domingo, 10 de agosto de 2025

Portugal & Estado Novo - ‘DITADURA OU REVOLUÇÃO ?’, de José Luís Andrade - Lisboa 2017 - Raro;




Portugal & Estado Novo - 


‘DITADURA OU REVOLUÇÃO ?’ 
A verdadeira história do dilema ibérico nos anos decisivos de 1926-1936 
De José Luís Andrade 
Prefácio de Jaime Nogueira Pinto 
Edição Casa das Letras 
Lisboa 2017 


Livro com 404 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Trata-se de uma história paralela de Espanha e Portugal na década decisiva de 1926-1936, isto é, entrevo início da Ditadura Militar em Portugal e o ano da vitória da Frente Popular e do desencadear da guerra civil em Espanha.
Tem por isso, a originalidade de ser uma história contada a par e passo, envolvendo os principais intervenientes políticos, individuais e colectivos dos dois lados da fronteira, num período pouco estudado.“ 
Jaime Nogueira Pinto in PREFÁCIO 


Da badana: 


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O Autor: 


“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
Agradecimentos 

INTRODUÇÃO 

A DITADURA MILITAR 
- Sob o signo de Marte 
- Ditador procura-se 
- O Reviralho e os Avançados 

A DITADURA NACIONAL 
- Em busca do tempo perdido 
- De Espanha ia acabar o bom vento 
- Erupções revolucionárias 
- A oposição à ditadura 
- Na ascensão de Salazar 

UM ESTADO NOVO 
- 1933: um ano de grande significado 
- A revolução anunciada 
- Alvorada vermelha nas Astúrias 
- Quem ventos semeia… 

NOTA FINAL 

ANEXOS 
- Representantes de Espanha em Portugal entre 1910 e 1936 
- Carta de filiação na UN de J. Carlos Rates 
- Relação das forças armadas beligerantes 

Índice Onomástico 


Preço: 37,50€; 

Portugal & Descolonização - Revista ‘HISTÓRIA’, n. 252 - Abril 1997 - (‘LA TRAGEDIA DEL AFRICA PORTUGUESA’) - Madrid 1997 - MUITO RARO;


























Portugal & Descolonização - Análise histórica sobre o antigo império colonial português, a guerra colonial, descolonização e independências de Angola, Cabo Verde e Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor 


Revista ‘HISTÓRIA’, n. 252 - Abril de 1997.
‘LA TRAGEDIA DEL AFRICA PORTUGUESA’ 
Madrid 1997 


Exemplar com 130 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


Tema em destaque::
- ‘LA TRAGEDIA DEL AFRICA PORTUGUESA’ 
- ‘ANGOLA: la guerra interminable’ - por David Alcoy (Historiador) 
‘Una descolonización sangrienta’ 
‘La Angola del MPLA’ 
‘La guerra civil’ 
‘El fracaso del proceso de paz’ 
‘Mucho miedo, poca esperanza’ 
- ‘MOZAMBIQUE: la larga marcha hacia la paz’
Por Albert Sánchez y Eduard Gargallo (Historiadores) 
‘Frankenstein en África’ 
‘El fracaso de las aldeas comunales’ 
‘Después de Nkomati’ 
‘Un nuevo pragmatismo’ 
‘Balance y perspectivas’ 
- ‘DE AMÍLCAR CABRAL AL LIBERALISMO - Las independencias de Guinea-Bissau, Cabo Verde t Santo Tomé’, par Antoni Castel (Historiador y periodista) 
‘La identidad de Cabo Verde’ 
‘Santo Tomé: la dependencia del cacao’ 
- ‘TIMOR-LESTE: la lucha contra el olvido’, par Gemma Cortabitarte (Historiadora) 


Preço: 47,50€; 

Portugal & Crime - ‘MORRER NA PRAIA DO FUTURO’, de Luís Miguel Militão - Lisboa 2010 - Raro;





Portugal & Crime - Um crime que chocou Portugal e o Brasil, quando um grupo de empresários portugueses foi atraído a umas férias de sonho, e foi vítima de assassinatos sem piedade, organizado e perpetrado por iniciativa de um compatriota que neste livro relata tudo ao pormenor 


‘MORRER NA PRAIA DO FUTURO’ 
A verdade sobre o caso de Fortaleza 
De Luís Miguel Militão Guerreiro 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2010 


Livro com 156 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“Luís Miguel Militão 
conta a sua verdade sobre 
o caso de Fortaleza e 
pede perdão às famílias 
das vítimas, num relato 
realista e impressionante.

12 de Agosto de 2001: seis portugueses chegam a Fortaleza. Luís Miguel Militão recebe o grupo. Mas aquilo que pensavam ser o primeiro dia de umas férias de sonho transforma-se no último das suas vidas.
O Autor, português, 31 anos de idade, emigra para o Brasil em Fevereiro de 2001 para começar uma nova vida. Tudo corre mal. Um mês antes da chegada dos portugueses, cheio de dívidas e de cabeça perdida, Luis Miguel aceita colaborar no plano e na execução de um dos mais macabros crimes da história: atrair os seus compatriotas até à praia do Futuro para que os restantes elementos os roubem e os matem, sem piedade. 
Este é o testemunho do homem que, nove anos depois, se mostra arrependido e conta, na primeira pessoa, como tudo se passou.“ 



Do ÍNDICE: 

NOTA PRÉVIA 

Capítulo 1. - A promessa de um novo século 
Capítulo 2. - Uma infância e uma adolescência como tantas outras 
Capítulo 3. - Viajar para o Brasil para fugir à depressão 
Capítulo 4. - Na grande cidade de São Paulo 
Capítulo 5. - Destino: Fortaleza 
Capítulo 6. - Um bar na praia e o começo de uma nova vida 
Capítulo 7. - Novos amigos, novos sócios, nova paixão 
Capítulo 8. - Trabalhar para uma vida decente 
Capítulo 9. - Uma viagem ao interior nordestino 
Capítulo 10. - Ascensão e queda de um sonho 
Capítulo 11. - A entrada no mundo do crime 
Capítulo 12. - Possessões demoníacas 
Capítulo 13. - Uma tentativa de trespasse falhada 
Capítulo 14. - Caminho para a perdição 
Capítulo 15. - Planos para um crime terrível 
Capítulo 16. - A chegada dos empresários 
Capítulo 17. - O assalto na ‘Vela Latina’ 
Capítulo 18. - A chacina 
Capítulo 19. - Ressaca de um crime hediondo 
Capítulo 20. - Apagar o rasto 
Capítulo 21. - Em fuga com a família 
Capítulo 22. - Um objectivos quase alcançado 
Capítulo 23. - Capturado 
Capítulo 24. - Denúncias, interrogatórios e farsas 
Capítulo 25. - A revelação do local do crime 
Capítulo 26. - Justiça brasileira: bem-vindo ao inferno 
Capítulo 27. - Uma tentativa de fuga 
Capítulo 28. - Uma justiça injusta 

EPÍLOGO 


Preço: 27,50€; 

África & História - ‘LA FIN DES EMPIRES COLONIAUX’, par Hubert Deschamps - Paris 1969 - Muito Raro;





África & História - Análise aprofundada é histórica do Impérios coloniais e das descolonizações após a segunda Guerra Mundial 


‘LA FIN DES EMPIRES COLONIAUX’ 
Par Hubert Deschamps (Professeur à la Sorbonne) 
Edition Presses Universitaires de France 
Paris 1969 


Livro com 128 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Do ÍNDICE: / TABLE DESCMATIÈRES: 

INTRODUCTION 

Première Partie 
CROISSANCE ET INVENTAIRE DES EMPIRES 
Chapitre Premier - Colonisation et impérialisme 
II. - Les Empires Défunts 
III. - Les Empires portugais et néerlandais 
IV. - L’Empire Britannique 
V. - L’Empire Français 
VI. - Les Empires russe, chinois, japonais, belge, italien et américain 

Deuxième Partie 
LES GERMES DU BOULEVERSEMENT 
Chapitre premier - La revolution coloniale 
II. - Naissance des nationalismes 
III. - Les idéologies anticolonialistes 
IV. - Bilan des deux guerres 

Troisième Partie 
LE MONDE NOVEAU 
Chapitre Premier - Les systèmes soviétique et chinois 
II. - Révolte de l’Asie méridionale 
III. - Renaissance de l’Islam 
IV. - Eveil de l’Afrique noire 
V. - Le Commonwealth 
VI. - La décolonisation Française 
VII. - Formules nationales, internationales, régionales 
VIII. - De la dépendance à l’indépendance et à l’interdépendance 


Preço: 27,50€; 

Portugal & Igreja - ‘O MILAGRE DE FÁTIMA’ - História em Banda Desenhada - de Duarte Gravato - Damaia 1977 - Muito Raro;









Portugal & Igreja - Uma excepcional obra em banda desenhada sobre as aparições de Fátima nos inícios do século passado, testemunhadas pelos três pastorinhos (Lúcia, Francisco e Jacinta), com ilustrações extraordinárias e a história completa dos fenómenos onde a época está fielmente retratada 


‘O MILAGRE DE FÁTIMA’ 
História em Banda Desenhada 
De Duarte Gravato 
Edição Editorial Campo Verde 
Distribuição Agência Portuguesa de Revistas 
Damaia 1977 


Exemplar com 34 páginas, totalmente ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
Capa com sinais de humildade e miolo impecável. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro.



Preço: 37,50€; 

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Portugal & Guerra do Ultramar - ‘ATAQUE SECRETO - Operação Mar Verde em Conacri’, de José de Matos - Lisboa 2025;





Portugal & Guerra do Ultramar - Aquela que foi a mais espetacular e ousada operação militar das Forças Armadas Portuguesas na guerra de África, quando Alpoim Calvão chefiou uma intervenção na capital da Guiné Conakry, vizinha da então província ultramarina portuguesa da Guiné e surpreendeu as incipientes forças guineenses, conseguindo libertar duas dezenas de soldados nacionais ali detidos pelo PAIGC 


‘ATAQUE SECRETO - Operação Mar Verde em Conacri’ 
De José de Matos - 
Edição Guerra & Paz 
Lisboa 2025 


Livro com 232 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. 


Ataque português a Conacri
Relatos inéditos e documentos exclusivos

“Em ‘ATAQUE SECRETO: Operação Mar Verde em Conacri’, o historiador José Matos narra a operação militar secreta realizada pelas forças armadas portuguesas na noite de 22 de novembro de 1970, contra a capital da República da Guiné. 
Este livro traz uma análise profunda, relatos inéditos e documentos exclusivos que revelam os bastidores desta operação que tinha como principal objetivo derrubar o Governo do presidente Sékou Touré e enfraquecer o PAIGC, partido que lutava pela independência da Guiné-Bissau. 
A operação envolveu um ataque anfíbio a Conacri com tropas especiais e dissidentes do país vizinho, que percorreram as ruas da capital em busca dos seus alvos. Embora bem sucedida na libertação de prisioneiros portugueses e na destruição dos meios navais do inimigo, a operação não atingiu o seu principal objectivo que era derrubar o regime e os militares portugueses tiveram de retirar da cidade ao raiar do dia. Uma leitura essencial para todos aqueles que buscam conhecimento com rigor e emoção.”


O Autor: 
“JOSÉ MATOS 
É investigador em História Militar, com trabalho feito sobre as operações da Força Aérea na Guerra Colonial portuguesa, principalmente na Guiné. Tem vários artigos publicados, além de livros sobre o conflito na Guiné e a guerra civil angolana. 
Participou, como co-autor, no volume 3 de ‘War of Intervention in Angola: Angolan and Cuban Air Forces (1975-1985)’. 
Recentemente, publicou ‘Rumo à Revolução: Os Meses Finais do Estado Novo’ (Guerra e Paz, 2023) com Zélia Oliveira e Atlas Histórico do 25 de Abril (Guerra e Paz, 2025).”


Preço:  0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Ultramar - Colonização & Descolonização - ‘COLONOS, RETORNADOS E A REVOLUÇÃO POR CUMPRIR’, de Joana Gorjão Henriques - Lisboa 2025;





Portugal - Ultramar - Colonização & Descolonização - Uma obra que se junta a três outras anteriores em que a autora analisa o problema racial na sociedade portuguesa sob vários prismas, da colonização, descolonização e na actualidade 


‘COLONOS, RETORNADOS E A REVOLUÇÃO POR CUMPRIR’ 
Racismo em Portugal 
De Joana Gorjão Henriques 
Edição Tinta da China 
Lisboa 2025 


Livro com 104 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 


Da contracapa:
“DEPOIS DE UM SISTEMA QUE CRIOU DIVISÕES LÁ E CÁ, AINDA FALTA FAZER A REVOLUÇÃO DA IGUALDADE RACIAL ? 

No século XX, milhares de portugueses migraram para Angola e Moçambique para serem colonos. Mais tarde, outros milhares fizeram o movimento inverso.

Em ‘Racismo em Portugal - COLONOS, RETORNADOS E A REVOLUÇÃO POR CUMPRIR’ ouvimos os seus relatos. Os colonos descrevem como o racismo era usado para dominar; os retornados falam do regresso a um país que celebrava a democracia mas, ao mesmo tempo, se fechava nas suas fronteiras. 

O primeiro livro recolheu mais de cem testemunhos nos países que foram colonizados por Portugal (‘RACISMO EM PORTUGAL’); o segundo olhou para o racismo estrutural na actual sociedade portuguesa (‘RACISMO NO PAÍS DIS BRANDOS COSTUMES’). Este volume dá continuidade à trilogia focando-se nas reflexões dos ex-colonos sobre um sistema que criou divisões lá e cá, incentivando o debate sobre uma parte da Revolução de Abril que ainda não se concretizou.“ 


Da badana: 
“Dez anos depois do início desta série, a realidade nacional e internacional mudou, o tema do racismo passou a ser parte do debate público e político. Desenhara-se mudanças nos currículos para contar esta história de forma mais equilibrada, embora continuem a existir manuais que falam de pessoas escravizadas como objectos e nada digam sobre a enorme resistência das populações africanas, mantendo as falhas que perpetuam a desigualdade na memória colectiva. Criaram-se estruturas como o Observatório do Racismo e da Xenofobia, mas pouca actividade têm é que mantêm na sua estrutura hierárquica e liderança pessoas não racializadas. 

Hoje, embora seja amplamente usado no discurso público, o termo ‘racismo’ continua a polarizar, gerando reacções acesas, muitas vezes desproporcionais relativamente àquilo que se pretende combater, o que só mostra a nossa dificuldade em enfrentar com honestidade as raízes históricas e estruturais do racismo em Portugal.“ 


A Autora: 
“JOANA GORJÃO HENRIQUES (Lisboa, 1975) é jornalista do Público desde 1999, onde escreve sobre racismo, imigração, discriminação e outros temas de direitos humanos. 
Foi bolseira da Nieman Foundation for Journalism na Universidade de Harvard (EUA). 
É autora das séries Racismo em Português, sobre o racismo durante o sistema colonial, Racismo no País dos Brancos Costumes, retrato de desigualdades raciais em Portugal, e agora Racismo em Português 2: Colonos, Retornados e a Revolução por Cumprir. 
Recebeu vários prémios e distinções: medalha de ouro de Direitos Humanos atribuída pela Assembleia da República, Prémio Gazeta de Imprensa, prémio de jornalismo Corações com Coroa, nomeação para os prémios Gabriel García Márquez, Prémio AMI — Jornalismo contra a Indiferença, prémio de imprensa escrita de Direitos Humanos e Integração da Comissão Nacional da UNESCO (duas vezes) e prémio de imprensa escrita Comunicação ‘Pela Diversidade Cultural’ do Alto Comissariado para as Migrações (também duas vezes).”



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
INTRODUÇÃO 

Capítulo I 
- A primeira grande vaga de emigração qualificada foi para as ex-colónias 

Capítulo II 
- Quando os negros eram feitos estrangeiros na sua própria terra 

Capítulo III 
- “Não vivi em Angola, vivi numa colónia”; por detrás da normalidade e violência 

Capítulo IV 
- Descolonização em curso e retorno dos colonos e de Portugas às suas pequenas fronteiras 

Agradecimentos 


Preço: 27,50€; 

Angola - MPLA & História - Jornal ‘PÚBLICO’, de 18.05.2025 - (‘A MORTE TRÁGICA DE VIRIATO DA CRUZ‘) - Lisboa 2025 - MUITO RARO;













Angola - MPLA & História - O destino do fundador e poeta angolano, Viriato Clemente da Cruz, que foi dos mais destacados membros da organização e após a sua dissidência foi perseguido pelos próprios membros do movimento, tendo sido espancado, torturado e obrigado a exilar-se em Pequim, na República Popular da China, onde acabaria por falecer completamente esquecido e abandonado. A sua história em investigação de Carlos Pacheco, historiador angolano que dedicou décadas à pesquisa da História recente de Angola. 


Jornal ‘PÚBLICO’, de 18 de Maio de 2025.
‘ANGOLA - A MORTE TRÁGICA DE VIRIATO DA CRUZ, PAI DO MPLA’ 
Lisboa 2025 


Exemplar com 48 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Tema em destaque: 
- ‘ANGOLA - A MORTE TRÁGICA DE VIRIATO DA CRUZ, PAI DO MPLA’ 
Por Carlos Pacheco - Historiador 
OPINIÃO - ‘Em 1963, um ano depois de ter sido afastado do MPLA, Viriato da Cruz, poeta e pai fundador deste partido, foi espancado de forma Bárbara por um grupo de algozes a mando e perante Agostinho Neto, futuro presidente de Angola. Mas o sofrimento, a violência e a humilhação não acabariam aí. Continuariam na prisão, ainda em África, e também na China, onde morreu em circunstâncias muito duvidosas.’ 
‘O Panteão e o mito que o ocupa’ 
‘A história como caricatura’ 
‘O cerco a Viriato’ 
‘Exilado e esquecido’ 
‘O prisioneiro sem crime’ 
- “O MITO AGOSTINHO NETO APAGA TUDO À SUA VOLTA. ATÉ A MEMÓRIA DOS FUNDADORES DO MPLA SE ESFUMOU.” 


Preço: 37,50€; 

São Tomé e Príncipe & Poesia - ‘ILHA DE NOME SANTO’, de Francisco José Tenreiro - Coimbra 1942 - Raro;







São Tomé e Príncipe & Poesia - É uma obra poética fundamental, de Francisco Tenreiro, de 1942, rara e importante por ser um dos primeiros marcos da Negritude na literatura africana de língua portuguesa, explorando temas de identidade, mestiçagem e a condição do negro na diáspora, com uma forte ligação a São Tomé e Príncipe, e sendo um texto precursor do pan-africanismo, sendo a edição de Coimbra um marco raríssimo e valioso para colecionadores e estudiosos. 


‘ILHA DE NOME SANTO’ 
De Francisco José Tenreiro 
Edição Portugália (fac-símile) 
Coimbra 1942 


Livro com 56 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


O Autor: 
FRANCISCO JOSÉ DE VASQUES TENREIRO 

Francisco Tenreiro nasceu em 1921, na Roça do Rio do Ouro, Ilha de São Tomé, e faleceu em Lisboa, em 1963. Filho de uma trabalhadora contratada negra da Roça Diogo Vaz, e de um administrador de roça português branco, deixou a sua ilha natal com apenas dois anos, para viver na capital da metrópole, onde foi criado pela sua tia paterna. Só aos 35 anos regressou a São Tomé e Príncipe.

Em Lisboa, e com apenas 21 anos, publicou o volume de poesia Ilha de Nome Santo (1942), incluído na coleção Novo Cancioneiro, editada por um grupo de intelectuais associados ao movimento neorrealista português. O poema inaugural, dedicado à sua mãe, encerra a sua identidade híbrida e diaspórica; no seu conjunto este trabalho distinguiu Tenreiro como uma figura chave da Negritude em Portugal, contribuindo para o seu estatuto de poeta nacional de São Tomé and Príncipe.

Depois de uma passagem pela Faculdade de Ciências, Francisco Tenreiro frequentou o Curso Superior Colonial, na Escola Superior Colonial, entre 1944 e 1948, e durante o seu tempo como estudante teve um papel de relevo na Associação Académica, participando e organizando diversos eventos culturais relacionados com arte africana. Por indicação do seu professor Medeiros-Gouvêa (1900-1972), e já como estudante finalista, iniciou a colaboração com o Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, sob orientação de Orlando Ribeiro (1911-1997). Contribuiu para a Missão de Geografia à Guiné (1947), e foi secretário do XVI Congresso da União Geográfica Internacional, que se realizou em 1949.

Em 1950, Tenreiro foi nomeado 3º oficial interino do Quadro Administrativo do Ministério do Ultramar, onde trabalhou até 1955. Em 1953 publicou, com Mário Pinto de Andrade (1928-1990), Poesia negra de expressão portuguesa, uma antologia de textos de intelectuais africanos que constitui a primeira manifestação da Negritude nas literaturas africanas de língua portuguesa. Foi durante estes anos que Tenreiro teve um papel central nas atividades da Casa dos Estudantes do Império, um lugar/instituição chave na construção da africanidade, do nacionalismo e da resistência, e no centro de estudos africanos que então se criou.

Na qualidade de funcionário do Ministério participou num curso de férias em Cambridge, em 1950, e durante quase um ano, entre 1954 e 1955, e com uma bolsa de estudo do British Council, Tenreiro esteve na London School of Economics and Political Sciences com o propósito de ‘estudar problemas de geografia da colonização’, interagindo com Harrison Church, Dudley Stamp (1898-1966) e Daryll Forde (1902-1973). Aí recolheu material bibliográfico sobre África, escreveu vários textos, fez cursos e participou em conferências, e inclusivamente deu algumas palestras para a BBC.

Em 1955 foi contratado como assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, regendo as cadeiras de Etnologia, Geografia Política e Económica, e Geografia Colonial. Por convite de Adriano Moreira (1922-), lecionou, desde 1959, no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos (mais tarde Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina), onde foi nomeado Professor Catedrático, em 1962, após prestar provas de doutoramento em Geografia. Regeu a cadeira de Geografia de África.

A sua tese de doutoramento, A Ilha de São Tomé (1961), é um dos trabalhos-chave da Geografia Tropical Portuguesa, constituindo uma investigação minuciosa na tradição monográfica da geografia regional francesa, com forte suporte de investigação histórica e de rica descrição das características geográficas físicas e humanas da ilha. Neste trabalho, fortemente influenciado por Pierre Gourou (1900-1999) e por George Balandier (1920-2016), destacou as relações delicadas e multifacetadas, ao longo do tempo, entre pessoas e natureza.

Tenreiro teve um papel de destaque nos principais programas científicos relacionados com a Geografia tropical, tendo sido adjunto de Orlando Ribeiro no ‘Agrupamento Científico de Preparação de Geógrafos para o Ultramar’ (1958-1973) e na ‘Missão de Geografia Física e Humana do Ultramar’ (1961-1973). Entre 1957 e a sua morte, foi deputado por São Tomé e Príncipe, à Assembleia Nacional (VII e VII legislaturas). Ser deputado valeu-lhe algumas críticas e um afastamento da geração de Cabral, ainda que tenha defendido, em diversas intervenções, a melhoria das condições de vida da população são-tomense. Por altura da sua morte tinha em preparação os estudos Lourenço Marques – Formação e Desenvolvimento de uma cidade, e O Território dos Saloios – Estudo de Geografia Regional.”
João Sarmento 


Obras de Francisco Tenreiro: 
- Ilha de Nome Santo. - Coimbra 1942; 
- Acerca da Casa e do povoamento da Guiné. Lisboa 1950: Junta de Investigações do Ultramar; 
- Poesia negra de expressão portuguesa (com Mário de Pinto Andrade) - 1953; 
- A Ilha de São Tomé. Tese de Doutoramento em Geografia. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 1961; 
- ‘The Portuguese Province of São Tomé and Príncipe: Portugal’s plantation isles’. In R. J. Harrison Church, ed., West Africa. A Study of the Environment and of Man's Uses of It, p. 526-531. Longman, Greens and Co. (1961)
- Angola: Problemas de Geografia Humana. Curso de Extensão Universitária – Angola. Ano lectivo 1963-1964, Instituto Superior de Ciências e Política Ultramarina. Lisboa, 1964 pp. 37-60.



Do ÍNDICE: 

ROMANCEIRO 
- Romance do seu Silva Costa 
- Romance de Sam Màrinha 
- Romance de Sinhá Carlota 
- Canção do mestiço 

CICLO DO ÁLCOOL 
1.
2. 
3. 

3 POEMAS SOLTOS 
- Epopeia 
- Exortação 
- Negro de todo o mundo 

CANCIONEIRO 
- Canção de Fiá Malicha 
- Canto de Òbó 
- Sòcòpé 
- O mar 
- Logindo o ladrão 
- Ilha de nome Santo 


Preço: 25,00€;