segunda-feira, 1 de junho de 2026

Portugal - Moçambique & Ultramar - ‘MEMÓRIAS DE UMA VIDA’, de Fernando Correia Soares - Loulé 2009 - MUITO RARO;


















Portugal - Moçambique & Ultramar - O autor, nascido no Algarve, passou grande parte da sua vida profissional pelo território da antiga província ultramarina portuguesa da África Oriental sem esquecer as suas raízes do sul do país e relata nesta sua autobiografia todas essas vivências 


‘MEMÓRIAS DE UMA VIDA’ 
Autobiografia 
De Fernando Correia Soares 
Edição do Autor 
Loulé 2009 


Livro com 270 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


“FERNANDO CORREIA SOARES (1926-2009)
Agraciado com a Medalha Municipal de Mérito Grau Bronze
 
No dia 3 de Junho de 1926, a freguesia de Alte viu nascer Fernando Correia Soares, filho de Isabel Cabrita Correia e de José Inácio Soares Júnior, registado no dia 14 do mesmo mês pelo Ajudante do Registo Civil de Alte. Após ter concluído o Ensino Primário na sua terra natal decidiu seguir vida eclesiástica ingressando no Seminário de São José em Faro, mais tarde passou para o de Almada e posteriormente para o Seminário Maior do Patriarcado nos Olivais, do qual recebeu os seus princípios morais de vida, destacou nas suas Memórias. Aos 22 anos, decidiu não prosseguir carreira eclesiástica e regressa à sua aldeia natal. Aí inicia funções na companhia de Seguros ‘O Alentejo’, cumpre o serviço militar e em 1952 ruma a Moçambique, onde permaneceu até 1975, desempenhando aí vários cargos na administração pública. Entretanto casou com a sua conterrânea Julieta Botica, com quem teve três filhos.
No seu regresso vem viver para Loulé onde começa a participar na Comissão de Festas do Carnaval. Com currículo na área do Folclore, já que havia fundado um Rancho Folclórico em Moçambique, foi convidado para formar um Rancho Infantil em Loulé o qual surgiu em 1977. Actualmente conhecido como Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé, este grupo fundador da Associação Grupo dos Amigos de Loulé, foi dirigido, orientado e ensaiado durante 32 anos por Fernando Soares e já promoveu o nome de Loulé, com a interpretação de danças e cantares da zona serrana de Alte, pelo País fora, em Espanha, França, na China, entre outros locais. Em 1999, a Câmara Municipal de Loulé decidiu homenagear este grupo com a atribuição da Medalha Municipal de Mérito – grau prata.
A 10 de Janeiro de 2009 Loulé e o seu Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé despediram-se desta personalidade que tanto fez para a promoção das tradições algarvios através do Folclore algarvio, em geral, e louletano em particular.”



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

MEMÓRIAS DE UMA VIDA 
- Alte, minha terra 
- O milagre 
- Alvores da vida 
- Escola primária 
- Azinhal 
- 1.* casamento tradicional a que assisti 
- Regresso a Alte 
- O Seminário 
- O Açougue 
- Fabricação de queijo 
- 2.a Guerra Mundial 
- Folclore (Concurso) 
- O acordeão 
- Alte 
- Raízes etnográficas do concelho de Loulé 
a) - Localização e origem - Imagens de Alte - Artesãos 
b) - Folclore e suas raízes 
c) - Concurso da Aldeia mais Portuguesa 
- Mapa com as aldeias concorrentes 
- Os ensaiados 
- Os meus amores 
- O magala Moçambique 
- Rumo a Moçambique 
- Nampula 
- Quadro administrativo 
- Pacificação 
- Chegada da minha mulher 
- 1.* filho - Carlos Alberto 
- Freira controversa 
- Visita Presidencial - Craveiro Lopes 
- Mercados 
- Mongincual 
- Jacaré assassino 
- O leopardo atrevido 
- 2.* filho - José Manuel 
- Concurso para Chefe de Postob
- Nairoto 
- Pista de aterragem e dependências 
- Um parto sem dor 
- Passagem de ano na selva 
- 3.* filho - Fernando 
- 10 de Junho dia da Raça 
- Içar da Bandeira Nacional 
- ‘Maria da Raça’ 
- Folclore Algarvio em África 
- Baile mandado 
- Visita do Ministro do Ultramar - Prof. Silva Cunha 
- Aldeamentos 
- Ponte do rio Mueda arde 
- Lagoa sagrada 
- Cinegética é a arte de caçar 
- A carga do elefante 
- Pavor na Sanzala 
- Circuncisão e ataque do leopardo 
- O meu melhor tiro 
- Não era impala, era leão 
- Leões à pedrada 
- A jibóia 
- Viagem a Negomano 
- Os três almoços 
- No dia do ‘Paquete Santa Maria’ 
- Diabruras do meu Zé Manuel 
- Metuge 
- Um régulo faltoso 
- Visita ao aldeamento de Namau, Metuge 
- Recuperação de uma manada de vacas 
- Festejos - Santos Populares 
- Velhos ciúmes 
- Amor louco 
- Os Maus-Maus 
- Ladroagem 
- Outra recuperação 
- Fuzileiros em apuros 
- Natal molhado 
- O canapane 
- Agricultura em Metuge 
- O regedor Palma 
- A guerra 
- Mentalização 
- O julgamento 
- Penetração e subversão 
- Exemplos de isolamento 
- Apelo de mulheres 
- Outro exemplo 
- Obstinação e advertências 
- Estamos às suas ordens 
- O Motarua 
- Luta armada 
- Reconhecimento 
- Relações com a DGS 
- A guerra dos elefantes 
- Plagiato 
- Se ele pudesse, prendia-me 
- Promoção a Adjunto de Administrador de Concelho 
- Convite 
- Fim da 1.*a parte 

REGRESSO À METRÓPOLE 
- Palma 
- Secretário do governador 
- Melhoramentos rurais 
- Vida social 
- Compra de camiões 
- Mega operação 
- Ilha de Moçambique 
- Secretariar o governador de Tete - Convite 
- ‘Acordo de Lusaka’ e entrega 
- Grandes frustração 
- A minha saída de Moçambique 
- Despedida 
- Último entardecer 
- Chegada a Lisboa 
- Bagagem 
- Nova vida 
- Loulé 
- Criação do Rancho Folclórico infantil de Loulé 
- Operação ao coração 
- Mãe soberana 
- Renúncia 
- Folclore nas escolas 
- Escrevi estas minhas memórias 
- Mãe do Céu ! 
- Cronologia 
- Agradecimentos 

Índice fotográfico 


Preço: 37,50€;  

Portugal - Angola & Poesia - ‘VELHAS LATITUDES’, de Rui Romano - Lisboa 1974 - MUITO RARO;






Portugal - Angola & Literatura - O autor, jornalista com vasta carreira na comunicação social, particularmente na televisão portuguesa, nascido nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental, editou uma excepcional obra onde reuniu os seus poemas de longa data prefaciada pelo consagrado Rodrigo Emílio 


‘VELHAS LATITUDES’ 
De Rui Romano - 
Prefácio de Rodrigo Emílio 
Edição do Autor 
Lisboa 1974 


Livro com 174 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito, muito difícil localização. 
MUITO, MUITO RARO. 


Da DEDICATÓRIA: 
“Estes dez anos de exercício poético
- dez anos de aprendizagem e de convívio com o mundo - 
dedico-os a meus filhos e à minha terra: 
ANGOLA.“ 


Do PREFÁCIO: 
“Rui Rimani é nome que responde, criadoramente, por uma infinidade de atribuições, homem que se desmultiplica numa profusão de actividades, rosto que se desmede num sem número de face(ta)s, espírito que se joga em dádiva constante de si mesmo, com aquela versatilidade e aquele eclectismo que são apanágio de todas as sensibilidades polivalentes.
Vocacionado por uma gama enorme de solicitações, Romano detém com ele um raro condão: o condão de saber dar o talento ao manifesto em muitas frentes ao mesmo tempo, e em todas elas com inteira autenticidade. 
Ora, sucede que esse desdobramento latitudinàrio de aptidões vem a achar na poesia o seu denominador comum por excelência.
Rodrigo Emílio 


O Autor: 
“RUI JOSÉ DE SOUSA ROMANO (Luanda 26 Janeiro 1932 - Lisboa 2 Novembro 2000) 

Rui Romano faleceu a 2 de Novembro de 2000. Tinha 68 anos, e havia sido sujeito a uma intervenção cirúrgica há 15 dias. 

Jornalista profissional há 44 anos, estava reformado da Rádio Televisão Portuguesa.

Ao serviço da RTP, Rui Romano fez tudo o que havia para fazer no jornalismo televisivo. Foi autor de grandes reportagens e enviado especial por várias ocasiões ao continente africano, tendo apresentado ainda telejornais, programas desportivos, literários e de cinema.

Depois de 30 anos ligado à televisão pública portuguesa, Rui Romano esperava o regresso ao pequeno ecrã para apresentar um programa «onde pudesse conversar com as pessoas», consequência do que considerava ser uma «longa e rica carreira».

O continente africano acompanhou Rui Romano desde sempre. Foi lá, em Luanda mais precisamente, que nasceu e foi lá que deu os primeiros passos na profissão, estreando-se na Emissora Católica de Angola e trabalhando depois naquela que é a hoje a Rádio Nacional de Angola, onde chegou a ser director de produção e de programação.

Rui Romano foi assessor para a Comunicação Social da Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Maria de Jesus Barroso, um cargo que acumulava com a sua vida académica, sendo docente da Universidade Moderna.”


Preço: 77,50€; 

S. Tomé e Principe & Literatura - 'PENETRA', de Sacramento Neto - Amadora 1989 - MUITO RARO;





S. Tomé e Principe & Literatura - Uma obra literária africana de expressão portuguesa vinda do equador 


'PENETRA’ 
De Sacramento Neto 
Edição (?) 
Amadora 1989 


Livro com 128 páginas e em bom estado de conservação. Excelente. 
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.



Da contracapa: 
"A 'FICÇÃO AFRICANA' é escrita por autores africanos da Nova África de expressão portuguesa. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' é África vista com verdade é sem preconceitos. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' é a história africana narrada por seus próprios protagonistas. 

A 'FICÇÃO AFRICANA' corrige a literatura tendenciosa e falsária que ignora os valores humanos do continente negro. 

Apoie portanto a 'FICÇÃO AFRICANA'." 




Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

Capítulo 1
Ao 
Capítulo 20 


Preço: 25,00€; 

Portugal - Angola & Ultramar - ‘REGULAMENTO DA JUNTA DE POVOAMENTO AGRÁRIO DA CELA’ - Luanda 1958 - MUITO RARO;




Portugal - Angola & Ultramar - Regulamento histórico aprovado pelo Diploma Legislativo n. 2.910, de 27 de Agosto de 1958 


‘REGULAMENTO DA JUNTA DE POVOAMENTO AGRÁRIO DA CELA’ 
Do Governo Geral de Angola 
Edição da Imprensa Nacional de Angola 
Luanda 1958 


Exemplar com 32 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Do ÍNDICE: 

GOVERNO GERAL DE ANGOLA 
- Diploma Legislativo n. 2.910 

Regulamento da Junta de Povoamento Agrário da Cela 
Capítulo I - Da organização e competência 
Capítulo II - Da constituição e do funcionamento 
Capítulo III - Das receitas e despesas 
Capítulo IV - Dos serviços e pessoal 
Capítulo V - Dos colonos 
Secção I - Das modalidades de povoamento 
Secção II - Do povoamento com base na propriedade familiar 
Secção III - Do povoamento com base na propriedade média 
Capítulo VI - Disposições finais transitórias 

Quadro do Pessoal da Junta de Povoamento Agrário da Cela 
Junta de Povoamento Agrário da Cela 
- Contrato provisório 
- Contrato 
- Alvará 


Preço: 17,50€; 

sábado, 30 de maio de 2026

Moçambique - Ultramar & História - ‘DISTRITO DE TETE’, de Sousa e Silva - Lisboa 1927 - MUITO RARO;







Moçambique - Ultramar & História - Obra dedicada ao desenvolvimento desta área do território desta antiga colónia ultramarina portuguesa 


‘DISTRITO DE TETE’ 
(Alta Zambézia) 
De Pedro Augusto de Sousa e Silva 
Prefácio de Conde de Penha Garcia 
Edição Livraria Portugálya Editora 
Lisboa 1927 


Livro com 188 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


SINOPSE: 
“Obra invulgar que oferece uma descrição detalhada do distrito de Tete, localizado na região da Alta Zambézia, em Moçambique, à época uma colónia ultramarina portuguesa. 
Aborda as características geográficas, a história e os esforços de desenvolvimento (fomento) da região. Profusamente ilustarada com foto-gravuras intercaladas no texto e mapa desdobrável de grandes dimensões no final da obra. O prefácio é assinado pelo Conde de Penha Garcia.” 


Preço: 0,00€; (Indisponível) 

Portugal - Moçambique & Poesia - ‘A PELE DO CAPIM’, de Fátima Negrão - Cantanhede 2016 - MUITO RARO;










Portugal - Moçambique & Poesia - A poesia da autora, africana de ascendência europeia e as ilustrações de um artista relevante moçambicano 


‘A PELE DO CAPIM’ 
De Fátima Negrão 
Ilustrações de João Timane 
Edição da Autora 
Patrocínio do Município de Cantanhede e da 
Junta de Freguesia de Cantanhede e Pocariça 
Cantanhede 2016 


Livro com 76 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
Com dedicatória e assinatura da autora. Edição única de 250 exemplares. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


A Autora:
“FÁTIMA NEGRÃO, nascida em solo africano, deixou Moçambique há 42 anos. O cheiro da terra quente marcou a sua vida, incorporando na poesia a cor de sabores exóticos, o sol que queima a pele simples de suas gentes…

O 25 de abril de 1974 mudaria o rumo à sua vida. Deixou o ultramar, seus pais, dois irmãos mais velhos, e veio, com os três mais novos para Portugal. Cada verso da sua poesia reflete este corte nas suas raízes, amores, sonhos…

Obteve o Curso do Magistério Primário, em Moçambique, onde lecionou um ano como professora. Em Portugal, prosseguiu estudos e concluiu formação superior no ensino de crianças com deficiência auditiva e especialização em Língua Gestual Portuguesa. Uma fase da vida dedicada à educação de crianças surdas, abraçando outras causas a elas ligadas. 

Mãe de duas gémeas, vê realizado outro sonho, e investe nele toda a sua generosidade e amor. Em 2009, estreia-se na edição de poesia, em ‘Pedaços’, ilustração de São José, com lançamento em Cantanhede, onde vive presentemente. 

Participou em eventos de divulgação e leitura de poesia, em várias zonas do país, a convite de instituições e inserida no Grupo de Leitura da Biblioteca Municipal de Cantanhede. 

Em 2016, surge a presente edição, ‘A PELE DO CAPIM’, ilustração de João Timane, moçambicano, que traduz em cor e forma os sentimentos expressos por palavras pela autora.“ 


O Ilustrador: 
“JOÃO TIMANE é já uma referência internacional como artista plástico moçambicano. Nascido em Maputo, em 1991 é, desde muito cedo, um jovem promissor no mundo das Artes Plásticas. 

Frequentou a Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo. Tem leccionado a pintura artística às crianças do bairro do Aeroporto, inspirado nos ideais do grande mestre Malangatana, em Maputo, cidade moçambicana onde vive. 

Participou em várias Exposições individuais de Pintura, nomeadamente em 2014, com ‘Retratos de Mil Gotas de Sonho’ e, em 2015, com ‘Entre os Azuis do Índico’ na Mediateca BCI, em Maputo - Moçambique, assim como em muitas outras exposições coletivas dentro e fora do país.

Tem já um extenso currículo como ilustrador de capas para livros dada a sua grande sensibilidade na pintura, podendo citar, a título de exemplo, ‘Vontades de Partir e Outros Desejos’, de Lino Mukurruza; ‘Política e Informação’, de Matias Guente, e ‘Prédio 333’, de Helga Languana. 

É também autor do cartaz do 2.* Open Internacional de Dança Desportiva, em Maputo - Moçambique, e de algumas revistas nacionais e internacionais como, por exemplo, a revista ‘Ómnia’. 

Atualmente frequenta o curso de licenciatura em Engenharia Geológica e de Minas na Universidade Wutive.“ 



Do ÍNDICE: 

A PINTURA POEMA 
- Por António Canteiro 
PRÓLOGO 

- África 
- Morri sozinha 
- Calo, mas sinto ! 
- A paz 
- Como um hino 
- Desafio 
- Contradições 
- É de noite 
- A pele do capim 
- Esperança 
- Corpo 
- Grito de Liberdade 
- Hoje 
- Outono 
- Não desisto 
- O amor acontece 
- Porquê ? 
- Amor 
- Penso e não quero 
- Queria ser 
- Quando…
- Sem abrigo 
- Ser mulher ! 
- Toquei o céu 
- Terra africana 
- Um mau bocado 
- Palavras coloridas 

Glossário 


Preço: 47,50€; 

Guerra Colonial & Guiné - ‘LUGAR DE MASSACRE’, de José Martins Garcia - Lisboa 1991 - RARO;







Guerra Colonial & Guiné - Uma das obras importantes sobre o conflito colonial que Portugal enfrentou nas suas colónias africanas nas décadas de sessenta e setenta em relato nu e cru do autor 


‘LUGAR DE MASSACRE' 
De José Martins Garcia 
Capa de José Teófilo Duarte 
Edição Círculo de Leitores 
Lisboa 1991


Livro de capas duras, sobrecapa, com 178 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
RARO. 


Da contracapa: 
“Entre Paris e a Guiné-Bissau, em 1968, a distância é muito maior do que milhares de quilómetros que as separam. É a distância entre a combatividade romântica e algo ingénua que animava os estudantes nas ruas e a angústia de uma juventude condenada a uma guerra sem sentido que parece eternizar-se. 
Para muitos, aquele ‘LUGAR DE MASSACRE’ (1975) foi o ponto de partida para uma viagem sem regresso…
E ainda que uns poucos alimentem, à partida, algumas ilusões de feitos heróicos, só a degradação os espera - a degradação física e psíquica de quem sabe ter perdido, irremediavelmente, o direito à inocência e ao futuro. 
Par outros, talvez os mais puros, como Pierre Avince, a degradação dos valores éticos, religiosos e ideológicos irá conduzir a uma inexorável degradação da personalidade e à loucura. Para eles, a única forma de escapar à essa outra loucura chamada ‘guerra colonial’.


O AUTOR: 
“JOSÉ MARTINS GARCIA 
Nasceu em Criação Velha, ilha do Pico, Açores, a 17 de Fevereiro de 1941.

Licenciado em Filologia Românica pela universidade de Lisboa, doutorou-se pela Universidade dos Açores, onde presentemente lecciona. 

Cumpriu o Serviço militar de 1965 a 1968, tendo sido mobilizado para a Guiné-Bissau em 1966. 

Foi Leitor de Português na Universidade Católica de Paris (1969-1971), Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa (1971-1979) e professor convidado da Brown University, em Providewnce EUA (1979-1984). 

A par da actividade docente, tem colaborado em vários jornais e revistas, que no âmbito da crítica literária, que no da intervenção cultural. Publicou até ao presente, vinte e seis livros que abrangem os domínios do romance, do conto, da poesia, do teatro e do ensaio, entre os quais destacamos: 
- 'IMITAÇÃO DA MORTE' (Romance, 1982); 
- 'MEMÓRIA DA TERRA' (Romance, 1990); 
- 'KATAFARAUM É UMA NAÇÃO' (contos, 1974); 
- 'MORRER DEVAGAR' (Contos, 1979); 
- 'CONTOS INFERNAIS' (Contos, 1987); e 
- 'TEMPORAL' (poesia, 1986)."



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 

PRIMEIRA PARTE 
Capítulo I 
Capítulo II 
Capítulo III 
Capítulo IV 
Capítulo V 
Capítulo VI 
Capítulo VII 
Capítulo VIII 
Capítulo IX 
Capítulo X 
Capítulo XI 

SEGUNDA PARTE 
Capítulo I 
Capítulo II 
Capítulo III 
Capítulo IV 
Capítulo V 
Capítulo VI 


Preço: 17,50€; 

Portugal - Ultramar & Colonialismo - ‘FREIRE DE ANDRADE’, de Eduardo de Noronha - Lisboa 1947 - MUITO RARO;





Portugal - Ultramar & Colonialismo - Nesta Colecção ‘Cadernos Coloniais’ são biografados alguns dos vultos da história portuguesa com Acção importante e decisiva na administração colonial nas diversas parcelas do Império nacional 


‘FREIRE DE ANDRADE’ 
De Eduardo de Noronha 
Edição Esitorial Cosmos 
Da Colecção ‘Cadernos Coloniais’ - exemplar n. 1 
Lisboa 1947 


Livro com 48 páginas e em muito bom estado de conservação. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO. 


O Autor: 
“O Engenheiro de Minas.
O Comandante da Coluna Sul de Moçambique na campanha de 1895.
O Governador Geral - O Ministro.”



Do ÍNDICE: 

EXPLICAÇÃO 
- O Autor 

I. - O Comissário de Minas 
II. - A rebelião dos indígenas 
III. - Noite de ansiedade 
IV. - Marracuene 
V. - A coluna sul 
VI. - Governador Geral e Ministro 


Preço: 15,00€; 

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - ‘EM ARMAS PELO SONHO DO IMPÉRIO’, de António Chaves - Luanda 2014 - Muito Raro;








Portugal - Angola & Guerra do Ultramar - O autor relata a sua experiência no conflito militar registado nesta antiga província ultramarina portuguesa da África Ocidental entre 1961 e 1974, enquanto oficial subalterno de uma Companhia de Artilharia, nos meados da década de sessenta 


‘EM ARMAS PELO SONHO DO IMPÉRIO’ 
Angola: o mito do império português desfeito por um ex-combatente 
De António Carneiro Chaves 
Edição Mayamba 
Luanda 2014 


Livro com 356 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“ÁFRICA foi, desde tempos remotos, alvo de interesses e de cobiça, por parte de nações do continente Europeu. 
De 1961 a 1974, os territórios africanos sob domínio de Portugal foram palco de combate e chão de morte para tantos que aí nasceram e para os que em Portugal continental foram arrancados, na flor da idade, às suas famílias e terras de origem, e enviados para a ‘guerra do Ultramar’. Morte de certa forma, também, para aqueles que regressaram irremediavelmente marcados pelo horror, incapacitados de uma reinserção normal no tecido social da Pátria pela qual foram obrigados a combater. Sobre este caiu um manto de indiferença, incompreensão e silêncio, conferindo-lhes, comodamente, uma espécie de não-existência. Numa escrita por vezes poética na descrição de paisagens e emoções, António Chaves procura, à luz de uma investigação histórica, a génese da explosão nacionalista, as políticas, os preconceitos raciais e sociais que desembocaram na guerra em que participou. Por entre o relato autobiográfico e o ensaio sobressaem as questões prementes da convivência entre a cultura africana e a europeia, tão diferentes entre si, revelando a impreparação, ou pelo menos a dificuldade, de uma parte compreender a outra.”
Glória de Sousa 

AMBOS fomos personagens de uma guerra que ninguém queria, mas que era imprescindível e inevitável, dada a justeza das reivindicações dos povos de Angola e a inflexibilidade do Governo português. 
Por isso o Antigo pegou em armas e lutou - quiçá contra as suas convicções, por um lado, e pelo amor da pátria, por outro - dilacerado pelas mesmas dolorosas contradições por que eu mesma passava ao desejar que os portugueses saíssem incólumes e, simultaneamente, não afrontassem os chamados ‘turras’, em cujas fileiras se contava um dos seres mais importantes da minha vida: o meu irmão. 
Assim explico a relutância em ler a obra: tema em ferida, ainda aberta e na qual, quando assim é, não apetece mexer. 
Mas a excelência do escritor e a história em comum eram imperativos incontornáveis e li-a. Não de um só folgo, porque as memórias obrigam a parar, mas com a delícia de quem, relembrando, descobre que, afinal, não dói tanto assim, há maneiras e maneiras de tomar o mundo nos braços. O António pega-lhe com doçura, mas determinação.” 
Eduarda Correia 


O Autor:
“ANTÓNIO CARNEIRO CHAVES nasceu em 20.11.1943 num pequeno povoado de montanha  no norte de Portugal. Negrões, concelho de Montalegre onde viveu a sua infância. 
É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia de Lisboa e Mestre em Economia Europeia pelo Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas. Na Bélgica foi correspondente da RTP, do semanário ‘O JORNAL’, antecessor da revista ‘Visão’ e de outros órgãos de comunicação. 
Foi bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, bolseiro do Governo Belga e da Fundação Gulbenkian para a realização de estudos no domínio da Comunidade Europeia. 
Foi quadro superior do Instituto do Comércio Externo de Portugal, responsável pelo acompanhamento da conjuntura económica nacional e internacional e do sistema monetário internacional (incluindo o FMI), tendo publicado variados estudos imprensa especializada. Foi docente do Ensino Superior nas áreas de Gestão e de Marketing Internacional e consultor das mais destacas empresas portuguesas neste domínio. 
Desenvolveu durante duas décadas uma intensa actividade como empresário.
Dedicou-se desde muito cedo ao labor jornalístico, tendo colaborado em vários órgãos de informação de âmbito nacional e regional, onde sempre pugnou pela elevação dos valores da cultura e do desenvolvimento local.“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
PREFÁCIO 

Parte I 
INÍCIO DA VIDA MILITAR 
- 1964 - Chamada ao serviço militar 
- Apresentação no Quartel de Mafra 
- O início da recruta 
- Marchas finais 
- Embarque para a Ilha de S. Miguel, Açores 
- Recruta nos Açores 
- Jantar de boases-vindas na Bateria de Artilharia em Pinta Delgada 
- Armando Maçanita da Silva rumo ao Nambuangongo em 1961 
- Salazar e os milionários 
- Reacção dos movimentos pela Independência de Angola 
- ‘Operação Viriato’ 
- Natureza e sociedade na Ilha de S. Miguel 
- Acidente mortal no rio Douro 
- Codeçoso e Negrões: ligação histórica 
- Da Aldeia de Negrões à viagem de barco para Angola 
- Embarque, 9 de Janeiro de 1965 
- Notas de viagem 
- Leituras a bordo 
- Pisões: ponto de confluência e hospitalidade 
- Primeira ligação de política 
- Último dia da viagem marítima 

Parte II 
NORTE DE ANGOLA 
- Desembarque em Luanda 
- Luanda, 25 de Janeiro de 1965 
- Caxito - Companhia de Caçadores 482 
- Fazenda do Bim Jesus (2 de Abril de 1965) 
- Uma Páscoa diferente 
- Regresso ao Caxito 
- Quadros da vida real no interior do quartel do Caxito 
- Caxito às portas da guerra 
- Alcides, o ‘impedido’ da Companhia 482 
- De Luanda para Sá da Bandeira 
- Instalação e correspondência 
- A recruta em Sá da Bandeira 
- Colocação em Vila Roçadas 
- Memória inquietante 

Parte III 
RESENHA HISTÓRICA 
- Conquista de Ceuta 
- Explorações marítimas na costa de África 
- Gil Eanes dobra o Cabo Bojador 
- Os primeiros escravos negros 
- O primeiro leilão de escravos africanos 
- Evolução do comércio de escravos 
- Rudeza e violência entre marinheiros 
- Rei do Congo e rei de Portugal, aliança entre iguais 
- Primeiros olhares de fascínio pelo Oriente 
- Comércio atlântico de escravos - um comércio triangular 
- Formação do capital e advento do sistema capitalista 
- Breve resenha da escravidão em África 
- Relação directa entre o crescimento da produção de açúcar de cana e o aumento do comércio transatlântico de escravos 
- Rota dos escravos de África, no continente africano e no atlântico 
- Transporte atlântico de escravos 
- Comércio atlântico de escravos e as relações angolano-brasileiras 
- O fim da escravatura 
- O fim da escravatura em Portugal 
- Abolição da escravatura no Brasil 
- Repercussões em Angola do fim da escravatura 
- Condenados ao degredo e comércio de escravos 
- Povoamento branco em Angola 
- A era industrial 
- Antecedentes da Conferência de Berlim de 1884-85 
- Desenvolvimento da colónia brasileira 
- Segunda metade do século XIX em Portugal 
- A situação de Angola na década de 1880 
- Conferência de Berlim (15 Nov. 1884 - 26 Fev. 1885) 
- Mapa cor-de-rosa 

Parte IV 
SUL DE ANGOLA 
- Demarcação e ocupação do sul de Angola 
- Povoamento do sul de Angola 
- Povoamento a partir de colonos livres 
- Bóeres na colonização da Humpata 
- De uma ilha para um continente 
- Do mar para a serra - penosa viagem 
- Campanhas militares do sul de Angola 
- Desastre militar do Vale do Pembe 
- Manuel do sobrado 
- Deportação para Lisboa de Gungunhana 
- Destacamento em Oncócua 
- Velho André 
- O povoamento rural branco no tempo do Estado Novo 
- Economia e sociedade em África 
- O fenómeno urbano 
- Trabalhado assalariado e empresa 
- Instabilidade e absentismo no trabalho 
- Reflexões de uma noite sem sono 
- Eu tive, também, um animal de estimação 
- Ideias dominantes no século XX e primeira metade do século XX 
- Política colonial portuguesa na década de 1950 
- Acto Colonial 
- O luso-tropicalismo 
- Carta de João Barroso da Fonte em Dezembro de 1966 
- Perdi o chapéu e a mala 
- Um azar nunca vem só 
- Aproximação à minha viagem de Lisboa a Montalegre 
- Em jeito de adeus a Angola 
- O fim do império ultramarino 
- Por debaixo das crostas da guerra 

Bibliografia 


Preço: 77,50€; 

Portugal & História - ‘GOVERNADORES DE MACAU’, de Jorge Santos Alves - Lisboa 2013 - Raro;




Portugal & História - Uma magnífica obra sobre a presença portuguesa nesta antiga província ultramarina da Ásia, através da história e biografia dos seus governadores ao longo dos séculos 


‘GOVERNADORES DE MACAU’ 
De Jorge Santos Alves 
Edição Livros Oriente 
Lisboa 2013 


Livro de capas duras, com 526 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro. 


SINOPSE: 
“Trata-se de uma obra que apresenta de forma ordenada cronologicamente, as biografias de todos os capitães-gerais, Governadores, encarregados de Governos, Governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo, que assumiram nas suas mãos os destinos da administração portuguesa de Macau, desde o século XVII até ao final do século XX.”

“ ‘GOVERNADORES DE MACAU’ é uma obra de Paulo Jorge Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias, com coordenação de Jorge dos Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha, numa edição de 2013 da Livros do Oriente.
O título Governador de Macau, criado em 1623, era dado a um oficial do Império português para a protecção e gestão executiva do território colonial de Macau. Era nomeado pelo Chefe de Estado (rei ou Presidente da República) de Portugal. Ao longo da presença portuguesa existiram 110, a esmagadora maioria militares.
O posto foi substituído pelo cargo de Chefe do Executivo de Macau a 20 de Dezembro de 1999, após a transferência de soberania (e da administração) de Macau para a China. Antes da criação do título de Governador, Macau era administrado e governado directamente pelo Leal Senado, a primeira câmara municipal de Macau e o símbolo da autoridade local.
‘GOVERNADORES DE MACAU’ biografa todos os capitães-gerais, governadores, encarregados de governo, governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo.
O livro começou a ser escrito em 1997 mas só ficou concluído no ano passado. Duas razões explicam este longo parto. Por um lado, explica o editor Rogério Beltrão Coelho, ‘atrasos de vária ordem, que se prenderam basicamente com a instabilidade editorial em Macau após a transferência, levaram a que só em 2013 – assinalando os 500 anos da chegada de Jorge Álvares à China – o livro Governadores de Macau saia do prelo, como é de tradição dizer-se’. Não por acaso, certamente, os dois momentos correspondem a duas fases do seu próprio financiamento: a primeira, relativa à investigação e à produção dos textos, contou com o apoio da Universidade de Macau, do Instituto Politécnico de Macau e da anterior Fundação Macau; já a segunda, relativa à produção editorial e gráfica de GOVERNADORES DE MACAU’ teve o patrocínio da Fundação Jorge Álvares, Fundação Casa de Macau e Banco Nacional Ultramarino (Macau) )atraso teve uma outra consequência: os textos estão escritos no português anterior ao acordo ortográfico).  Mas Beltrão Coelho também reconhece que ‘foi de todo prudente deixar que o tempo oferecesse o distanciamento que o saber histórico aconselha’. Até porque se o trabalho de investigação e de redacção até ao penúltimo governador estava concluído no início de 2000, ‘impunha-se algum distanciamento temporal relativamente ao consulado do governador que protagonizou o processo de transição e a transferência da administração para a China. Todos os governadores (em sentido lacto) deixaram em Macau uma marca (nuns casos muito suave, noutros muito profunda) do seu empenhamento e capacidade.
Porém, a História determinou que fosse o último governador a concluir projectos e estruturas novos ou herdados dos seus antecessores. As condições financeiras permitiram, em menos de dez anos, atingir metas e concretizar objectivos de forma a transferir para a República Popular da China uma Macau rica em infra-estruturas e preparada para entrar no século XXI. Por estas razões, o texto sobre este último governo resultou mais extenso do que a maioria dos anteriores’. O editor garante que ‘ao longo das cinco centenas de páginas desta obra, desfilam, ordenadas cronologicamente, as biografias de todos os capitães-gerais, governadores, encarregados de governo, governadores interinos e, ainda, conselhos de Governo, que assumiram nas suas mãos os destinos da administração portuguesa de Macau, desde o século XVII até ao final do século XX’, mas esclarece que ‘não é uma História de Macau, mas apresenta-se como um esforço de síntese de uma realidade histórica complexa como é a de Macau, onde se cruzam os tempos e os ritmos das mutações que foram ocorrendo na China, em Portugal e no seu Império, e mais globalmente na Ásia Oriental’, prometendo uma ‘uma interpretação globalizante de uma realidade social que se foi formando e desenvolvendo na península de Macau, no sul da China’. D. Francisco Mascarenhas (1623-1626) é o primeiro dos 155 biografados (...)”
Excerto de artigo da autoria de João Paulo Meneses - jornal ‘Ponto Final’ de 18.2.2013


Preço: 67,50€;