sábado, 11 de julho de 2026

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO !’ - AAVV - Constância 2026;









Portugal & Guerra do Ultramar - Uma obra de profundidade que relata como foi o conflito que o país enfrentou nas suas antigas províncias ultramarinas de África (Angola, Guiné e Moçambique) e descreve as vidas dos militares oriundos do concelho de Constância na defesa da Pátria pelos seus testemunhos das suas vivências, num livro de grande cuidado organizativo, nas suas temáticas, é um excepcional arranjo gráfico, que torna o trabalho merecedor de um plano cimeiro no género e de consulta obrigatória. 


‘ADEUS, ATÉ AO MEU REGRESSO !’ 
Memórias da Guerra Colonial de Ex-combatentes 
do Conselho de Constância 
AAVV - Coordenação de Anabela Cardoso 
Texto de Miguel Luís 
Prefácio de Luís Albuquerque 
Fotografias de ex-combatentes e familiares 
Edição da Câmara Municipal de Constância 
Constância 2026 


Livro de capas duras, com 256 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 


Da contracapa:
“A História da Guerra Colonial, das suas evoluções políticas e militares, já foi feita por diversos autores. O contributo que lhe pudéssemos dar seria pouco mais do que confirmar tendências verificadas já noutros meios.
O nosso objeto de estudo é a população do concelho de Constância. A nossa investigação recai sobre os impactos físicos, psicológicos, sociais, entre outros, da Guerra Colonial, nos nossos ex-combatentes, seus familiares e amigos. Os quotidianos, os sentimentos envolvidos, em que a História militar e política são um plano de fundo.“ 


LISTA DOS PARTICIPANTES - Fontes Orais 
Acacio Gaspar Caldelas (Tancos) - Adelino Alberto Careca (Angola) - Albino Maria de Moura Marques (Angola) - Alexandre António Alves Félix (Angola) - Alice de Fátima Cabral Pissarra (Angola) - António Carlos Reis Ferreira (Moçambique) - António da Rocha do Vale Quaresma (Portugal) - António Fernando Heitor Morais (Angola, Moçambique e Guiné) - Arnaldo Francisco Corda Caxias (Índia e Angola) - Arsénio Gaspar Caldelas (Guiné) - Augusto Afonso Pissarra (Angola e Moçambique) - Augusto Alexandre (Índia) - Augusto Fernando Mendes Guterres (Moçambique) - Carlos Damaso Filipe - Cipriano Morgado Arsénio (Tancos) - Eduardo Manuel da Cruz Conceição (Moçambique e Guiné) - Fernando Alberto Saraiva Gonçalves - Fernando Manuel Alves Morgado da Silva (Guiné) - Fernando Manuel Lopes Boiada (Timor) - Fernando Sombreireiro Varela (Guiné) - Florinda Lopes Boiada - Florinda Mendes Rafael Gaspar - Francisco Maria Morgado (Angola) - Francisco Morgado Calisto Arsénio (Abrantes) - Hermínio José Varela (Angola) - Isidro Maria Carreteiro (Angola e Guiné) - Jacinto Alfaiate Dinis (Angola) - João Adriano Boiada Picão (Guiné) - João António Pires Lopes (Guiné) - João Fernando Barroso Amante (Angola) - João Luísa dos Santos (Moçambique) - João Maria Morgado Arsénio (Angola) - Joaquim dos Mártires Lopes dos Santos de Jesus (Moçambique e Angola) - Joaquim dos Santos Baptista (Moçambique) - José António da Piedade Joaquim (Guiné) - José António Dias Pereira (Moçambique) - José Carlos Morais dos Santos (Moçambique) - José da Silva Marques (Angola) - José Dias Fernandes Rodrigues (Guiné) - José Farinha Francisco (Guiné) - José Gaspar Louro (Moçambique) - José Gaspar Rodrigues (Guiné) - José Inácio Manique (Moçambique) - José Manuel Baião de Oliveira (Moçambique) - José Maria Gaspar da Silva - José Nunes Carlos (Moçambique) - Manuel Agostinho da Cunha Cachucho (Angola) - Manuel António Godinho Sofio (Angola e Guiné) - Manuel de Matos Palácio (Moçambique) - Manuel de Oliveira Alberto (Moçambique) - Manuel João de Moura Ramos Inácio (Moçambique) - Manuel João dos Santos Lopes (Angola) - Março António Correia de Morais e Jurado (Guiné) - Margarida Isabel Pereira Gaspar - Maria Cesaltina Gomes Pereira Dias Ferreira - Maria da Conceição Abreu da Silva Rafael - Maria da Conceição Dias Pereira Bento - Maria Irene Freire Ramos - Maria Isabel dos Santos Baptista - Maria Isabel Gaspar Caldelas - Maria José Moleiro Correia Morais de Jesus - Maria Luísa Brás Gonçalves Lopes- Maria da Saudade Moura Inácio Laranjo - Mário Gabriel Dias Pereira - Mário Rodrigues Pereira (Guiné) - Norberto Dias Pereira (Moçambique) - Óscar Fernando Gaspar (Moçambique) - Otilia de Oliveira Calado Varino - Reinaldo Silvério - Rui Jofre Soares Dias Ferreira (Angola) - Veríssimo Gomes de Matos (Moçambique) - Vitor Manuel de Campos (Guiné) - Zulmira de Jesus Correia Caldelas. 



Do ÍNDICE: 

Nota de Abertura 
PREFÁCIO 
- Por Coronel Luís Paulo Correia Sodré de Albuquerque 

I. - INTRODUÇÃO 
1. - A escolha de um tema 
2. - Entrevistadores e entrevistados 
3. - Resultados: a exposição, o filme e o livro 

II. - CONTEXTO HISTÓRICO 
1. - Portugal ‘contra’ o futuro: o processo internacional de descolonização 
2. - Evolução política e militar duma guerra em três frentes 
A guerra em Angola 
A guerra na Guiné 
A guerra em Moçambique 

III. - MEMÓRIAS DE EX-COMBATENTES DO CONCELHO DE CONSTÂNCIA 
1. - A geração dos jovens mobilizados 
2. - Antes da guerra: da Inspecção à mobilização 
3. - Para a guerra: a mobilização e o embarque 
4. - Fazer a guerra e sobreviver-lhe 
- A contraguerrilha 
- Acção psicológica 
- Impreparação e inexperiência 
5. - A vida no mato 
- Alimentação 
- Doenças e ferimentos 
- Momentos de lazer 
6. - Os mortos na guerra 
7. - As mulheres e a guerra 
- Mães, irmãs, esposas e namoradas 
- As ‘outras’ mulheres 
8. - Regressar a casa 
- O 25 de Abril 
- A reflexão sobre a Guerra Colonial 
- Os impactos de dois anos de serviço 

IV. - ÁLBUM DE MEMÓRIAS 
Portugal 
Angola 
Guiné 
Moçambique 
Índia Portuguesa 
Timor-Leste 

V. - CONCLUSÃO 

Lista de Fontes Orais 
- Agradecimentos 
- Fontes orais 

Referências 
- Fontes primárias: 
Legislação 
Periódicos 
Fontes editadas 
Fontes arquivísticas 
Outras 
- Bibliografia 


Preço: 62,50€; 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Portugal & Moçambique - ‘CARTAS DO ÍNDICO’, de Nuno Lemos Pires - Lisboa 2023;















Portugal & Moçambique - Relato de uma missão da União Europeia de treino de forças especiais do exército moçambicano, visado o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, onde militares portugueses tiveram um papel importante e fundamental, sob o comando do autor, um oficial superior com vasta e eficaz carreira no exército português 


‘CARTAS DO ÍNDICO’ 
De Nuno Lemos Pires 
Edição Nexo Literário 
Lisboa 2023 


Livro com 534 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
‘CARTAS DO ÍNDICO’ 

“(…) uma riquíssima colectânea de textos, escritos em Moçambique, durante uma das mais exigentes e complexas missões que executou na sua já longa e brilhante carreira militar, presta um contributo inestimável às Forças Armadas, pois permite perenizar e divulgar o essencial da missão de treino da União Europeia, constituída pela capacitar os militares moçambicanos no combate ao terrorismo existente na região de Cabo Delgado. 
A qualidade da escrita apresentada que, de forma simples e cuidada, transmite minuciosa e apaixonadamente os episódios mais relevantes vividos pela força que comandou, aliada ao facto de ser um militar de formação sólida e de carácter imbatível (…).“ 
Almirante António Silva Ribeiro 

“Têm as Cartas o estilo honesto de Franco próprio do militar executivo e disciplinado, habituado a mandar e a obedecer, mas também o estilo didáctico e culto do escritor apaixonado pela História. Estão escritas com o coração na mão, por um militar europeu comprometido e humanista que não se limita só a executar, de maneira altamente eficaz, uma missão complexa e delicada - como é a formação de unidades de elite do exército moçambicano -, mas que quer aprofundar o lado mais Humano da sua experiência única e tirar e partilhar lições duradouras.
Embaixador António Sánchez Benedito 

“As ‘VARTAS SÓ ÍNDICO’, constituem memórias de um general português, que ao serviço da UE veio consolidar as relações de cooperação entre Moçambique e a UE. O General Lemos Pires pela sua simplicidade granjeou simpatia e amizade pelo Moçambique todo.
Meu caro General, no final da sua escrita, ‘CARTAS DO ÍNDICO’, parta com a certeza de uma missão cumprida.“ 
Embaixador Mário Saraiva Ngwenya 


Da badana:
“As ‘CARTAS DO ÍNDICO’ são um testemunho pessoal, um relato do comandante da primeira missão da União Europeia em Moçambique. Além de espelharem a paixão do Autor pelas terras moçambicanas, são também uma profunda, e em vários momentos inusitada, reflexão para combater o terrorismo, aliada a uma narrativa clara de esperança e de profundo respeito pelo(s) povo(s) sofredor(és) da região de Cabo Delgado. 
É um livro escrito para todos os que se preocupam com a condição humana, e é, também, um ensaio para todos aqueles, desde académicos e investigadores a curiosos, que se interessam por assuntos africanos. 
Um livro que narra, frequentemente na primeira pessoa, o ‘dia/semana a dia/semana’ de uma missão que contou com a participação de militares e civis provenientes de 12 países da União Europeia (UE), ainda que na sua maioria fossem portugueses, e que, pelo carácter inovador e colaborativo como foi desenvolvida, permitiu que civis e militares, da UE e de outros países aliados de Moçambique, tenham conseguido construir um projecto de paz e de esperança, que junta desenvolvimento e segurança, destinado a edificar um melhor futuro para o povo de Moçambique.“ 


O Autor: 
“NUNO LEMOS PIRES nasceu em Lisboa, Portugal, terminou a Academia Militar (AM) em 1988, e é, actualmente, Brigadeiros-General do Exército / Operações Especiais. 
Participou em varias missões internacionais, destacando-se, Moçambique (1995-1996 e 2021-2022), Angola (2000 e 2001), Espanha (2002-2005), Paquistão (2005) e Afeganistão (2009-2010). 
No âmbito nacional, e de entre as inúmeras funções que desempenhou, destacam-se as de instrução e comando na Escola Prática de Infantaria; Professor de Estratégia e História Militar no Instituto de Altos Estudos Militares, Chefe de Gabinete do Almirante Comandante no NATO Joint Command Lisbon; Comandante do 2.* Batalhão de Infantaria Mecanizada na Brigada Mecanizada de Santa Margarida; Professor de História Militar e Relações Internacionais na AM; Director de Formação na Escola das Armas, em Mafra; Comandante do Corpo de Alunos e do Quartel da Amadora na AM. Desempenhou, igualmente, as funções de Subdirector-geral de Política de Defesa  Nacional no Ministério da Defesa Nacional e coordenador do Centro do Atlântico, e, novamente em contexto internacional, foi Comandante da Força da Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-Moz), de Setembro de 2021 a Setembro de 2022 (período onde escreveu o livro que é agora levado à estampa). Actualmente é o 2.* Comandante e Director de Ensino na AM. 
O autor é doutorado em História, Defesa e Relações Internacionais pelo ISCTE-IUL (com AM), tem 11 livros publicados e mais de 120 capítulos ou artigos em livros e publicações variadas, sobre temas relacionados com História Militar, Relações Internacionais, Segurança e Defesa, Estratégia e Terrorismo, e colabora frequentemente com diversas Universidades e Institutos, militares e civis, nacionais e internacionais, como palestrante e conferencista.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
NOTA DE ABERTURA 
PREFÁCIO 
- António Sánchez Benedito 

INTRODUÇÃO 
- Um mês antes de partir 
- A despedida da Direcção-Geral de Política de Defesa Nacional (DGPDN) 
- Bruxelas 
- O 11 de Setembro de 2001, em 2021 
- O arranque da EUTM-Moz 
- Uma outra família 
- União de esforços 
- Decidir & decidir 
- Chimoio 
- Na Beira 
- Do Atlantic Centre aos desafios do Índico 
- A cerimónia da EUTM-Moz 
- Escolas 
- A Comunidade de Língua Portuguesa 
- De novo no Chimoio 
- Tete 
- Missa na Catedral de Maputo 
- A equipa Luxemburgo 
- As ‘bolhas’ COVID-19 
- Guerra contra o vento 
- Confinado 
- Guerra contra o vento  - um equilíbrio profundamente desequilibrado 
- Esperar 
- Bem Natal 
- Estamos mesmo juntos 
- O que é mesmo importante 
- O (Re)equilibrar de um desequilíbrio em crescimento 
- Feliz 2022 
- Guerra Cintra o vento e resiliência 
- O valor da vida 
- Falar claro 
- Guerra contra o vento e Forças com tarefas especiais 
- Estar, escutar, sentir e apoiar 
- Pelo que vale mesmo…
- A força das novas gerações 
- Confinado de novo - COVID Ómicron 
- Olhar em frente e acreditar 
- Sem COVID mas prisioneiros COVID 
- Guerra contra o vento e o Modelo do Sistema Estável e Resiliente 
(para resolver situações de conflitualidade) 
- Burocratas e mundo real 
- Respeito e orgulho 
- “Não se preocupe” e / ou “Trust but verify” 
- Guerra na Europa e Dia Nacional da Estónia 
- “Basta” 
- Do realismo para o real 
- Celebrar a felicidade e… a morte na Ucrânia 
- Dia Internacional da Mulher 2022 
- Duas semanas de guerra na Ucrânia 
- Regresso a Cabo Delgado 
- Saudades do futuro 
- O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa no Chimoio 
- Partida das Forças para Cabo Delgado 
- “Ganhámos!”, gritou-me um moçambicano 
- “Pedra a pedra, construindo o novo dia” 
- Determinação, empenho e… enfrentar os inevitáveis 
- Radicalismos, ciência e proximidade 
- Uma Páscoa Santa e repleta de paixão, perdão, fraternidade e esperança 
- Em negação 
- Na linha da frente em Macomia - Cabo Delgado 
- Da Beira ao Chimoio - Esperança m apreensão, confiança é verdade 
- Boane - A Casa do Gaiato 
- Limpeza da orais de Katembe 
- “Tenho / tive também que me ser”, na televisão de Moçambique 
- Novos quatro cavaleiros (hodiernos) do Apocalipse 
- Sonhos de menino 
- “Carros muito bonitos… mas não dão as chaves” 
- O balde de caranguejos 
- A África que sinto 
- De Timor a Moçambique 
- Largo Colégio Militar, Academia do Bacalhau e Dia da Criança 
- Dia de Portugal em Moçambique 
- O ‘Render da Guarda’ na EUTM-Moz 
- Do )fado) vento sombrio, que sopra também, à resiliência 
- “Médén Ágan”: da TVM ao treino integrado no Chimoio 
- O ‘desesperante’ do tempo em que tudo se arrasta 
- Da noite no sul de Moçambique às manhãs no norte do Egito 
- Em Gorongosa, Moçambique encontra o mundo 
- Não se consegue prender a beleza em Moçambique 
- Da ‘chicha’ aos ‘sabonetes’, ou “primeiro presença, depois, presentes” 
- De Nampula a Nacala 
- Da Ilha de Moçambique a Nampula 
- Há sobremesa ? Duvido 
- Finalmente os equipamentos e uma aplicação do modelo tripartido 
(rigor, flexibilidade e disponibilidade total) 
- Um Agosto diferente, porque “a vida é boa, mas é dura…a vida é dura, mas é boa”
- Sinto-me uma ‘criança’ deitada nas ruas de Moçambique 
- Uma pequena, mas significativa, diferença 
- ‘Espíritos Quânticos’ numa última (?) ida ao Chimoio 
- General João de Almeida Bruninho
- ‘Kaya Kwanga’ em Moçambique 
- Do ‘segredo’ é, frequentemente, a arma dos incompetentes aos excelentes momentos 
- Do início da passagem do testemunho aos mixed feelings 
- Sou o 115 dos 115 que comigo estão na Missão EUTM-Moz 
- “Embora afastados pela geografia estamos próximos pela amizade” 
- Hambanine Maxaka 
- Da janela do meu quarto tenho o Índico 
- Do avião ainda vejo o ‘meu’ Índico e digo ‘Hambanine Maxaka’ e, com tristeza R.I.P. 

CARTAS SOBRE AS ‘CARTAS DO ÍNDICO’ 
- Cartas às Cartas pelo Autor 
- Carta às Cartas por Mayra Andrade 
- Carta às Cartas por Pedro Saial 

POSFÁCIO 
- Mário Saraiva Ngwenya 


Preço: 37,50€;