Cartas pelo Autor
- Carta às Cartas por Mayra Andrade
- Carta às Cartas por Pedro Saial
POSFÁCIO
- Mário Saraiva Ngwenya
Preço: 37,50€;








































