segunda-feira, 30 de junho de 2025

Portugal - Guiné & Guerra do Ultramar - ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’, de Armor Pires Mota - Lisboa 2010 - Raro;







Portugal - Guiné & Guerra do Ultramar - O conflito militar que decorreu nesta antiga província ultramarina portuguesa do golfo africano, serve de cenário para esta obra, considerada como fulcral na bibliografia do autor, território onde cumpriu a sua comissão 


‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ 
De Pires Mota 
Edição Âncora Editora 
Lisboa 2010 


Livro com 152 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa: 
“Surpreendentemente Armor Pires Mota volta à Guiné e escreve o livro da sua consagração: ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’. Se procurarmos os seus mestres literários, não é difícil encontrar simpatias por grandes agentes literários da ruralidade, caso dos mais antigos como Raúl Brandão ou posteriores como Aquilino Ribeiro, Araújo Correia ou Tomás de Figueiredo. É a riqueza vocabular, o recurso à mais genuína imagem telúrica, interceptam-se simpatias pelo neo-realismo, naturalismo e, paradoxalmente, a narrativa à Hemingway ou Norman Mailler. Na justa medida em que ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ é um dos livros mais portentosos que se escreveram sobre a guerra da Guiné. (…) Vamos sumariar onde está a singularidade e a notabilidade  deste romance. 
A metáfora é a via-sacra, isto é, o herói, no cumprimento do seu dever, arrasta o corpo de um camarada morto em combate por caminhos inóspitos, sujeito a toda a casta de provocações: o confronto com o inimigo, os jagudis devoradores do corpo à sua guarda; uma imagem que se torna delirante e dilacerante, dando azo a que o herói solte as recordações para embates ainda mais imprevistos.“ 
Beja Santos 


Da badana: 
“ ‘ESTRANHA NOIVA DE GUERRA’ é Thanatos e Eros, a morte e o amor. Armor Pires Mota traz-nos mais um romance translúcido que evoca Alcácer Quibir, na conversão contemporânea: o conflito colonial. Um esboço da geração que regressou nas naus de Quinhentos - e com elas o esquife soçobrado do mito lusitano. Mais do que um singular retrato da epopeia trágico-terrestre em África, o autor concebe no Bravo Elias o topos do soldado frente à bestialidade da guerra. Uma viagem iniciática e a crucificação da juventude. O explorar do mecanismo da ternura passional, desejo e ciúme por duas mulheres que protagonizam duas raças: Mariana, uma bela ‘partisan’, e Helena, mulher do capitão Castro Matias. Um empolgante thriller bélico, narrado com desenvoltura, num estilo tão laborioso quanto intenso. Para ler, da capa al fine - sempre com o coração nas mãos e a memória no olhar.“ 
João de Mancelos 


O Autor: 
“ARMOR PIRES MOTA nasceu em Oiã, em 1939. Concluído o ensino primário, ingressou no Seminário de Aveiro, que abandonou em 1961. 
Foi mobilizado em 1963 e fez comissão de serviço na Guiné, como alferes miliciano. 
A guerra deixou-lhe feridas de muitas histórias e vivências. 
Sobraram-lhe dessa experiência vários livros (crónica, conto, romance e poesia). 
Entre eles, ‘Tarrafo’, apreendido pela PIDE, e ‘Bagabaga’, prémio Camilo Pessanha. 
A Câmara de Oliveira do Bairro distinguiu-o com a Medalha de Mérito Cultural, grau ouro, e o Rotary Club da mesma cidade atribuiu-lhe o galardão de Mérito Profissional, levando em conta os seus mais de vinte anos de jornalismo.”



Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
Por Mário Beja Santos 

2
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 


Preço: 32,50€; 

Angola & Literatura - ‘CRÓNICA DO GHETTO’, de David Mestre - Lobito 1973 - MUITO RARO;








Angola & Literatura - Uma obra de David Mestre em edição da Capricórnio 


‘CRÓNICA DO GHETTO’ 
De David Mestre 
Edição Capricórnio 
Lobito 1973 


Livro com 18 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


O Autor: 
“DAVID MESTRE - Nascido Luís Filipe Guimarães da Mota Veiga, o autor começou a ser mais conhecido por David Mestre após publicação do seu segundo livro ‘Crónicas do Gheto’ (1972). Veio ao mundo em Loures, Portugal, a 3 de Agosto de 1948. Foi para Angola com apenas oito meses de idade e viria a falecer em Almada (Portugal), no Hospital Garcia da Orta, vítima de um acidente vascular cerebral, dois meses antes de fazer 50 anos. Trabalhava então como jornalista em Lisboa e residia na Charneca da Caparica, depois de se ter afastado de Angola.
Trabalhou como jornalista e crítico literário em vários jornais e revistas de Angola, do Brasil, de Portugal e de outros países. Coordenou diversas páginas literárias e era também declamador. Foi director do ‘Jornal de Angola’ em 1991-1992. Praticou principalmente a poesia lírica mas foi também crítico e cronista literário de relevo, para além de ficcionista. Era membro da União dos Escritores Angolanos e foi o representante em Luanda da Associação Internacional de Críticos Literários. Fundou e dirigiu em 1971 o grupo ‘Poesias – Hoje’. Organizou para a UEA as obras poéticas definitivas de Aires de Almeida Santos e Ernesto Lara, filho. A sua obra está traduzida em várias línguas.” 
Pesquisa de Francisco Soares 


OBTAS DO AUTOR: 
- ‘Kir-Nan’, - Luanda 1967 (edição do autor); 
- ‘Dizer País’ - Nova Lisboa, Publicações Luanda 1975; 
- ‘Crónica do Gueto’ Lobito, Cadernos Capricórnio 1973; 
- ‘Do Canto à Idade’ - Coimbra, Centelha 1977; 
- ‘Nas Barbas do Bando’ - Lisboa, Ulmeiro 1985; 
- ‘Nem Tudo é Poesia’ - Luanda, UEA 1987; 
- ‘Subscrito a Giz: 60 poemas escolhidos (1972-1994)’ - Lisboa, IN-CM 1996; 
- ‘Lusografias Crioulas’ - Évora, Pendor 1997 (a sua última obra).


Preço:  0,00€ (Indisponível) 

Portugal - BD & Desporto motorizado - ‘OS PORTUGAS NO DAKAR’, de Elisabete Jacinto e Luís Pinto-Coelho - Lisboa 2007 - MUITO RARO;









Portugal - BD & Desporto Motorizado - Um álbum sobre a prova de desporto motorizado mais conhecida a nível mundial na qual já inúmeros portugueses participaram 


‘OS PORTUGAS NO DAKAR’ 
De Elisabete Jacinto (texto) e Luís Pinto-Coelho (ilustrações) 
Edição Plátano Editora 
Lisboa 2007 


Livro de capas duras, com 48 páginas, profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.



Preço: 47,50€; 

domingo, 29 de junho de 2025

Portugal & Descolonização - 'ANGOLA, ANATOMIA DE UMA TRAGÉDIA', de Silva Cardoso - Lisboa 2000 - Muito Raro;








Angola & Descolonização - O MFA e os movimentos de libertação angolanos (FNLA, MPLA e UNITA)- A trágica Guerra Civil de 1974 a 76


'ANGOLA, ANATOMIA DE UMA TRAGÉDIA' 
De General Silva Cardoso (Tomar 1928 - Lisboa 2014) 
Prefácio de General Silvino Silvério Marques 
Edição Oficina do Livro
Lisboa 2005 


Livro com 696 páginas e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente.
De muito difícil localização.
Muito Raro. 


O autor foi um destacado membro do MFA de Angola e substituiu o Almirante Rosa Coutinho como Alto Comissário de Portugal naquela antiga colónia, logo após os acordos do Alvor, em Janeiro de 1975.

Por isso, está munido de informação que revela nesta obra de 696 páginas, editada em 2000 (reeditada já até à 5.ª edição), com grande valor e importante para o entendimento do que aconteceu: descolonização; massacres; desentendimento entre os movimentos angolanos; posição parcial do MFA Angola e os oficiais da 'ala esquerdista' pró PCP e MPLA; guerra civil; e tragédia.

É obrigatória a leitura deste livro, escrito por quem viveu e sofreu os acontecimentos de 1975.


Da contra-capa:
"Neste livro fica escrita a História que felizmente não será possível manter oculta, ou contada de forma forjada, pois não haverá autor tão corajoso e habilitado que a tenha vivido e descrito como o que foi Alto-Comissário em Angola (General Silva Cardoso).” 
Silvino Silvério Marques (General)


Da badana: 
“Pode afirmar-se que o General Silva Cardoso viveu em Angola os períodos mais cruciais da sua história, desde o início da guerra até à independência, estando presente nasales mais acesas do conflito e na descolonização.

O ter decidido cessar as suas funções como Alto-Comissário, declarou, já em Lisboa, aos órgãos de comunicação social: ‘Já não acredito nos homens, principalmente nos políticos, e estou farto da mentira, das falsas promessas e das atitudes de fachada. Venho cansado do egoísmo, da crueldade e da ambição desmedida.’ 

O General Silva Cardoso era então um homem desiludido e amargurado por não ter conseguido evitar a hecatombe que sentia ir desabar sobre Angola e o seu martirizado povo. Este livro é o retrato bem fiel desse sentir.“ 


O Autor:
“O General SILVA CARDOSO nasceu a 3 de Fevereiro de 1928, na aldeia de Pedreira, no concelho de Tomar. Ingressou na Escola Naval em Setembro de 1947, optando pela carreira das armas na Marinha. Ainda segundo-tenente, foi transferido para a aviação naval, tendo mais tarde ingressado na Força Aérea Portuguesa.

Em 1961, com o deflagrar da insurreição nos territórios ultramarinos, foi nomeado para a primeira comissão em Angola, onde permaneceu três anos. De seguida, desempenhou as funções de adido militar na Alemanha, voltando a Angola, onde se manteve até Setembro de 1973. Regressa à metrópole para frequentar o curso de Altos Comandos no IAEME. 

O 25 de Abril levou-o novamente a Angola, onde fez parte da Junta Governativa, chefiada pelo Almirante Rosa Coutinho, acumulando esse cargo com o Comando da2.a Região Aérea; Na sequência do Acordo de Alvor, foi designado Alto-Comissário para o período de transição, ocupando esse cargo até Agosto de 1975. 

Foi comandante-chefe dos Açores, director do Instituto de Altos Estudos da Força Aérea e, por último, presidente do Supremo Tribunal Militar.

Em 1991 reforma-se. É possuidor de inúmeros louvores e agraciado com cerca deduzas dezenas de condecorações nacionais e estrangeiras, entre as quais a Cruz de Guerra e a de Promoção por Distinção.“



Do ÍNDICE:  

Nota prévia 
PREFÁCIO - Pelo General Silvino Silvério Marques 

PRELÚDIO 

Primeira Parte - A GUERRA 
I. - A missão mais difícil 
II. - O assalto ao 'Santa Maria' 
III. - As superpotências e Angola 
IV. - Portugal em África 
V. - 'O Velho timoneiro' 
VI. - A luta armada 
VII. - A guerrilha em Angola - Breve análise histórica e política 
VIII. - Baptismo de fogo 
IX. - O milagre no inferno da Mucaba 
X. - Uma guerra inevitável 
XI. - O regresso: dois anos de operações na Base Aérea 9 
XII. - Uma rotina de desgaste 
XIII. - Cicatrizes da memória 
XIV. - Nos bastidores da guerra 
XV. - Perspectiva de vitória militar e desenvolvimento 

Segunda Parte - A DESCOLONIZAÇÃO
I. - O 25 de Abril 
II. - A aranha tece a teia 
III. - A Comissão de Inquérito 
IV. - Junta Governativa 
V. - A rotura 
VI. - A Junta Governativa: um nado-morto 
VII. - Rumo ao Alvor 
VIII. - O Alto-Comissário 
IX. - A escalada 
X. - Neutralidade activa 
XI. - A derrocada 
XII. - O regresso 

- EPÍLOGO 

ANEXOS:
- Glossário de siglas 
- Angola, divisão administrativa até 10 de Novembro de 1975 


Preço: 37,50€; 

Angola & Literatura - ‘POEMAS’, de Agostinho Neto - Lobito 1975 - MUITO RARO;






Angola & Literatura - Uma obra integrada na Colecção ‘Cadernos Capricórnio’, de cerca de três dezenas de edições, destinadas arrevesar e a divulgar temas e autores do mundo tropical de expressão portuguesa 


‘POEMAS’ 
De Agostinho Neto 
Edição Capricórnio 
Colecçãoz Capricórnio (28/29) 
Lobito 1975 


Livro com 40 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
MUITO RARO.


O Autor: 
“ANTÓNIO AGOSTINHO NETO nasceu a 27 de Setembro de 1922 no Icolo e bengo (Angola). É médico formado pela faculdade de Medicina de Lisboa, conquanto tenha cursado alguns nos em Coimbra. 

Participou no primeiro movimento literário angolano, o ‘Movimento dos Novos Intelectuais de Angola’, que em 1950 surgiu em Luanda através da revista ‘Mensagem’, órgão da Associação dos Naturais de Angola. 

Exerceu medicina em Luanda, tendo sido coercivamente transferido para São Tomé e Cabo Verde e posteriormente para Portugal, donde se evadiu para se juntar aos nacionalistas angolanos, de cujo principal movimento - o MPLA - fazia já parte e de que se tornara Presidente. 

A sua poesia encontra-se dispersa por revistas e jornais europeus e africanos, tendo sido incluído em diversas antologias. 

Editou recentemente em Portugal um livro de poemas intitulado ‘Sagrada Esperança’.“ 



Do ÍNDICE: 

Biografia 
- António Agostinho Neto 

- Poesia Africana 
- Fogo e ritmo 
- Mussunda amigo 
- Kinaxixi 
- Meia noite na Quitanda 
- Caminho do mato 
- Comboio africano 
- Noite 
- Confiança 
- As terras sentidas 
- O choro de África 
- Criar 
- Aspiração 
- Certeza 
- Sim em qualquer poema 
- O caminho das estrelas 
- Quirandeira 
- Havemos de voltar 
- Para ti também 
- Do povo buscamos a força 


Preço: 72,50€; 

Portugal & Tomar - ‘TEMPLÁRIOS - Profundamente! Go Deeper!’, de Eduardo Mendes e Carlos Garcia - Tomar 2004 - Raro;

















Portugal & Tomar - Descrição pormenorizada das potencialidades turísticas da região, em termos culturais, gastronómicos, paisagísticos, monumentais e históricos, com excepcionais fotografias 


‘TEMPLÁRIOS - Profundamente! Go Deeper!’ 
De Eduardo Mendes (texto) e Carlos Garcia (fotografias) 
Edição da Região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeiras 
Tomar 2004 


Livro com 116 páginas, textos bilíngue (português e inglês) profusamente ilustrado e em muito bom estado de conservação. Novo. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.



Do ÍNDICE: 

ABERTURA 

PATRIMÓNIO MUNDIAL. TEMPLÁRIOS E DESCOBERTAS 
World Heritage. The Knights Templar and the Portuguese Expansion 

CENTRO HISTÓRICO POR EXCELÊNCIA 
Historic Centre of Excellence 

TABULEIROS. FESTAS 
Tabuleiros. Feasts 

ALBUFEIRAS E PINHAL. A ÁGUA E O VERDE 
Lagoon and Pinewood. The Water and the Green 

GASTRONOMIA 
Gastronomy 

TRADIÇÃO 
Tradition 

AQUI TÃO PERTO
So Close 

INFORMAÇÕES ÚTEIS 
Alojamento 
Turismo no Espaço Rural 


Preço: 37,50€; 

Portugal - Estado Novo & História - ‘DIÁRIOS DE SALAZAR’ - ‘AS LINHAS DA DITADURA’ - Lisboa 2023 - Raro;













Portugal - Estado Novo & História - Os escritos resumos das conversas entre o Chefe do Governo e o Director da PIDE, designados por ‘Diários de Salazar’ constituem um importante documento histórico para a interpretação e compreensão de muitos dos acontecimentos ocorridos no regime 


‘DIÁRIOS DE SALAZAR’ 
‘A relação com Silva Pais, último director da PIDE, e o diálogo que mantiveram durante mais de seis anos revelados nos cadernos em que o ditador resumiu quase 70 reuniões, telefonemas e conversas.’ 
Suplemento do semanário ‘EXPRESSO’ - Edição 2630 - 24 de Março de 2023 
Lisboa 2023 


Exemplar com 82 páginas, muito ilustrada e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.



Temas em destaque: 
- ‘DIÁRIOS DE SALAZAR’ 
- ‘AS LINHAS DA DITADURA’ 
‘Através dos ‘Diários de Salazar’ é possível fazer uma ideia da relação entre o ditador e o major Silva Pais, último director da PIDE, e do diálogo que mantiveram durante mais de seis anos. Numa letra miudinha e quase indecifrável, o Presidente do Conselho resumiu nesses cadernos quase 70 reuniões de trabalho, telefonemas e conversas. E também os segredos que ambos sabiam dever ser escondidos para a História.’ 
Textos de José Pedro Castanheira (jornalista) 
- ‘Com Silva Pais há apenas o registo de uma dezena e meia de conversas nos ‘Diários de Salazar’, ou seja, duas por ano - o que é pouco verosímil.’ 
‘Homero de Matos: O antecessor de Silva Pais’ 
‘Uma reunião por mês’ 
‘Atenção especial ao PCP’ 
‘Tshombé, Bidault e Russell’ 
- ‘1961 foi o annus horribilis de Salazar e também da PIDE, que somou erros e derrotas, seja na prevenção e informação, seja na repressão.’ 
‘Os contactos internacionais do chefe da Polícia’
‘Leitura da correspondência da PIDE’ 
- ‘Em Setembro de 1968, Salazar é hospitalizado para uma cirurgia ao cérebro. Sai do Estoril na viatura oficial com dois médicos. Ao lado do motorista vai Silva Pais.’ 
‘O último ano’ 
- ‘O VAZIO SOBRE A MORTE DO GENERAL DELGADO’ 
‘CRIME - Há muito pouco nos Diários sobre o assassínio do general Humberto Delgado, às mãos de uma brigada da PIDE, em Fevereiro de 1965.’ 

- ‘ORCAS - Perigo a preto e branco’ 
Texto de Carla Tomás - Infografia de Jaime Figueiredo 

- ‘NATÁLIA, A INDICIFRÁVEL’ 
Texto de Luciana Leiderfarb 


Preço: 27,50€; 

Política & PREC - ‘REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1975)’, de Armando Cerqueira - Lisboa 2015 - Raro;






Política & PREC - Neste livro de mais de 600 páginas, o autor revela como à extrema esquerda marxista leninista (Partido comunista e extrema esquerda Trotskysta e os seus aliados militares no MFA) planearam passo a passo a tentativa de instauração de uma ditadura do tipo soviético com o 28 de Setembro, 11 de Março e Verão Quente e no final dá à estampa o revisionismo histórico sobre os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, quando essa esquerda civil liderada por Álvaro Cunhal e os militares do COPCON de Otelo tentaram o golpe final após o fracasso revolucionário do PREC com o escamoteamento dos verdadeiros factos que levaram à derrota da manipulação dos pára-quedistas e a hesitar na operação suicida…

 
‘REVOLUÇÃO E CONTRA REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1975)’ 
De Armando Cerqueira 
Edição Parsifal 
Lisboa 2015 


Livro com 618 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Raro.


Da contracapa:
“Ao anoitecer de 25 de Novembro de 1975, vários militantes de base do Partido Comunista Português, bancários de profissão, seguindo ordens do seu partido, encontravam-se reunidos no centro de trabalho na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa. Tinham-nos instruído para aguardarem ordens. (…) Acreditavam ingenuamente que o socialismo estava próximo, quase lho tinham prometido militares progressistas e políticos de esquerda, que a realização do multissecular sonho acalentado era possível. Com sacrifício, abnegação e coragem, estaria ao seu alcance a passagem à sociedade do futuro, socialista, da justiça social, da cultura e da sabedoria, da paz e do bem-estar, do fim da opressão e da exploração. (…) 
Já a noite caíra quando a ordem veio. Tombou súbita e brutal, provocando espanto e desespero, cremos, em cada um: ‘As ordens do partido são que cada um regresse à casa. Fiquem lá e não saiam’.“ 

“Um valioso acervos de novos dados, referências, conexões, pistas de investigação, comentários vários; alguns, autênticos pequenos ensaios, revelando a extensão e a profundidade do trabalho de Armando Cerqueira.” 
João Varela Gomes, in APRESENTAÇÃO DO AUTOR 


Da badana:
“Com o advento do 25 de Abril, acreditou-se que a construção de um mundo melhor era possível. No entanto, depressa se percebeu que os caminhos do processo revolucionário se desviavam dos sonhos e da coragem que durante décadas mobilizaram homens e mulheres no combate por um país ávido de liberdade, de Justi, de igualdade. 

Analisando em detalhe os acontecimentos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 e que culminaram no golpe de 25 de Novembro de 1975, nesta obra ficamos a conhecer a evolução das posições das diversas facções políticas, o papel desempenhado pelas Forças Armadas e pelos diferentes grupos políticos-militares que as integravam, a estratégia do Partido Socialista e dos partidos mais conservadores, as hesitações do Partido Comunista Português e da extrema-esquerda ou a forma como as potências estrangeiras (sobretudo dos Estados Unidos da América) interferiram no curso da revolução. 

Olhar minucioso sobre os acontecimentos políticos e militares, rico em pormenores é resultado de décadas de reflexão ‘REVOLUÇÃO E CONTRA-REVOLUÇÃO EM PORTUGAL (1974-1975)’ é uma obra fundamental para compreendermos melhor um período pouco estudado da nossa História contemporânea.“ 


O Autor:
“ARMANDO CERQUEIRA 
Licenciado em História ela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, nasceu em 1944. Desde os finais da adolescência, foi redactor dos suplementos ‘Juvenil’ do ‘Diário de Lisboa p’ e do ‘República’. Como muitos jovens da sua geração, participou activamente na oposição à ditadura e à Guerra Colonial, tendo sido, em consequência disso, e por duas vezes, detido pela PIDE e tendo estado preso vários meses. 

Após um curto exílio em Paris, em 1965, regressou a Portugal decepcionado com o ambiente de desunião entre os jovens exilados portugueses. Cumpriu o serviço militar obrigatório, tendo sido mobilizado e enviado para Nova Lisboa, Angola, onde cooperou com os meios oposicionistas e anticoloniais. 

Trabalhou durante dezasseis anos no Banco Europeu de Investimentos. No quadro dos programas desenvolvidos pelos organismos da ONU, cooperou em projectos técnicos da Unesco e da CNUCED n Ruanda e na Serra Leoa. 

É ainda antologiador, em colaboração com Joaquim Pessoa e José do Carmo Francisco, das colectâneas poéticas ‘O Trabalho e o Desporto’.“ 



Do ÍNDICE: 

APRESENTAÇÃO DO AUTOR 
- Por João Varela Gomes 
PREÂMBULO 
En Guise d’introduction 

1. - NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE 
- O fim do marcelismo 
- A defecção dos capitães 
- Reuniões, assembleias militares conspirativas e outros factos 
- O golpe de Estado libertador, finalmente ! 

2. - AS ‘NOVAS’ FORÇAS ARMADAS E O PROCESSO CONTRA REVOLUCIONÁRIO 
- As Forças Armadas Portuguesas (democráticas ma non troppo): um protagonista inesperado e paradoxal 
O oficialato e as suas sensibilidades 
Um perfil ideológico, moral e funcional do oficialato 
Retrato de alguns oficiais 
As Forças Armadas e o Programa do MFA 
Alguns ‘órgãos’ do MFA 
- O Conselho dos Vinte 
- Como se foi processando a contra-revolução e sabotando o processo revolucionário 

3. - A TENTATIVA DE TRAVAGEM PACÍFICA DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO: DO 25 DE ABRIL A 30 DE SETEMBRO DE 1974 
- O MFA, movimento contraditório 
- Os EUA acolheram favoravelmente o golpe de Estado…
- … e Mário Soares demarca-se do PCP e pede ajuda ao Ocidente 
- Spínola versus MFA. O conflito de poderes 
- “Um clima de indisciplina social” 
- Remoção dos obstáculos para o regresso à legalidade democrática tutelada 
- A proposta de uma constituição provisória e de entronização do presidente da República 
- Conflitos partidários no II Governo Provisório 
- A situação económica e social 
- A tentativa de travagem pacífica do processo revolucionário 

4. - A TENTATIVA DE TRAVAGEM VIOLENTA DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO: DE 31 DE SETEMBRO DE 1974 A 11 DE MARÇO DE 1975 
- O processo revolucionário alarga o passo 
- Relações internacionais 
- O Programa de Política Económica e Social. Melo Antunes versus Vasco Gonçalves 
- Eleições para a Constituinte 
- A central sindical única 
- A institucionalização do MFA 
1.a fase: a tomada de consciência 
2.a fase: o Conselho dos Vintes e a Assembleia dos Duzentos 
3.a fase: a intenção de contactar os partidos e o compromisso histórico 
4.a fase: os contactos com os partidos 
5.a fase: a institucionalização de jure 
- O spinolismo recupera a iniciativa e prepara-se para o golpe de Estado 
- Preparação do golpe de Estado de 11 de Março de 1975 
- O 11 de Março de 1975: um golpe de Estado puramente militar 
- Otelo, Fabião, Costa Gomes, EMGFA inactivos no 11 de Março. Responsabilidades 
- O golpe de Estado: algumas consequências e reacções 

5. - A EUFORIA REVOLUCIONÁRIA: DE 12 DE MARÇO AO ‘DOCUMENTO-GUIA’ 
- A aceleração do processo revolucionário 
- As facções político-militares no imediato pós 11 de Março 
- Os inquéritos sobre os acontecimentos do 11 de Março e a sabotagem do inquérito oficial 
- O IV Governo Provisório, as nacionalizações e a transição para o socialismo 
- A estratégia de destruição do capitalismo e a tentativa de recuperação económica 
- A Plataforma de Acordo Constitucional e as Eleições para a Constituinte 
- A campanha eleitoral, a ajuda da Igreja ao PS e os resultados eleitorais 
- O PS à conquista do poder: desrespeitar o Pacto MFA-Partidos 
- O conflito do 1.* de Maio. Divisão no MFA e no CR 
- O caso ‘República’ 
- O caso ‘Renascença’ 
- Consequências dos casos ‘República’ e ‘Rádio Renascença’. A cisão do Conselho da Revolução 
- A crise político-militar 
- O Plano de Acção Política: um documento contraditório de compromisso 
- O ‘Documento-Guia da Aliança Povo-MFA’ 
- A questão do Estado e a ‘Vanguarda’ de Vasco Gonçalves 

6. - O IMPASSE REVOLUCIONÁRIO ATÉ AO ‘DOCUMENTO DO COPCON’ 
- A Assembleia Constituinte, as vias do processo revolucionário e os partidos políticos 
- A chegada do Verão Quente e do terrorismo 
- O dispositivo contra-revolucionário 
- O fim do IV Governo Provisório e o princípio do fim da esquerda militar 
- Os ‘moderados’ optaram abertamente pela contra-revolução 
- Um directório que não dirige 
- O falhanço da esquerda na tentativa de conquista pelo poder militar: o saneamento de Jaime Neves 
- Lutas intestinas no MFA: destruir definitivamente a AMFA e conquistar o Conselho da Revolução em exclusivo 
- O Grupo dos Nove 
- A Carta Aberta de Mário Soares ao general Costa Gomes 
- O ‘Documento do COPCON’ e a esquerda militar radical 
- A URSS não interferiu na situação portuguesa 
- Ingerências estrangeiras contra um Portugal socialista 
- O centro, a direita e o império queriam a demissão de Vasco Gonçalves 

7. - O IMPASSE REVOLUCIONÁRIO APÓS O ‘DOCUMENTO COPCON’ 
- O brigadeiro Corvacho contestado ou os Nove à conquista da Região Militar do Norte. Subversão e terrorismo 
- A ruptura do MFA: as três facções político-militares desavindas e as tentativas de conciliação 
- Da crise das esquerdas ao IV Governo Provisório 
- O ‘Pronunciamento de Tancos’: um golpe de Estado legal. A contestação do centro e da direita militares 
- Desencadeamento da crise político-militar 
- O assalto e a destruição da Embaixada de Espanha 

8. - 25 DE NOVEMBRO DE 1975: O GOLPE DE ESTADO DISFARÇADO 
- Objectivos e organização dos Nove 
- A caminho do golpe de Estado 
- Acções violentas e conspirações militares de direita 
- Ajustes finais na preparação do golpe 
- As esquerdas à procura de soluções para a crise 
- O ‘Directório’ de esquerda militar e o ‘abandono’ de Otelo 
- O VI Governo Provisório: um poder político impopular 
- Os pára-quedistas 
- O arranque do golpe de Estado…
- … e a contagem final 
21 do Novembro 
22 de Novembro 
24 de Novembro 
- O golpe de Estado do centro-direita, finalmente!
- O mito do ‘perigo comunista’ e a deriva burguesa e capitalista do PS 
- O 25 de Novembro foi um golpe de direita e não de esquerda 
- ‘The Day After’ 
26 de Novembro 
27 de Novembro 

En Guise de Conclusion 
ADDENDUM 
Abreviaturas, Siglas e Acrónimos 
BIBLIOGRAFIA 
- Fontes Principais 
- Outras Fontes 
ENTREVISTAS 


Preço: 32,50€; 

Portugal & Tradições - ‘CAVALHADAS DE VIL DE MOINHOS’, de Alberto Correia - Viseu 1979 - Muito Raro;











Portugal & Tradições - As tradições seculares de Vil de Moinhos analisadas e descritas pelo autor, um reconhecido historiador da matéria 


‘CAVALHADAS DE VIL DE MOINHOS’ 
De Alberto Correia 
Edição do Autor 
Viseu 1979 


Livro com 56 páginas, ilustrado (fotografias e mapas), em língua portuguesa (resumos em francês, inglês e alemão) e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 



Do ÍNDICE:

Dedicatória 
PREFÁCIO 
- Por Alexandre Alves 

VIL DE MOINHOS 
- Nótula Histórico-geográfica 
CAVALHADAS 
- A Voz da Tradição 
- Outras fontes 
- Crítica destas fontes 
Origem e Evolução 
As Cavalhadas no Século XIX 
As Cavalhadas no Século XX 
O Conflito com o Bispo de Viseu 
- 1972, o Tricentenário das Cavalhadas 
- 1979, as Cavalhadas , Hoje 
- A Temática dos Carros Alegóricos 
As Mini Cavalhadas 

Bibliografia 
Fotografias e Mapas 

CAVALHADAS DE VIL DE MOINHOS 
- Résumé 
- Summary 
- Zusammenfassung 


Preço: 25,00€;