terça-feira, 25 de agosto de 2026

CARLOS GUEDES, OS COMOANHEIROS E A RESISTÊNCIA EM MOÇAMBIQUE - Os Factos




CARLOS GUEDES, OS COMOANHEIROS E A RESISTÊNCIA EM MOÇAMBIQUE - Os Factos 


O Autor, Rodrigo Carlos Guedes, um jovem com toda a esperança do mundo à época de 1974, viveu todo o processo de descolonização e independência de Moçambique, directamente e com intensidade, à semelhança de muitos milhares de jovens das diversas etnias e origens.

A guerra inicial em Moçambique decorreu de 1964 a 1974, ano em que em Lisboa, o Movimento dos Capitães, institucionalizado em MFA (Movimento das Forças Armadas), ao derrubar o regime do Estado Novo, deu início ao processo de descolonização, nas suas então províncias ultramarinas. 
E foi assim que em Moçambique, as suas populações das diversas origens (autóctones, europeus, mestiços e asiáticos) julgaram vislumbrar uma esperança de se iniciar a construção de um novo país, multirracial, em grande desenvolvimento e modernização, democrático e livre. 
Pura ilusão ! A 7 de Setembro de 1974, o MFA e o governo de Lisboa, entregaram o poder em exclusivo à FRELIMO, através do ‘Acordo de Lusaka’, declarando aqueles, ao ‘único e legítimo representante do povo moçambicano’… ! 
E a partir deste acontecimento - que ignorou o facto despudoradamente de auscultar todos os moçambicanos das diversas etnias e origens -, o MFA Moçambique passou a colaborar com a FRELIMO na identificação, repressão, detenção e perseguição dos diversos movimentos políticos existentes (COREMO, GUMO, PCN, FUMO e outros). Em consequência, centenas de opositores foram detidos - alguns até pelas Forças Militares Portuguesas -, encarcerados inicialmente em Machingwea na Tanzânia, para que a 25 de Junho de 1975, na independência, a ditadura marxista-leninista da FRELIMO fosse concretizada sem resistências e com todos os requintes característicos dos regimes tirânicos. 





Casimiro Serra