segunda-feira, 30 de março de 2026

História & Ultramar - ‘PORTUGAL E ÁFRICA’, de David Birmingham - Lisboa 2003 - Raro;





História & Ultramar - A história de Angola, remota e recente, da colonização europeia e particularmente da presença portuguesa e as múltiplas etnias angolas, e as relações seculares entre uns e outros, numa obra de um dos mais profundo investigadores e historiadores da história africana e angolana 


‘PORTUGAL E ÁFRICA’ 
De David Birmingham 
Edição Vega 
Lisboa 2003 


Livro com 256 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“Considerado muito justamente como um dos pioneiros da moderna historiografia angolana, ou seja, aquela que se distingue por uma visão dos homens africano e angolano finalmente ajustada aos seus próprios interesses e idiossincrasias mas não colidindo com valores universais reconhecidos, David Birmingham tem-se notabilizado também por impor a noção de uma história africana independente, extirpara de falsos conceitos e de ideologias ultrapassadas. 
‘PORTUGAL E ÁFRICA’ está nessa linha e constitui uma introdução temática à História de Angola que não só se reveste da maior utilidade para todos quantos a desejam conhecer melhor ou estudá-la como vem preencher uma grave lacuna até agora existente nessa historiografia.“ 


Da contracapa: 
“Em ordem cronológica, obedecendo a critérios pedagógicos claros, de fácil e agradável acesso, são-nos expostos assuntos de importância primordial para uma adequada percepção do passado angolano remoto e próximo. Igualmente nos garante o autor um quadro metodológico do fio dos acontecimentos e de prováveis desenvolvimentos determinantes ao aparecimento de Angola moderna, que competirá depois a outros aprofundar ou criticar em caso de necessidade ou desacordo.
Destaca-se nesta obra o cuidado de David Birmingham em procurar compreender a História de África a partir de uma perspectiva que corresponda aos mais que legítimos interesses dos africanos, bem como a sua preocupação de conseguir inscrevê-la no âmbito mais alargado de um entendimento onde se insere a expansão europeia, neste caso, em primeiro lugar, a portuguesa. 
De sublinhar é também a atenção particular que ele dedica à interação entre africanos e portugueses, negros e brancos, nos mais diversos campos de encontro de ambos ao longo de épocas sucessivas.


O Autor: 
“DAVID BIRMINGHAM é sem dúvida um dos pioneiros da moderna historiografia angolana, ou seja, aquela que se distingue por uma visão dos homem africano e angolano finalmente ajustada aos seus próprios interesses e idiossincrasias mas não colidindo com valores universais reconhecidos. 
Livros como ‘The Portuguese Conquest of Angola’ (1965), ‘TRADE AND CONFLICT IN ANGOLA - The Mbundu and their Neighbours under the influence of the Portuguese 1483-1790’ (1968) abrem uma longa lista de títulos que deram azo a estudos posteriores e se tornaram indispensáveis para pessoas desejosas de aprender a confirmam a originalidade e comprometimento do Autor.
‘PORTUGAL E ÁFRICA’, que ora se apresenta ao leitor português, presta-se, como nenhum outro publicado até à data, a uma introdução temática à História de Angola de que tanto estávamos carentes.“ 



Do ÍNDICE:

Nota Explicativa 
Considerações preliminares 
- Por Arlindo Barbeitos 
PREFÁCIO 

1. - O impacto de Portugal em África 
2. - Os colonizadores e a Idade do Ferro Africana 
3. - O Regimento da Mina 
4. - O comércio africano inicial em Angola 
5. - Tradições, migrações e canibalismo 
6. - Conquistadores Ibéricos e resistentes africanos no Reino do Kongo 
7. - Angola e a Igreja 
8. - ‘Way of Death’ de Joseph Miller 
9. - Os Barões do café de Cazengo 
10. - A Grã-Bretanha e o Ultimato de 1890 
11. - O colonialismo em Angola: a experiência de Kinyama 
12. - Juventude e guerra em Angola 
13. - O 27 de Maio 
14. - Angola revisitada 
15. - Preto e branco na ficção angolana 

NOTAS 


Preço: 47,50€; 

Portugal & Literatura - ‘CINCO DIAS, CINCO NOITES’, de Manuel Tiago - Lisboa 2001;






Portugal & Literatura - Obra de grande carga política em que o autor, fervoroso opositor do regime do Estado Novo relata as peripécias da oposição para enfrentar a repressão nomeadamente aquando da fuga do território nacional 


‘CINCO DIAS, CINCO NOITES’ 
De Manuel Tiago 
Capa de José Serrão 
Edições Avante 
Lisboa 2001 


Livro com 88 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 


O Livro: 
“ ‘CINCO DIAS, CINCO NOITES’ é uma novela que nos conta a história de uma passagem de fronteira a salto durante o fascismo salazarista. Escrita por Manuel Tiago (Álvaro Cunhal), adaptada com exemplar qualidade ao cinema por José Fonseca e Costa, este pequeno elogio da coragem, no dizer do seu prefaciador, Manuel Gusmão, viria a ser classificado por Sophia Mello Breyner Andresen como um dos melhores textos portugueses narrativos do século XX.”


Da badana:
“Recompondo-se, o velho assoou-se lentamente a limpar a vista com o lenço, abanando a cabeça.
- Olhe - disse ele - É aquela. 
E apontou com o queixo afilado. 
André logo simpatizara com a mulher que arquitetara o cão, com os seus olhos francos e afáveis e os seus traços enérgicos e nobres. Depois da história do velho, mais simpática lhe parecia. Olhou-a pois com nova atenção, a procurar reconstituir o seu rosto em criança. O velho agarrou porém o olhar e logo corrigiu, já a rir: 
- Não é essa! É a outra! 
A outra! A menina terna é corajosa era a ‘bruxa’! 
Ao espírito de André veio porém então não o rosto convulsionado pela cólera, mas aquelas mãos mimosas e claras, que se moviam, despertas e hábeis, na costura. 

“ 

O Autor: 
“MANUEL TIAGO - Pseudónimo literário de Álvaro Cunhal, que com ele assinou obras de ficção, designadamente ‘Até Amanhã, Camaradas’ (1975), ‘Cinco Dias, Cinco Noites’ (1975) e ‘A Estrela de Seis Pontas’ (1994, adaptado para cinema por José Fonseca e Costa). A verdadeira identidade de Manuel Tiago só foi confirmada aquando da publicação deste último romance. Durante anos, muito se especulou acerca da autoria das obras.”


Obras do Autor: 
- ‘Até Amanhã Camaradas’ 
- ‘Cinco Dias, Cinco Noites’ 
- ‘A Estrela de Seis Pontas’ 
- ‘A Casa de Eulália’ 
- ‘Fronteiras’ 
- ‘Um Risco na Areia’ 



Do ÍNDICE: 

Capítulo 1 
Ao 
Capítulo 14 


Preço: 

África & Literatura - ‘POETAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE’ - Antologia da Casa dos Estudantes do Império - Lisboa 1963 - MUITO RARO;




África & Literatura - Uma Antologia da poesia e poetas oriundos do arquipélago de São Tomé e Príncipe de grande raridade 


‘POETAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE’ 
Antologia da Casa dos Estudantes do Império 
Prefácio de Alfredo Margarido 
Edição CEI 
Lisboa 1963 


Livro policopiado, com 97 páginas (94 + III) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Preço: 0,00€; (Indisponível) 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Angola & História - ‘EM BUSCA DE KÁBÀSÀ !… - Estudos e reflexões sobre o “Reino” do Ndòngò’, de Virgílio Coelho - Luanda 2010 - RARO;







Angola & História - Estudos sobre os diversos reinos do território que na actualidade pertencem ao país 


‘EM BUSCA DE KÁBÀSÀ !… - Estudos e reflexões sobre o “Reino” do Ndòngò’ 
Contribuições para a História de Angola 
De Virgílio Coelho 
Edição Kilombelombe 
Luanda 2010 


Livro com 470 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização.
RARO. 


Da contracapa:
“ ‘EM BUSCA DE KÁBÀSÀ !… - Estudos e reflexões sobre o “Reino” do Ndòngò’ - Contribuições para a História de Angola, é uma obra que, como o próprio título indica, pretende abordar a dimensão histórica do “Reino” do Ndòngò, uma unidade política centralizada que, de acordo com as tradições orais, escritas e orais-escritas, antigas e contemporâneas, terá emergido entre os rios Kwànzà e Lúkàlà nos séculos XII-XIII, florescido a norte e a sul do rio Kwànzà até ao séc XVI, período em que foi achado pelos navegadores portugueses, cujos contactos originaram o seu declínio e queda na segunda metade do século XVII. 
Os estudos que compõe este livro foram todos produzidos durante a década de 1990. Foi um período que consideramos muito importante para a nossa vida afectiva e intelectual, um período inigualável no plano pessoal porque excepcionalmente criativo. (…) Enquadram-se no âmbito da Antropologia Histórica, um género particular de observação dos fenómenos humanos, incarnando o novo curso de uma História que entende cultivar tanto s virtudes teóricas quanto éticas da aproximação relativista. É por isso que a dimensão histórica constitui a estratégia fundamental de reflexão desta colectânea, pois, ela tende a ressaltar o conhecimento endógeno da sociedade e da cultura no antigo “Reino” do Ndòngò, por um lado ao procurar evitar a análise partilhada de conhecimentos, experiências e saberes das disciplinas da antropologia e da história, e por outro, ao incorporar um referencial crítico que é possibilitado pela Antropologia Histórica. Ao falar de dimensão histórica estaremos em primeiro lugar a referirmo-nos a um plano interactivo, chamando a atenção para o conjunto de relações que cada unidade política e sócio-cultural (Mátàmbà, Hàdì e Mpúngù à Ndóngò) mantém entre si num mesmo período e contexto espacial e a unidade política e sociocultural que destas resulta (o Estado centralizado de Ndòngò), em período posterior. São justamente essas modalidades de interacção que, na perspectiva aqui adoptada, desempenham um papel crucial no sentido de explicar as estruturas e os seus modelos de funcionamento no espaço e no tempo.“ 


O Autor: 
“VIRGÍLIO COELHO é antropólogo, diplomado pela École Pratique des Hautes Études (EPHE), Universidade de Paris - Sorbonne (França), onde também efectuou estudos doutorais em Antropologia Social e Cultural, sob a direção do senhor Prof. Doutor Michel Carty. Concluiu o Mestrado: Diplôme d’Études Approfondis (DEA), na especialidade de ‘Anthropologie comparée des Religions d’Afrique, d’Orient et d’Extreme Orient’, em 1988, sob a direcção da senhor Prof.a Doutora Jacqueline Duvernay-Bolens. 
É investigador (Assessor Principal) do Ministério da Cultura, onde dirigiu algumas das suas instituições, de entre as quais o Departamento de Folclore da Direcção Nacional de Arte (DINARTE) e a Delegação Provincial de Luanda (DPL). De Janeiro de 2003 a Setembro de 2008, foi vice-Ministro da Cultura para o Património e Investigação Científica, no âmbito do Governo de unidade e reconstrução nacional (GURN). 
(…) 
É autor de cerca de cinquenta estudos e artigos versando os temas mais variados.“ 



Do ÍNDICE:  

PREFÁCIO 

Capítulo I - “EM BUSCA DE KÁBÀSÀ… 
Uma tentativa de explicação da estrutura político-administrativa do “Reino” do Ndòngò

Capítulo II - “OS DE DENTRO, OS DE FORA E OS OUTROS”
Análise sucinta de um modelo estrutural de organização administrativa e urbana do “Reino” de Ndòngò, desde a sua fundação até fins do século XVI 

Capítulo III - A SOCIEDADE ‘TÚMÚNDÒNGÒ’ ANTIGA 

Capítulo IV - 
Para uma compreensão da instituição ndòngò no exercício do poder dos Ngòla, nos séculos XVI-XVII 

Capítulo V - 
A data fundação do “Reino” do Ndòngò 

Capítulo VI - 
A historiografia sobre o “Reino” do Ndòngò no contexto da História de Angola: problemas e perspectivas 

Bibliografia 
MAPA 
Índice Remissivo 
Índice de figuras de quadros e Mapa 
VIRGÍLIO COELHO - Bibliografia 


Preço: 97,50€; 

Portugal & Literatura - ‘O CAVALO DAS SETE CORES E O NAVIO’, de Papiniano Carlos - Lisboa 1977 - MUITO RARO;








Portugal & Literatura - Autor de uma vasta bibliografia editada, com particular incidência na literatura infantil e juvenil 


‘O CAVALO DAS SETE CORES E O NAVIO’ 
De Papiniano Carlos 
Ilustrações de Rodrigo Cabral, Isabel Cabral e Fernando Oliveira 
Edição ‘A Opinião’ 
Lisboa 1977 


Livro com 38 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“PAPINIANO MANUEL CARLOS DE VASCONCELOS RODRIGUES 
(Lourenço Marques, Moçambique, 1918 - Porto, 2012)

Papiniano Carlos nasceu em Moçambique, em Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, em 1918, tendo aí efectuado a sua instrução primária. Os estudos secundários viriam a ser realizados no Porto. Frequentou, ainda, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, não tendo concluído o curso. Foi nos arredores da cidade do Porto que viveu, mais exactamente em Pedrouços (Maia).

Poemas seus foram musicados por Fernando Lopes-Graça, integrou o movimento neo-realista e viu alguns dos seus livros proibidos pela Censura, durante a ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, chegando a ser detido pela PIDE, polícia do regime político que vigorou em Portugal entre 1926 e o 25 de Abril de 1974.

Papiniano Carlos tem-se assumido, ao longo da vida, como um cidadão interveniente, activo, preocupado com o exercício da cidadania na sua plenitude. No período da ditadura, a sua intervenção cívica pautou-se pela luta em prol da liberdade de expressão e de pensamento. Foi também delegado do Movimento Português para a Paz e a Cooperação em várias conferências internacionais.

Da sua actividade literária salienta-se a colaboração em diversos jornais, revistas e fascículos de poesia, tais como ‘Seara Nova’, ‘Vértice’ e ‘Notícias do Bloqueio’, tendo sido um dos directores desta última publicação. Os seus escritos tornam-se públicos, pela primeira vez, no início dos anos quarenta. Editará contos (‘Terra com sede’, 1946), crónicas (‘A rosa nocturna’, 1960), um romance (‘O rio na treva’, 1975) e poesia (vários títulos antologiados em (‘A ave sobre a cidade’, de 1973). A sua sensibilidade às questões sociais e o fascínio pela marcha do Homem ao longo da História perpassam muitos dos seus textos. A terra natal, Moçambique, serviu-lhe de ‘musa’ inspiradora de diversos poemas em que por vezes a infância, como tópico, marca presença. Registe-se, aliás, que foi um dos divulgadores, em Portugal, de poetas moçambicanos e angolanos, no final da década de cinquenta.

Autor de vários títulos dirigidos ao público infantil, tem cultivado sobretudo o conto e a poesia, explorando, neste caso, uma vertente simultaneamente épica e lírica. Hoje é possível afirmar que, juntamente com Sidónio Muralha, Ilse Losa, Alves Redol, Matilde Rosa Araújo e Maria Rosa Colaço, Papiniano Carlos contribuiu para a renovação da literatura portuguesa para crianças operada entre finais dos anos quarenta e a década de sessenta, por efeito da influência neo-realista e da consequente introdução de novos temas (de cunho social, mas não só) e de novas personagens infantis (crianças de meios sócio-económicos desfavorecidos, por exemplo). Na sua escrita – em que avulta um livro de assinalável sucesso, objecto de numerosas reedições, A menina gotinha de água –, observa-se uma atenção particular a tópicos de cunho científico’ (ciclo da água, circulação do sangue, electricidade…), à luta por objectivos generosos do ponto de vista cívico e civilizacional (O grande lagarto da Pedra Azul) ou ainda à questão do génio artístico (Luisinho e as andorinhas). Entre a criação de narrativas poéticas (vejam-se os títulos de 1963 e 1977) e a incursão num género em que fantástico e «ficção científica» se entretecem (como acontece em (O grande lagarto da Pedra Azul, narrativa em que perpassam preocupações ambientais), se desenhou um percurso literário que engloba ainda um poema dramático (Uma estrela viaja sobre a cidade), inicialmente editado para adultos, na década de cinquenta, mas convertido em livro infantil em 2010, por via do aparato paratextual (ilustrações de Elsa Lé (v.) e formato de álbum, entre outros aspectos).

Bibliografia selectiva: A menina Gotinha de Água (1963), Lisboa: Portugália; O cavalo das sete cores e o navio (1977), [Lisboa]: A Opinião; Luisinho e as andorinhas (1977), [Lisboa]: ABLivro; O grande lagarto da Pedra Azul (1986), Lisboa: Caminho; A viagem de Alexandra (1989), Porto: Porto Editora; “A gaivota branca” (2001), in J. A. Gomes (org.), Contos da cidade das pontes, Porto: Ambar, pp. 59-60; Era uma vez (2001), Porto: Campo das Letras; Uma estrela viaja sobre a cidade (2010), Porto: Trinta por Uma Linha.



Do ÍNDICE: 

Abertura 

O CAVALO DAS SETE CORES 

O NAVIO 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Política - ‘EANES - e os mistérios de MACAU’, de Rola da Silva - Lisboa 1985 - RARO;






Portugal & Política - Depois de passar uma parte da sua vida profissional em Macau, o autor com o seu apurado conhecimento dos meandros da política, detectou os inúmeros problemas de que o território e a respectiva administração padeciam e as cumplicidades que o permitiam, tendo editado esta obra com o intuito da denúncia do ambiente promíscuo e corrupto ali vivido 


‘EANES - e os mistérios de MACAU’ 
 De Rola da Silva 
Edição de Vozes da Tribo 
Lisboa 1985 


Livro com 184 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
RARO. 


Da contracapa:
“Este homem nunca esteve na montra. Dedicou uma vida aos jornais e, na Angola pré e pós-independência, foi mestre de várias gerações de jornalistas. As suas crónicas no ‘NOTÍCIA’ e em ‘A Palavra’ foram, ao longo dos anos , o K.O. apetecido de um permanente combate contra a Censura. Combate que magistralmente soube teorizar no livro ‘A CENSURA - Consequências marginais’ (Luanda, 1959). Solidário e comprometido com a luta do MPLA, viria a publicar um livro de lúcido desencanto, ‘ANGOLA - OS SÍMBOLOS DE UM FRACASSO’ (Lisboa, 1977).
Regressado a Portugal, colaborou regularmente em’O Ponto’, publicou o ensaio ‘LIBERDADE DE INFORMAÇÃO - INFORMAÇÃO LIVRE’ e o romance ‘H. L.’, primeiro de uma triologia sobre o ‘fim colonial’, a que se seguirão ‘E TAMBÉM DO NEGRO GASTÃO’ e ‘CRÓNICA DE COMO CARISMA E MANGUITO JAZERAM JUNTOS’, ambos no prelo. Tem prontos para publicar três originais de teatro em que reflecte um longo e solitário trabalho de investigação antropológica. 
Nos últimos anos viveu em Macau, tendo colaborado assiduamente no jornal ‘Tribuna de Macau’. É colaborador do quinzenário ‘África Jornal’. 
O livro que vos apresentamos viu recusado a publicação por dezenas de editoras portuguesas. Trata-se de uma corajosa e fundamentada denúncia da corrupção e da baixa política que ‘fazem lei’ na sociedade macaense. ‘VOZES DA TEIBO’ orgulham-se de, com este livro é este autor, dar voz aos que, não estando namorara, têm as próprias raízes para mostrar.“ 


Obras do Autor: 
- ‘A CENSURA - Consequências marginais’ - Luanda 1969; 
- ‘ANGOLA - OS SÍMBOLOS DE UM FRACASSO’ - Lisboa 1977; 
- ‘LIBERDADE DE INFORMAÇÃO - INFORMAÇÃO LIVRE’ - Lisboa 1981; 
- ‘EANES E OS MISTÉRIOS DE MACAU’ - Macau e Lisboa 1985; 

Triologia ‘NOTÍCIAS FIM COLONIAL’ 
I. - Romance ‘H. e L.’ 
II. - ‘E também do negro Gastão’ (no prelo) 
III. - ‘Crónica de como Carisma e Manguito jazeram juntos’ (no prelo) 



Do ÍNDICE: 

Abertura 

INTRODUÇÃO 
- A fascinação de Macau 
- A complexidade de Macau 
- Da exploração de um vício 
- Administração à portuguesa 
- Da corrupção em Macau 
- Relações do Governo com a corrupção 
- Relações do Governo com a Assembleia Legislativa 
Relações do Governo com a população 
Relações do Governo com a prostituição 
Relações do Governo com o jogo 
Relações do Governo com o mundo do trabalho 
Relações do Governo com a função pública 
Relações do Governo com a comunicação social 
- O prestígio de Portugal 
- E Ramalho Eanes ? - I 
E Ramalho Eanes ? - II 
E Ramalho Eanes ? - III 
E Ramalho Eanes ? - IV 
E Ramalho Eanes ? - V 
E Ramalho Eanes ? - VI 
- A quem fala Eanes ? 
- Com quem anda Eanes ? 
- Tacere nescit idem qui nescit loqui 
- Eanes no lodaçal de Macau ?
- Que democrata 
- Misteriosas alianças 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Moçambique - ‘CAMINHOS DA ALEMANHA OCIDENTAL’, de Rodrigues Júnior - Lourenço Marques 1963 - MUITO RARO;







Portugal & Moçambique - O autor, um profícuo escritor com vasta obra bibliográfica editada em variados géneros literários, nesta obra descreve pormenorizadamente a sua visita à extinta RFA (República Federal Alemã) e os seus contactos com o povo alemão, saído de uma guerra de destruição quase total da Alemanha e a divisão em duas repúblicas, a passagem pelas principais cidades e a descrição do que era à época, a cidade de Berlim, totalmente cercada por muro e arame farpado no interior da RDA, o regime comunista do leste alemão 


‘CAMINHOS DA ALEMANHA OCIDENTAL’ 
De Rodrigues Júnior 
Edição África Editora 
Lourenço Marques 1963 


Livro com 272 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Exemplar com dedicatória e assinatura do autor. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O AUTOR 
“JOSÉ RODRIGUES JÚNIOR 
José Rodrigues Júnior (Socorro, Lisboa, 26 de outubro de 1902 - 16 de novembro de 1990 (88 anos)) foi um escritor e jornalista português que se dedicou durante 57 anos ao estudo dos problemas de Moçambique, realizando viagens de inquérito económico e social através de todo território moçambicano. A sua obra embora considerada controversa, é caracterizada por um espírito ideologicamente independente, e inclui mais de 50 publicações, entre ensaios, estudos, romances e reportagens.”


OBRAS EDITADAS 
ENSAIOS 
- A Paz e a Vida (1937)
- ‘Homem, Trabalho e Salário’ (1937)
- ‘Para Uma Cultura Moçambicana’ (1951)
- ‘Afirmação de Presença’ (1952)
- ‘Literatura Colonial’ (1953)
- ‘Considerações’ (1954)
- ‘Terra, Homens e Ideias’ (1957)
- ‘Literatura Ultramarina (O escritor, o Homem e o meio)’ (1962)
- ‘Depoimento’ (1964)
- ‘Poetas de Moçambique’ (1965)
- ‘Encontros’ (1966)
- ‘Mãe Negra’ (1967)
- ‘O Homem Negro das Regiões ao Sul do Save (contribuição para um juízo interpretativo do problema da sua promoção social)’ (1969)
- ‘Os indígenas de Moçambique’ (1971)
- ‘Alguns Poetas de Moçambique’ (1972)
- ‘Do Homem Negro – da sua Vida e da Sua Arte’ (1974)
- ‘Para Uma Cultura Africana de Expressão Portuguesa’ (1977)
- ‘Ruy de Noronha – Poeta de Moçambique’ (1980) 

ESTUDOS DE ASSUNTOS ULTRAMARINOS 
- ‘Caminhos de Ferro de Moçambique’ (1938)
- ‘Sobre indígenas e Missões’ (1940)
- ‘Aventura do Mato e Colonização Dirigida’ (1945)
- ‘O Negro de Moçambique’ (1955)
- ‘Transportes de Moçambique’ (1956)
- ‘Colonização (Contribuição para o seu estudo em Moçambique)’ (1959)
- ‘Alguns Aspectos Culturais do Turismo em Moçambique)’ (1961) 

REPORTAGENS - INQUÉRITO 
- Problemas de Moçambique (1942)
- ‘Diário de Viagem (8.000 kms em Moçambique)’ (1943)
- ‘Actividades e Problemas do Niassa e de Manica e Sofala’ (1944)
- ‘A Voz dos Colonos de Moçambique’ (1945)
- ‘Terra Moçambicana’ (1945)
- ‘À Procura de Outras Terras e Outras Gentes’ (1947)
- ‘África – Terra de Promissão’ (1949)
- ‘Meque – O Pescador Negro’ (1950)
- ‘Por Terras de Monomotapa’ (1951)
- ‘Viagem à Holanda’ (1954)
- ‘Aguarelas’ (1956)
- ‘Negros e Brancos’ (1958)
- ‘Terra Nossa na Costa do Malabar’ (1961)
- ‘Caminhos da Alemanha Ocidental’ (1963)
- ‘Angola Terra de Portugal’ (1964)
- ‘Moçambique Terra de Portugal’ (1965)
- ‘Caminhos do Colonato do Limpopo’ (1965)
- ‘Quando se Pensa nos Que Lutam’ (1970)
- ‘Cabota-Bassa’ (1973)
- A Alma da Nossa Rua’ (1974) 

ROMANCES 
- Sehura (1944)
- ‘O Branco da Motase’ (1952)
- ‘Calanga’ (1965)
- ‘Muende’ (1960)
- ‘Era o Terceiro Dia de Vento Sul’ (1968)
- ‘Omar Ali’ (1ª Edição em 1975 e 2ª Edição em 1977) 

PRÉMIOS 
Alguns destes trabalhos foram galardoados com diplomas, prémios nacionais e internacionais.
- Diploma de Honra do Núcleo de Arte (1945)
- Diploma de Honra do Concurso de Literatura Ultramarina (1945)
- Prémio de Literatura Ultramarina (1949)
- 1º Prémio de Jornalismo (1950)
- Diploma de Honra do Concurso de Literatura Ultramarina (1951)
- Prémio Fernando Mendes Pinto, Nacional, de Literatura Ultramarina (1960)
- Prémio Afonso de Bragança, Nacional, de Jornalismo (1962)
- Grau de Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, pelo conjunto da sua obra literária (1964)
- Cruz de Cavaleiro da Soberana Ordem dos Cavaleiros de Colombo, distinção Internacional, pelo seu livro ‘Caminhos da Alemanha Ocidental’ (1965)
- Prémio Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa, da classe Letras (1969)



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

I. - Nairobi, Kartum e Atenas na rota da Europa 
II. - Atenas no Caminho de Frankfurt 
III. - Comércio de importação e exportação com a República Federal da Alemanha 
IV. - Colónia - centro de actividade agrícola e industrial 
V. - Colónia - a terceira cidade alemã 
VI. - Lubeck e Travemunde - as primeiras lições de liberdade que nos oferece o mundo alemão ocidental 
VII. - Hamburgo - a antiga cidade anseática renascida das próprias cinzas 
VIII. - O porto de Hamburgo - a sua influência na economizamos Alemanha Federal 
IX. - A posição de Hamburgo na actividade industrial da Alemanha 
X. - Oportunos contactos com gentes e coisas da Alemanha 
XI. - A Taverna ‘Weinstuben Butzirus’ - O ‘Afrikanisches Ballet’ e os bonecos do professor Italiaander 
XII. - A última noite em Hamburgo - Luzes da cidade - Luzes de ‘Reeperbahn’ - Luzes de dois mundos diferentes 
XIII. - Berlim - a maior cidade da Alemanha 
XIV. - O maravilhoso povo de Berlim dá ao mundo grande lição de unidade com a sua extraordinária coragem 
XV. - Nós vimos o muro e as vedações de arame farpado à volta de Berlim 
XVI. - Nós assistimos no campo de refugiados de Marienfeld ao interrogatório de duas crianças fugidas do Leste alemão 
XVII. - Últimas imagens de Berlim - O Dr. Harting e a sua ‘Deutsche Imdustrieausstellung’ - O Jardim Zoológico - A recepção na Academia das Belas Artes 
XVIII. - O Monumento de Plotzensee é o grito do povo alemão contra a tirania do nacional socialismo hitleriano 
XIX. - Na rota aérea de Stuttgart - centro dos caminhos de Baden Wurttemberg 
XX. - A famosa torre de televisão de Stuttgart 
XXI. - Stuttgard entre vinhedos e florestas é a bela cidade das margens do Neckar e do vake de Feuerbach 
XXII. - O Mercado de Schillerplatz é um mar de belas flores 
XXIII. - Schiller - O Poeta da mocidade, a sua terra, a sua casa e o seu sonho 
XXIV. - O fausto reinou em Ludwigsburg no mais belo palácio de Baden Wurttemberg 
XXV. - Floresta Negra X a grande catedral Verde de Baden Wurttemberg 
XXVI. - Nós vimos nos campos de Bensenfeld as primeiras flores do Outono alemão 
XXVII. - Hofbrauhaus - a célebre taverna de Munique 
XXVIII. - ‘Munique - coração da velha Baviera’ 
XXIX. - Quando o jornalista também é o homem da rua 
XXX. - Quandomo homem dos jornais é obrigado a ser também celebrante da ‘Festa da Cerveja’ 
XXXI. - A beleza dominante dos Alpes Bávaros 
XXXII. - Últimas imagens de Munique 
XXXIII. - Fim da jornada  - um salto na noite da Europa à África 


Preço: 47,50€; 

África & História - ‘ÁFRICA DO SUL - A minha visão do futuro’, de Mangosuthu G. Buthelezi - Lisboa 1991 - Raro;





África & História - O líder da Nação Zulu e a sua influência e poderio nas negociações entre o regime do Apartheid e o ANC de Nelson Mandela 


‘ÁFRICA DO SUL - A minha visão do futuro’ 
De Mangosuthu G. Buthelezi 
Edição Círculo de Leitores 
Lisboa 1991 


Livro de capas duras, com 212 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 

1. - A luta de libertação pacifista na África do Sul 
2. - O que representa para mim a liberdade - a minha visão do futuro 
3. - A realidade económica e outras na África do Sul de Hoje 
4. - A ‘revolução silenciosa’ da África do Sul negra 
5. - Desunião negra 
6. - O ‘apartheid’ encontra-se em estado de coma - o que é que as negociações poderão adiantar ? 
7. - Igreja e política - a necessidade de uma teologia de libertação eficaz 
8. - Sanções e desinvestimento 

EPÍLOGO: As negociações são agora possíveis - quem as conduz e quem tenta impedi-las ? 


Preço, 27,50€; 

Portugal - Descolonização & História - Jornal ‘Diário de Notícias’, de 09.05.2009 - (‘PLANO DE SPÍNOLA PARA AS EX-COLÓNIAS ESBARROU EM NIXON’) - Lisboa 2009 - MUITO RARO;









Portugal - Descolonização & História - A situação enfrentada por Richard Nixon em 1974 com o caso Watergate, impediu o Presidente norte-americano de apoiar o projecto do então Presidente General António de Spínola, cujo encontro nos Açores em Junho de 1974 terá sido o início das conversações, considera académico norte-americano… 


Jornal ‘Diário de Notícias’, de 09 de Maio de 2009.
‘PLANO DE SPÍNOLA PARA AS EX-COLÓNIAS ESBARROU EM NIXON’ 
Lisboa 2009 


Exemplar com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
- ’PLANO DE SPÍNOLA PARA AS EX-COLÓNIAS ESBARROU EM NIXON, DIZ ACADÉMICO.’ 
Descolonização - ‘investigador considera que caso Watergate inviabilizou apoio do Presidente norte-americano ao projecto do general.’ 
- ‘SÓCRATES ELOGIA NOBEL DA ECONOMIA’ 
- ‘SANTANA LOPES ACUSA ANTÓNIO COSTA DE ELEITORALISMO’ 
- ‘MEMÓRIAS DO PREC NA ARQUITECTURA’ 
- ‘LOUÇÃ AINDA NÃO PODE SER CATEDRÁTICO’ 
- ‘DEFENSOR MOURA ACEITOU CONVITE PARA A LISTA DE DEPUTADOS’ 
- AVEIRO - ‘Fechadas as urgências, chega a altura de o Governo dar boas notícias.’ 
Ministra da Saúde, Ana Jorge - Primeiro-ministro, José Sócrates 

Pedro Namora, candidato do PPM à Câmara de Setúbal 
- “PEÇO DESCULPA AOS CAMARADAS E ESPERO REAVER O CARTÃO DO PCP.”

- ‘UM PILOTO PRESO NA CHINA DURANTE A GUERRA DA COREIA’ 
Harold E. Fischer (1925-2009) 


Preço: 

Portugal & Coleccionismo - Livro de BD ‘INVASÃO DA EUROPA’, n. 2 - Lisboa 1985 (?) - MUITO RARO;




Portugal & Coleccionismo - Um dos mais raros exemplares desta Colecção de BD da guerra 


Livro de BD ‘INVASÃO DA EUROPA’, n. 2 
Colecção de Guerra - ‘BRIGADA ESPECIAL’ 
Edição Clube do Cromo / Editorial Ibérica 
Lisboa 1985 (?) 


Livro com 66 páginas, totalmente ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


Preço: 15,00€; 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Portugal - Guerra do Ultramar & Guiné - ‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ (2 Volumes), de José Gerreira - Lisboa 2016/17 - Raros;






Portugal - Guerra do Ultramar & Guiné - Uma obra em que o autor privilegiou recordar as suas boas memórias do tempo militar, entre a recruta, especialidade e formação da Companhia e no cenário da guerra na Guiné, onde cumpriu a sua comissão entre 1967 e 1969 









‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ - I Volume
De José Gerreira 
Edição Chiado 
Lisboa 2016/17  


Livro com 218 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização.
Raro. 

Da contracapa: 
“ ‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ - I Volume 

A guerra é a guerra !
MAS, mesmo na guerra-guerra (em tempo de guerra) surgem, por vezes, imprevistos, situações bizarras e com humor, em perfeita contradição com o ambiente que se vive, embora só mais tarde, ao recordar, nos provoque uma gargalhada.“ 
Alberto Branquinho 


Do ÍNDICE:

Advertências 
Em Homenagem 
Agradecimentos 

INTRODUÇÃO 
- Bife à Dunane 
- Sexualmente falando, tudo continua normal 
- Os sonhos do Farinha 
- O cabo velho 
- Tony, o lisboeta 
- Dom Quixote de Lapin 
- Piteira, o ranger do Alentejo 
- Uma Madrinha de guerra 
- Coisas de piriquitos 
- Xelorico, um rapaz sui generis 
- Galinha ? Cá tem 
- O alferes maluco 
- O Jorge Ribeiro era um ‘gentleman’ 
- Uma grande mulher (ou uma imagem de uma geração) 
- Celebrando os meus 25 anos 
- Outras memórias 
- O Chico do Palácio 
- É a guerra, é a guerra… (será ?) 
- O ‘Asdrúbal do cu da Serra’ e os seus amores tardios 
- O ‘Galã de Nhacra’ e ‘Conquistador de Guimarães’ 
- Samuel e os amores desfasados 
- Notas sobre uma homenagem póstuma 
- O grande choque (I) 
- A grande lição do baptismo de fogo 
- O grande choque (II) 
- Beber a própria urina 









‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ - II Volume 
De José Gerreira 
Edição Chiado 
Lisboa 2017 


Livro com 266 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raros. 

Da contracapa:
“ ‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ - II Volume 

Decorridos quase quarenta e três anos do termo da Guerra na Guiné, então colónia portuguesa, e cinquenta anos do termo da sua Comissão de Serviço Militar, naquela província, o José Ferreira, conseguiu transportar-nos para os terríveis anos da guerra sangrenta que se abateu sobre uma geração de jovens, que estoicamente se bateram na defesa da Pátria, utilizando a escrita, uma escrita fluida, simples e corrida, de alguma forma até sibilante, que nos transporta para a parte boa, se é que há boa, da guerra. O título do livro, ‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’, é desde logo uma garantia de uma boa leitura, despida de qualquer referência bélica, que nos faça relembrar os trágicos anos de 1961/1974. 

Entre o amor, a paixão pela guerra, pelas aldeias, pelas pessoas, pela camaradagem, pela juventude irreverente dos intervenientes, o Zé Ferreira, oferece-nos um mundo diferente, romanceado, mas com actores e cenas reais, tendo como alvo o teatro de guerra que foi obrigado a intervir activamente. 

‘MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA’ é assim um romance que cativa, entusiasma e obriga a uma leitura sempre crescente dessa obra, que aconselho vivamente. 

Obrigado amigo e camarada Zé Ferreira, por teres trazido a público a edição desta obra.“ 
Ricardo Figueiredo 


Do ÍNDICE: 

Advertências 
Em Homenagem 
Agradecimentos 

APRESENTAÇÃO INTRODUTÓRIA 
- Alberto Branquinho 
- Prof. Dr. Luís Graça 
- Dr. Mário Beja Santos 
- Francisco Baptista 
- Jorge Portojom

MEMÓRIAS BOAS DA MINHA GUERRA 
- Guerra em Dunane 
- “Deixem-nos trabalhar” 
- Os bravos do 13.* pelotão sob o comando do furriel Montana 
- Os sonhos do Farinha (II) - pescaria premiada 
- Cegueira e religião 
- Bolos de bacalhau à moda… de Catió 
- Chico d’Alcântara, um homem de excepção 
- O Cabo Felgueiras 
- O básico dos básicos 
- Férias da guerra - o ‘Lourosa’, padres, religião, cinema 
- Morteiradas em Canquelifá 
- Raúl Pires, o mergulhador do Funchal 
- Assalto ao Pilão 
- Que rica ‘foda’ 
- A cabra do Betguinhas 
- O Floriano ‘Florida’ e o tio que pescava 
- Amores e desamores 

OUTRAS MEMÓRIAS 
- Promessas 
- O Furriel Zé Maria (ou ‘cambanças’ da nossa geração 
- Memórias de Guerra ou guerra de memórias ? 
- Vícios estranhos ou frutos da época 
- O Tininho da Feira 
- Oficial não cavalheiro 
- O Valente era mesmo valente 
- Sexo, a quanto obrigas ! 
- Operação Bola de Fogo  - Construção de Gandembel 
(O Inferno) 
1. - Destino feliz ou prémio ao dever 
2. - O caminho de Gandembel 
3. - Operação Bola de Fogo 
4. - Do primeiro dia da OP Bola de Fogo 
5. - O início de Gandembel  / Ponte Bolama 
6. - Em Gandembel 
7. - Nos primeiros dias 
8. - 15 de Maio - dia terrível 
9. - No último dia da CART 1689 na OP Bola de Fogo 
10. - O Alferes Monteiro 
11. - Gandembel - a terra dos homens de nervos de aço 
12. - Hino de Gandembel 
13. - Notas finais 

Lançamento e Apresentação de Memórias boas da minha guerra 


O Autor: 
“JOSÉ FERREIRA - NOTAS BIOGRÁFICAS DO AUTOR 

Nasceu em Fevereiro de 1943, em Fiães, concelho da Feira.
Aos 10 anos de idade começou a trabalhar no sector corticeiro. 
Fez os estudos liceais e outros através de ensino particular. 
Durante o serviço militar esteve nas seguintes unidades: 
- Escola Prática de Cavalaria - Santarém Set/Dez 1965; 
- Escola Prática de Artilharia - Vendas Novas Jan/Março 1966 
- GACA 3 - Espinho Abr/Set 1966 
- CIOE (Rangers) - Lamego Set/Dez 1966
- RAP 2 - VNGaia Jan/Fev 1967 
Partiu para a Guiné no navio ‘Uíge’ em 26 de Abril de 1967, integrado na CART 1689 do BART 1913. Chegado a Bissau, a CART 1689 saiu do ‘Uíge’ directamente para barcaças rumo a Bombadinca, subindo o rio Geba. 
A CART 1689 esteve colocada em Fá Mandinga, Catió, Gandembel, Cabedu, Dunane, Canquelifá e Bissau. Como Companhia de Intervenção, a CART 1689 actuou em mais de metade do território do CTIG, vindo a ser premiada com a flâmula de Honra em Ouro do CRIG, o mais alto galardão atribuído a companhias operacionais. 
Regressou Sá Guiné (chegada a VNGaia) em 9 de Março de 1969. 
Começou a trabalhar como comercial no ramo de tintas e vernizes, mas logo seguiu para Angola, terra de seus sonhos. 
Trabalhou na secção de Contabilidade da Câmara Municipal de Cabinda. 
Regressado de férias, em 1974, demitiu-se da C. M. de Cabinda e foi viver para Crestuma, Vila Nova de Gaia, terra natural da sua mulher. 
De 1975 a 1985, trabalhou numa empresa de fundição, como Director de Serviços.
De regresso ao sector corticeiro, trabalhou como Director Comercial, vindo a criar uma pequena empresa direccionada para o apoio ao engarrafador. 
Como amante do desporto e do associativismo, ajudou à criação e desenvolvimento de vários clubes e associações desportivas, cultura, solidariedade e recreio. 
Praticou canoagem. Chefiou a Federação Portuguesa de Canoagem. 
É sócio honorário, por aclamação, da F. P. de Canoagem. 
Foi reconhecido pela Comunicação Social como Presidente do Ano, mais uma vez. Também foi homenageado em Espanha.
Foi galardoado como Personalidade Desportiva do século XX (como foram Eusébio, Joaquim Agostinho, Moniz Pereira e outros ilustres desportistas).


Preço: 57,50€; 

O 25 de Abril & PREC - ‘PODER MILITAR E SOCIALISMO EM PORTUGAL’, de Pierre Naville - Lisboa 1976 - Muito Raro;





O 25 de Abril & PREC - O processo revolucionário português e a descolonização, entre os governos provisórios e o poder do MFA e o Conselho da Revolução, o confronto entre os militares moderados e os afectos à extrema esquerda, analisados por um político e investigador francês 


‘PODER MILITAR E SOCIALISMO EM PORTUGAL’ 
De Pierre Naville 
Tradução de Diogo de Mesquita Quintela 
Edição Iniciativas Editoriais 
Lisboa 1976 


Livro com 184 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa: 
“A revolução portuguesa é a primeira 
que se produz na Europa desde 1945 
e o seu impacto já se fez sentir 
na Espanha pós-franquista. Mas o seu 
futuro gira muito em torno dos militares, 
o que faz a sua originalidade, mas também 
a maior área que se depara às classes trabalhadoras.“ 


O Autor: 
“Pierre Naville, fundador do PSU francês e autor de várias obras sobre a guerra e questões militares, empreende aqui a análise do processo português, tomando como eixo o poder exercido pelos MFA.“ 



Do ÍNDICE: 

ADVERTÊNCIA 

O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO E O EXÉRCITO DE MARÇO A SETEMBRO DE 1975 
- O Governo do General Gonçalves e a Institucionalização do MFA 
- O ‘Putsch’ do 11 de Março e a Política das Nacionalizações 
- A novas plataforma do Conselho da Revolução e o novo Governo Gonçalves 
- As eleições de 25 de Abril de 1975 e o seu resultado 
- O Partido Socialista deixa o Governo 
- Qual é a plataforma de Álvaro Cunhal ? 
- Contradições e nova plataforma do MFA 
- O Triunvirato 
- O Programa do Partido Socialista em Julho de 1975 
- O Manifesto dos Nove e a crise do Conselho da Revolução 
- Uma oposição militar ao quinto governo provisório 
- O COPCON publica um manifesto 
- Vasco Gonçalves defende-se 
- A caminho de uma nova ditadura do Conselho da Revolução 
- A queda de Vasco Gonçalves 
- Tomás posse o governo Azevedo 

CONCLUSÕES PROVISÓRIAS 
1. - Qual é o papel das Forças Armadas numa revolução socialista ? 
2. - O papel da descolonização 
3. - Portugal na relação de forças internacionais 
4. - As afinidades políticas internacionais do MFA e dos partidos políticos 
5. - A extrema esquerda em Portugal 

ÚLTIMA HORA 


Preço: 27,50€; 

Portugal - Estado Novo & Ultramar - Jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, n, 12.521 - 28.05.1966 - (‘COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO’) - Lisboa 1966 - MUITO RARO;
















Portugal - Estado Novo & Ultramar - Uma edição histórica do jornal da UN (União Nacional) de comemoração dos 40.* aniversário da instauração do regime e noticiário sobre o acontecimento em território europeu e nas províncias ultramarinas 


Jornal ‘DIÁRIO DA MANHÃ’, n, 12.521 - De 28 de Maio de 1966. 
‘COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NACIONAL DE 28 DE MAIO’ 
Director: Barradas de Oliveira - Editor: António da Fonseca 
Lisboa 1966 - 


Exemplar com 12 páginas e em muito bom estado de conservação. 
Nota para um corte no cabeçalho da primeira página. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 



Temas em destaque: 
Começaram hoje em Braga 
- ‘AS COMEMORAÇÕES DO 40.* ANIVERSÁRIO DA REVOLUÇÃO NACIONAL DE 28 DE MAIO’ 
‘O CHEFE DE ESTADO SEGUIU ONTEM PARA O NORTE DO PAÍS’ 
‘VIAJOU DE AVIÃO PARA O PORTO O PRESIDENTE DO CONSELHO’ 
‘SALAZAR - Cidadão honorário da cidade da Praia’ 

ANO 40 DA REVOLUÇÃO 
- ‘FORÇAS DAS UNIDADES AQUARTELADAS NO ALGARVE COMEMORAM A DATA GLORIOSA’ 
- CRONOLOGIA - ‘40 ANOS DE VIDA NACIONAL’ 
- ‘AS COMEMORAÇÕES DA REVOLUÇÃO NACIONAL NAS ILHAS E ULTRAMAR’ 
‘Inauguração de uma linha de montagem de automóveis em Moçambique’ 
‘Inaugurações em Cabo Verde’ 
‘Iniciaram-se as comemorações em S. Tomé e Príncipe’ 
‘Várias manifestações na cidade da Beira’ 
- ‘Comemorações no distrito da Zambézia’ 

- ‘DECRETADA UMA AMNISTIA DE ELEVADO NÚMERO DE ELEMENTOS DAS FORÇAS ARMADAS’
‘Em consideração do interesse excepcional de que se reveste para a vida pública portuguesa o aniversário da revolução nacional e do comportamento altamente meritório das Forças Armadas na defesa da integridade territorial do país.’ 

- ‘UNIÃO NACIONAL - QUARENTA ANOS’ 
- ‘A ÍNDIA PORTUGUESA ESTÁ PRESENTE’ 

- ‘COMUNICADO DAS FORÇAS ARMADAS DE ANGOLA’ 
- ‘UM BUSTO DO ENG. TRIGO DE MORAIS NO LIMPOPO’ 
- ‘DESPENHOU-SE UMA AVIONETA EM MOÇAMBIQUE - Morreram os 2 ocupantes’ 
- ‘TEM CEM ANOS UM GUERREIRO QUE RECORDA A HEROICIDADE DE MOUZINHO’ 
- ‘DEIXA MOÇAMBIQUE O ANTIGO SECRETÁRIO GERAL DA PROVÍNCIA’ 
- ‘CONTINGENTE DE TROPAS QUE SEGUIU PARA O ULTRAMAR’ 
- Exército - ‘MILITARES FALECIDOS EM ANGOLA’ 
- ‘MOVIMENTO NACIONAL FEMININO AGRADECE A COLABORAÇÃO DA IMPRENSA MOÇAMBICANA. 

- ‘ESTÁ SALVO O ÚLTIMO PORTUGUÊS PRISIONEIRO DOS REBELDES DO BONDO’ 

- ‘AS RELÍQUIAS DE SANTO ANTÓNIO QUE VÊM DE PÁDUA A LISBOA’ 


Preço: 37,50€;