Portugal & Ultramar - A odisseia dos heróis anónimos em Angola (1849 - 2000). Angola do século XIX e XX - emigração, colonização, Conferência de Berlim, guerra colonial, libertação e descolonização…
‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’
De João Coutinho
Edição
Vila Nova de Gaia 2005
Livro com 292 páginas e em muito bom estado de conservação. Excelente.
De muito difícil localização.
RARO.
Da contracapa:
“(…) Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal. Teve uma resposta que me deixou doente:
- A senhora acha que eu posso ter sonhos? (…)“
“Neste livro ‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’.
Tal como nas queimadas, tudo fica destruído, plantas e animais. Pouco tempo depois, com uma chuvada e aquele cheiro de cinza molhada, começam a rebentar pequenos botões com aquele tom vermelho escuro. O chão fica um tapete lindo, de tonalidades diferentes. Mas esperando um pouco mais, em poucos dias, tudo começa a ficar verde, até as plantas e os animais voltarem a usar o chão que era deles. Donde vieram não interessa. Pena é se têm como único destino serem destruídos pela queimada seguinte. E todos os anos o ciclo repete-se.
ATÉ QUANDO ?“
Badana:
“Tinha ouvido contar algumas coisas, mas nunca a esse nível - confessou Miguel Dias - Isso é uma coisa que ultrapassa tudo o que podia imaginar. Lembro-me de ter visto num canal de televisão uma reportagem feita no Kuito. Perguntaram a um miúdo de doze anos, que tinha ficado sem as pernas por causa de uma mina, qual era o sonho dele para o Natal.
Teve uma resposta que me deixou doente:
- ‘A senhora acha que eu posso ter sonhos ?’ “
O Autor:
“JOÃO COUTINHO nasceu na República Democrática do Congo, a 6 de Abril de 1944.
Durante o período de 1967 a 1969 foi oficial miliciano, em Angola. Em Setembro de 1975, parte definitivamente de Angola, todavia a imagem telúrica dos ‘verdes do mato’, simbólico PS da força regenerativa deste continente, perduraram a sua memória.
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, exerceu a profissão de docente (actualmente reformado).
Neste momento, partilha o seu tempo entre a escrita, a tradução e a televisão, onde é jornalista colaborador (RTP) na área do desporto.
‘OS VERDES DO MATO NÃO ACABAM’ marca a estreia do autor na escrita da ficção, desvelando-se, neste inebriante romance, um mundo bem presente na memória de muitos portugueses. “
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