sexta-feira, 1 de maio de 2026

África - História & Literatura - ‘VIVER E MORRER EM ANGOLA’, de Paulino Soma Adriano - Luanda 2016 - Muito Raro;






África - História & Literatura - O autor, nesta sua primeira obra em romances, aborda os traumas que as diversas guerras que os angolanos tiveram de enfrentar entre 1961 e 1992, que marcaram de forma trágica as gerações antigas e actuais onde o ódio deu lugar à esperança, convivência, tolerância e paz 


‘VIVER E MORRER EM ANGOLA’ 
De Paulino Soma Adriano 
Prefácio de Américo Correia de Oliveira 
Edição Mayamba 
Luanda 2016 


Livro com 366 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente. 
De muito difícil localização. 
Muito Raro. 


Da contracapa:
“O mundo que atravessa o teu belo romance é um mundo de guerra (mbuanga), com o seu cortejo de horrores: raptos, insegurança, medos, fome e morte. Mas, julgo eu, a mensagem que subjaz à tua obra literária, como um cacimbo que penetra subtilmente até aos ossos, é a do amor, da esperança de melhores dias para esta tua gente do país que tanto amas, Angola. 

O teu romance é um romance-testemunho, verdadeiras estórias de vida, atentíssimo à realidade natural e social que envolve as ruas personagens, sem que tu, narrador omnisciente, tomes partido em relação a qualquer dos lados da contenda. Como o poderias fazer, se avós, pais, filhos e irmãos estão, por força das circunstâncias, em diferentes trincheiras de combate ? Só a tua amada natureza rural, a pequena / grande família angolana, os pequenos / grandes amores dos avós, pais, filhos, namorados e amigos, o grande companheirismo / amizade dos civis e militares, em tempo de guerra e perdição, subsistem, contra tudo e contra todos. 
Pelo teu romance perpassa a genuína sabedoria angolana, tão antiga como o mundo: provérbios e canções (de amor e de guerra; de ninar e de trabalho), orações mágico-religiosas, jogos infantis, a culinária típica, os rituais / crenças e festas agrícolas. 

Julgo ser o primeiro romance angolano que aborda, de modo frontal, ‘desapaixonadamente imparcial’, corajoso e, diria mesmo, patriótico, o tema-tabu das recentes ‘guerras angolanas’, que, quer queiramos ou não, farão parte da rica história da tua querida Pátria.“ 
Américo Correia de Oliveira - in PREFÁCIO 


O Autor: 
“PAULINO SOMA ADRIANO
É natural da província da Huíla. Nasceu a 8 de Março de 1982. É doutor em Linguística pela Universidade de Évora, mestre em Consultoria e Revisão Linguística pela Universidade Nova de Lisboa é licenciado em Linguística Portuguesa pelo Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED - Huíla).
Foi docente do ISCED-Huila e chefe de Repartição de Ensino e Investigação do Português na mesma instituição. 
É, actualmente, decano da Escola Superior Pedagógica do Cunene.
Em 2013 publicou a obra poética ‘Amálgama d’Alma’; em 2016, o ensaio ‘A Crise Normativa do Português em Angola: cliticização e regência verbal - que atitude normativa para o professor e o revisor ?’ 
Foi assistente de revisão linguística e de projectos na ONG ACORD (Agency for Cooperation and Research in Development). Coordenou o Projecto ‘Falando sobre a Terra no CTH’ (Consórcio Terras da Huíla).“ 



Do ÍNDICE: 

Dedicatória 
EM JEITO DE PREFÁCIO 

- O militar 
- Quimbanda ou Deus 
- Couraça à prova de balas 
- Namusso Ekovo 
- Olukongolo no Natal 
- O receio do sol 
- Pelo corpo de Madalena 
- Eu vou morrer em Angola 
- Zezinho 
- A noite e as luzes 
- Inútil reencontro mortal 
- A zungueira 
- Cheques e choques 
- Amada Caty 
- O Mõla, o chefe de casa 
- A gazeta 

Glossário 


Preço: 52,50€; 

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