sexta-feira, 23 de maio de 2025

Timor & Literatura - 'CRÓNICA DE UMA TRAVESSIA (A Época do ai-Dik-Funam)', de Luís Cardoso - Lisboa 1997:





Timor & Literatura - Uma autobiografia premiada deste autor timorense 


'CRÓNICA DE UMA TRAVESSIA (A Época do ai-Dik-Funam)'
De Luís Cardoso 
Prefácio de José Eduardo Agualusa
Publicações Dom Quixote
Lisboa 1997 


Livro com 154 páginas e em bom estado de conservação.
De difícil localização.


Do Livro: 
"Este livro (...) participa da biografia, do romance e efectivamente da crónica. Narras as peripécias do autor, desde a infância timorense, no campo, à viagem com o pai, enfermeiro, para a ilha de Ataúro, à vinda para o exílio em Portugal, os estudos de Agronomia, a participação no Conselho Nacional da Resistência Maubere, o convívio com os timorenses do Vale do Jamor. Pelo meio da narrativa, em que se equilibram o relato e o comentário de acontecimentos e aparecem pessoas e nomes como o de Ramos Horta, o de Manuel Carrascalão e se fala em Zeca Afonso, em Adriano Correia de Oliveira, etc, equilibram o realismo e o fantástico (...). Passa neste livro um sopro de mistério, através do entrosamento de duas culturas, uma delas ainda carregada de elementos mágicos.
Urbano Tavares Rodrigues, in leituras@Gulbenkian, 1997."



Da contracapa: 
“É a minha travessia no tempo. Do encantamento aos dias da ira. Um conjunto de relatos, na primeira pessoa, desde a infância até ao momento em que o imaginário construído se confronta com a realidade. A descrição começa com a travessia por terras da ilha de Timor, acompanhando então o meu pai, velho enfermeiro, muitas vezes curandeiro, quando as penicilinas esgotavam o seu efeito, em longas peregrinações por localidades tão diferentes e separadas por barreiras linguísticas. 
Depois foi a travessia marítima entre a ilha de Timor e o ilhéu de Ataúro, local de desterro, quando vi pela primeira vez o nascer do sol no mar. Pelo que nunca me conformei com a masculinidade do mar. 
É essa travessia que dá nome à crónica. Como se o tempo tivesse aí parado.
Em Ataúro li o primeiro livro, a Bíblia, roubado a um militar nativo. Fiz então a minha iniciação,primeiro na construção do roteiro sagrado - o da terra Prometida -, depois, com os manuais escolares, o da mãe-pátria. Duas entidades distintas, distantes e coincidentes no infinito. Terminado o tempo do encantamento com a chegada dos dias da ira e a errância na outrora mãe-pátria, o imaginário não se sobrepõe à realidade, separa-se definitivamente dela. Resta então a rota da Terra Prometida. A da infância ou o início de todos os sonhos. A época do ai-Sik-fundam.“ 
Luís Cardoso 


LUÍS CARDOSO:
"Nasceu em Timor. licenciou-se em silvicultura pelo Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e realizou uma pós-graduação em Direito e Política do Ambiente pela Universidade Lusófona. Foi representante do Conselho Nacional de Resistência Maubere em Lisboa."


Obra do autor:
- 'CRÓNICA DE UMA TRAVESSIA' (1997),
- 'OLHOS DE CORUJA, OLHOS DE GATO BRAVO' (2002);
- 'A ÚLTIMA MORTE DO CORONEL SANTIAGO' (2003);
- 'REQUIEM PARA O NAVEGADOR SOLITÁRIO' (2007);




Do ÍNDICE: 

PREFÁCIO 
- Por José Eduardo Agualusa 
COMO SE FOSSE UM PREFÁCIO 

1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
8. 
9. 
10. 
11. 


Preço: 22,50€; 

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